ESELx - Dissertações de Mestrado
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Percorrer ESELx - Dissertações de Mestrado por Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) "04:Educação de Qualidade"
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- A articulação curricular entre o sistema cardiovascular e primeiros socorros, baseada em metodologias ativasPublication . Adro, Madalena Santos; Valente, Bianor Antónia da CruzO presente relatório final encontra-se integrado no âmbito da Unidade Curricular de Prática de Ensino Supervisionada II, inserida no Mestrado em Ensino do 1.º Ciclo do Ensino (CEB) Básico e de Matemática e Ciências Naturais no 2.º CEB. Ao longo deste relatório, são descritas as práticas pedagógicas desenvolvidas em dois contextos distintos: (i) no 1.º CEB, tendo este sido realizado numa instituição de ensino público, localizado em Lisboa, numa turma de 1.º ano; e (ii) no 2.º CEB, numa instituição de ensino público, no distrito de Setúbal, numa turma mista de 5.º ano e 6.º ano. O presente trabalho, integra uma investigação educativa realizada no âmbito do 2º ciclo, que procura responder às seguintes questões de investigação: (i) Que dificuldades manifestam os alunos sobre o sistema cardiovascular e os primeiros socorros? (ii) Que influência têm estratégias de ensino ativas (ex: dissecação, realidade virtual, simulação SBV) na participação e compreensão dos alunos? (iii) Que relações conceptuais e processuais podem ser estabelecidas entre os conteúdos de primeiros socorros e o sistema cardiovascular? Para tal, desenvolveu-se uma investigação qualitativa, ancorada na investigação sobre a própria prática, utilizando métodos como a observação e as notas de campo. A análise dos dados obtidos permite concluir que a articulação entre os primeiros socorros e o sistema cardiovascular, em conjunto com estratégias de ensino ativas, favorece aprendizagens significativas e integradas, promovendo uma compreensão mais profunda e contextualizada de um conteúdo abstrato e complexo.
- A assembleia de turma como espaço de vida democrática: um estudo no 1.º ciclo do ensino básicoPublication . Castro, Maria Anjos de Melo e; Tomás, CatarinaNo âmbito do mestrado em Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico e de Português e História e Geografia de Portugal no 2.º Ciclo do Ensino Básico, o presente relatório descreve a experiência vivenciada na Prática de Ensino Supervisionada II (PES II), realizada em duas escolas: uma privada, no 1.º ciclo do Ensino Básico (CEB) em Lisboa, e outra pública, no 2.º CEB, na Amadora. A primeira parte deste relatório analisa as práticas pedagógicas observadas nos dois contextos, com especial ênfase na organização curricular, na relação pedagógica e nos processos de avaliação. A segunda parte apresenta um estudo de caso sobre a assembleia de turma no 1.º CEB, investigando a sua implementação e o seu contributo para processos de cidadania democrática em contexto escolar. A abordagem qualitativa adotada neste estudo envolveu a observação e análise dos diários individuais de 19 crianças durante a Assembleia de Turma (AT), com o objetivo de analisar as suas representações e vivências sobre esse processo. A análise dos dados aponta para o reconhecimento por parte das crianças da importância da AT como um espaço propício para o diálogo e para a resolução colaborativa de questões do/no quotidiano escolar. O relatório é concluído com uma reflexão acerca do contributo da PES II para o meu desenvolvimento profissional, identificando os aspetos mais significativos e dimensões a melhorar na minha prática pedagógica futura.
- A autoconsciência e as estratégias de regulação emocional dos pais, ou cuidadores principais e as suas atitudes e reações perante comportamentos de stress dos filhosPublication . Rodrigues, Ana Magda Galvão; Almeida, TiagoA importância das emoções tem sido investigada ao longo do tempo. Em Portugal existem poucos estudos neste sentido. Queremos investigar se os pais têm consciência das suas emoções negativas, se as conseguem regular e se isso afeta a sua resposta aos comportamentos de stress dos filhos. Dividido em cinco partes, o estudo começa com uma revisão da literatura, abordando o conceito de emoção ao longo da história, destacando sua importância para o bem-estar individual. A seguir, discute-se o papel do bem-estar na saúde mental, enfatizando a influência das emoções em todas as dimensões do desenvolvimento humano. O estudo também explora a importância do desenvolvimento emocional na primeira infância, destacando a relação entre as emoções dos pais e o desenvolvimento emocional dos filhos. Criámos um formulário digital, que foi enviado e respondido por 155 indivíduos de Portugal continental e do arquipélago dos Açores. Neste formulário, colocámos três questionários pré-existentes ao estudo em questão (Ders 18, Atitudes Parentais e Reações Parentais). Após criada a base de dados, foi analisada com o software Jamovi, através da análise correlacional de fatores e análise descritiva das médias e desvios padrão. O estudo acrescenta às evidências anteriormente existentes, que a nossa população alvo apresentou respostas coincidentes com os pressupostos da Teoria Motivacional de Coping (Skinner et al., 2005) e que demonstrámos evidências sobre o estado de regulação emocional dos pais. Verificámos também a disponibilidade para lidar com os comportamentos de stress com os filhos.
- A autonomia das crianças em projetos de grupo: desafios e potencialidades na educação pré-escolarPublication . Pérez, Joana Maria Correia; Rodrigues, Carina Miguel Figueiredo da Cruz RosaO presente documento corresponde ao relatório de estágio que decorreu no âmbito da Prática Profissional Supervisionada II (PPS II), do Mestrado em Educação Pré-Escolar da Escola Superior de Educação de Lisboa (ESELx). A finalidade do mesmo é documentar, de forma fiel, analítica, reflexiva e fundamentada, todo o processo decorrente da prática realizada entre 30 de setembro de 2024 e 24 de janeiro de 2025. Estas ocorrências surgiram numa organização socioeducativa (OS) de cariz público, nomeadamente numa sala de jardim de infância (JI), da qual faziam parte 20 crianças com idades compreendidas entre os 3 e os 5 anos, e a respetiva equipa de sala. Assim sendo, o relatório retratará o trabalho desenvolvido neste contexto, refletindo aspetos essenciais ao processo interventivo da PPS II, como é o caso da (i) Caracterização da Ação Educativa Contextualizada, da (ii) Análise Reflexiva da Intervenção, da (iii) Investigação em JI e, ainda, da (iv) Construção da Profissionalidade Docente e, por último, as (v) considerações Finais. A investigação realizada teve por base, tanto a minha experiência de estágio, quanto os meus interesses relacionados com a Autonomia das Crianças, que se manifestaram na seguinte questão orientadora: “De que forma é que a autonomia dada às crianças nos projetos, na escolha dos temas e atividades, potencia a sua motivação e o seu envolvimento nos mesmos em contexto de Educação Pré-Escolar?”. Os objetivos gerais da pesquisa foram: i) conhecer as conceções da Educadora cooperante sobre a participação ativa e a autonomia das crianças em projetos de grupo; ii) compreender de que forma as práticas pedagógicas da educadora podem potenciar o envolvimento e a participação ativa das crianças em projetos de grupo; iii) analisar a relação entre a vontade das crianças, o seu envolvimento nos projetos de grupo e a sua capacidade de participar ativamente nas decisões. Para estudar a temática em questão, realizei um estudo de caso, de natureza qualitativa, para o qual mobilizei diferentes técnicas e instrumentos de recolha de dados favoráveis à sua triangulação o mais fiel e pertinente possível, tais como: a observação direta participante e a observação indireta, os respetivos registos escritos, fotográficos, vídeos e áudio, e eventuais produções das crianças, conversas, formais e informais, com a equipa educativa, inquéritos por entrevista (semiestruturada) e os respetivos guiões, aplicados à Educadora cooperante e a uma amostra de crianças do grupo. Os resultados mostram que a autonomia e o envolvimento das crianças nos projetos podem potenciar significativamente a sua motivação e consequente participação ativa. Todavia, é uma relação que pode ser influenciada por diferentes fatores, tais como, as características do indivíduo, o vínculo afetivo com o adulto ou com outras crianças presentes, ou as próprias condições do ambiente educativo. Conclui-se, de igual forma, que as conceções e práticas pedagógicas intencionais do educador são fulcrais para criar um ambiente promotor da autonomia e da participação ativa das crianças.
- A avaliação formativa como ferramenta de diferenciação pedagógica em matemática: um estudo numa turma do 6.º ano do 2.º ciclo do ensino básicoPublication . Silva, Catarina Isabel Brunheta da; Assunção, Lina Maria Amador Brunheira AssunçãoO Relatório Final que aqui se apresenta foi proposto no âmbito da Unidade Curricular de Prática de Ensino Supervisionada II, inserida no 2.º ano do Mestrado em Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico e de Matemática e Ciências Naturais no 2.º Ciclo do Ensino Básico, da Escola Superior de Educação de Lisboa. A Unidade Curricular prevê a realização de práticas de ensino supervisionadas nos contextos de 1.º e 2.º Ciclo do Ensino Básico bem como a elaboração de um trabalho de cariz investigativo com enfoque numa problemática relacionada com o contexto onde se desenvolve a prática. A ideia de uma escola para todos implica atender à diversidade de formas de aprendizagem que a variedade de alunos traz. Da mesma forma, requer, da parte do professor, a implementação de estratégias que permitam a orientação da ação pedagógica, almejando a construção de conhecimentos por todos os alunos. Centrando-se nesta temática, a investigação apresentada neste relatório tem como objetivo “Compreender de que forma a avaliação formativa pode contribuir para a operacionalização de práticas de diferenciação pedagógica no ensino da matemática.”, a partir do qual emergem duas questões de investigação: (i) Como é que a avaliação formativa pode orientar a adequação do ensino às necessidades dos alunos?; (ii) Que benefícios para a aprendizagem se identificam a partir de uma prática de diferenciação que emerge da avaliação formativa? O estudo segue uma abordagem qualitativa, tendo sido utilizada a observação direta e participante bem como a análise das produções dos alunos para recolha de dados, procedendo-se, posteriormente, à análise destes últimos através de análise de conteúdo. Os resultados revelam que: (i) as tarefas matemáticas, como instrumento de avaliação formativa, configuram uma possível forma de adequar o ensino às necessidades dos alunos; (ii) práticas de diferenciação pedagógica que emergem da avaliação formativa contemplam diversos benefícios para as aprendizagens dos alunos.
- A compreensão da multiplicação de números racionais não negativos representados na forma de fração: uma investigação sobre a prática no 6.º ano do ensino básicoPublication . Ferreira, Joana Filipa Bernardo; Brunheira, LinaO presente relatório desenvolve-se no âmbito da Unidade Curricular de Prática de Ensino Supervisionada II, do 2.º ano do Mestrado em Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico (CEB) e de Matemática e Ciências Naturais no 2.º CEB. Inclui uma descrição e análise das práticas pedagógicas realizadas durante os estágios em 1.º e 2.º CEB, bem como uma investigação desenvolvida durante a prática pedagógica desenvolvida no 2.º CEB. A compreensão do domínio dos números racionais representados em forma de fração, bem como as operações associadas aos mesmos são de difícil compreensão por parte dos alunos. O presente estudo trata-se de uma investigação sobre a prática com foco na compreensão da multiplicação de números racionais não negativos representados na forma de fração por cinco alunos do 6.º ano de uma instituição de ensino público. Trata-se de um trabalho de natureza qualitativa cujos dados foram recolhidos, inicialmente, através de um teste diagnóstico incidente em operações de multiplicação e divisão com números naturais e racionais, representados na forma decimal, e posteriormente através de sete tarefas que mobilizavam uma compreensão evolutiva da multiplicação de frações. Foram ainda valorizadas as conversas informais com os alunos e notas de campo. As produções dos alunos foram analisadas através de categorias de análise definidas para as conceções e estratégias dos alunos. Verificou-se que a utilização de problemas contextualizados, que exigem a justificação da grandeza dos resultados, ajudou-os a compreender que multiplicar frações envolve calcular partes de uma parte. No entanto, alguns alunos ainda demonstraram dificuldade em se distanciar do algoritmo após aprendê-lo. Para superar essas barreiras conceituais, é essencial proporcionar oportunidades para explorar estratégias livremente e enfrentar problemas que estimulem o pensamento crítico, promovendo uma compreensão mais profunda da multiplicação de frações.
- A compreensão leitora na perturbação do espetro do autismo: estratégias de ensino e o seu impacto em alunos do 2.º e 3.º ciclos do ensino básicoPublication . Rosendo, Anabela da Silva Ribeiro; Madureira, IsabelReconhecendo que a dificuldade na Compreensão Leitora (CL) constitui uma característica comum nos indivíduos com Perturbação do Espetro do Autismo (PEA) e que a literacia é basilar para a aprendizagem e integração social, consideramos pertinente desenvolver um estudo com os seguintes objetivos: caracterizar as práticas que os professores de várias áreas disciplinares implementam para promover a CL dos seus alunos de 2.º e 3.º Ciclos do Ensino Básico com PEA; conhecer a perceção que os professores têm sobre o impacto das suas práticas no desenvolvimento da CL dos seus alunos com PEA; conhecer a perceção que os alunos com PEA têm sobre a influência das práticas promotoras da CL desenvolvidas pelos professores. Para os cumprir, realizamos um estudo de caso único, pertencente ao paradigma interpretativo, com características da metodologia qualitativa. Elegeram-se, como técnicas de recolha de dados, a pesquisa documental, entrevistas semiestruturadas a professores e alunos, e a observação naturalista de algumas aulas. Concluímos que as dificuldades dos alunos com PEA de 2.º e 3.º Ciclos são diversas e complexas, de origem ambiental e comportamental. Para as ultrapassar, atentos, os docentes socorrem-se de uma panóplia de estratégias pedagógicas adaptadas, dentro do possível, às características destes alunos. Para isso, recorrem a múltiplos materiais, que procuram que sejam consonantes com as especificidades dos alunos para potenciar o seu sucesso. Todavia, apurou-se que, em termos gerais, estas práticas nem sempre são suficientes e bem-sucedidas, devido a vários fatores, dos quais se destacam a escassa formação especializada, e ambientes educativos pouco inclusivos, que afastam estes alunos do desenvolvimento da CL. Portanto, os resultados sublinham que o papel do docente é nuclear, mas apontam para a necessidade premente da capacitação dos docentes, o que lhes conferirá mais conhecimentos e segurança, e, sobretudo, mais sucesso no desenvolvimento da CL dos seus alunos com PEA.
- A criança e o jogo simbólico: a representação do mundo do imaginárioPublication . Costa, Ana Filipa Almeida; Dias, JoanaO presente relatório tem como finalidade apresentar de modo reflexivo todo o percurso realizado no decorrer da Prática Profissional Supervisionada II (PPS II), concretizada em contexto de Jardim de Infância (JI) situado na Área Metropolitana de Lisboa. Neste sentido, são apresentados diversos tópicos que refletem todo o processo de intervenção, com um grupo de vinte crianças com três anos de idade, aquando da realização da investigação. Inicialmente é concretizada a caracterização do contexto, sendo este o ponto de partida para a definição das intenções para a ação educativa. Seguidamente, procedeu-se à reflexão e avaliação dessas intenções e de todo o processo de intervenção. Finalmente, surge o tópico referente à investigação desenvolvida no presente contexto de intervenção, cuja problemática é – A criança e o jogo simbólico: a representação do mundo do imaginário. A investigação insere-se numa perspetiva de metodologia de estudo de caso de natureza qualitativa, cujo tema é definido a partir das observações efetuadas no decorrer da prática, nas quais foi possível verificar o envolvimento e entusiasmo das crianças ao se envolverem em situações de Jogo Simbólico. Através da revisão literária e da consequente análise das evidências registadas e da entrevista realizada à educadora cooperante é possível compreender que a prática do Jogo Simbólico tem verdadeiramente impacto no desenvolvimento holístico das crianças e permite que estas aprendam em conjunto e potenciem a descoberta do mundo entre si. Além disso, foi possível concluir que o adulto pode ampliar as experiências e descobertas da criança no decorrer deste momento, mas devendo manter uma postura maioritariamente observadora, respeitando o que é delineado pela criança. Por último, é apresentada a construção da profissionalidade docente, que conta com uma reflexão sobre os valores que estiveram na base da ação pedagógica em contexto de PPS e que contribuem para a construção da minha identidade enquanto futura profissional.
- A definição partilhada de critérios de avaliação da participação como potenciadora do envolvimento dos alunos do 1.º e 2.º CiclosPublication . Gregório, Joana Heitor Ferreira; Tempera, Tiago Bruno CorreiaA presente investigação foi desenvolvida a partir da prática desenvolvida numa turma do 1.º ano e em duas turmas do 6.º ano e teve como objetivo entender de que forma a definição partilhada de critérios de avaliação da participação pode potenciar o envolvimento dos alunos do 1.º e 2.º Ciclos. Na primeira parte do estudo é realizada uma caracterização das práticas pedagógicas desenvolvidas tanto numa turma de 1.º ano do 1.º Ciclo, na qual foi desenvolvido um projeto relacionado com a gestão democrática de conflitos, como em duas turmas de 6.º ano do 2.º Ciclo, nas quais foi desenvolvido um projeto acerca da mobilização de metodologias ativas. Por fim é feita uma análise das mesmas. De seguida, na segunda parte, é apresentada a investigação. Esta foi desenvolvida numa turma de 1.º ano e em duas turmas de 6.º ano, tendo sido contruídas, em conjunto com os alunos, critérios de avaliação do envolvimento em sala de aula. No 1.º Ciclo, os critérios foram definidos para listas de verificação e no 2º. Ciclo para rubricas de avaliação. Para tal, foi realizado um estudo qualitativo e exploratório, enquadrado num paradigma interpretativo. As técnicas de recolha de dados mobilizadas foram a observação participante da investigadora; observação indireta e inquérito por entrevista em grupo focal. Os resultados indicam que a utilização de listas de verificação e rubricas de avaliação melhora a autorregulação e desempenho dos alunos e que a definição partilhada dos critérios contribuiu para o envolvimento dos mesmos na sua própria avaliação. Conclui- se que a definição partilhada de rubricas de avaliação promove o envolvimento dos alunos, ao estimular a autorreflexão, a autorregulação e a consciência crítica sobre a aprendizagem. Apesar de alguns constrangimentos, os resultados demonstram que, quando integradas de forma participativa e contínua, estas ferramentas potenciam a autonomia e a responsabilidade dos alunos, contribuindo para a melhoria do seu desempenho e envolvimento nas atividades letivas.
- A diversidade de brincadeiras com peças soltas: explorando possibilidades do brincar em jardim de infânciaPublication . Figueiredo, Carolina Sofia da Cruz; Rodrigues, Carina Miguel Figueiredo da Cruz RosaO presente relatório de Prática Profissional Supervisionada II (PPS II), realizado no âmbito do Mestrado em Educação Pré-Escolar na Escola Superior de Educação de Lisboa, descreve, de forma sistemática, fundamentada e reflexiva, a intervenção e investigação desenvolvidas, ao longo de 15 semanas, numa sala de Jardim de Infância, com um grupo de crianças com idades compreendidas entre os 3 e os 5 anos. Numa primeira parte, oferece-se uma caracterização detalhada do contexto educativo, abrangendo o meio envolvente, o contexto socioeducativo, a equipa e o ambiente educativos da sala, o grupo de crianças e as suas famílias, refletindo, seguidamente, sobre as intenções definidas para a ação educativa, bem como sobre o processo de intervenção vivenciado. A segunda parte do relatório apresenta a investigação realizada com vista à compreensão dos diferentes tipos de brincadeiras passíveis de surgirem a partir do uso de peças soltas, mediante os seguintes objetivos: (i) Analisar a diversidade de tipos de brincadeiras que as crianças desenvolvem ao brincar com peças soltas; (ii) Identificar diferenças nos formatos e nas dinâmicas de brincadeiras com peças soltas em função do espaço (interior e exterior), do tipo de interação (individual e coletiva) e da idade das crianças; (iii) Explorar as características específicas dos materiais das peças soltas que influenciam as brincadeiras com as mesmas; (iv) Compreender de que forma a equipa educativa pode otimizar a exploração de peças soltas através da ação lúdica da criança. Apoiada num estudo de caso, a metodologia, de natureza mista, incluiu procedimentos variados de recolha de dados, tais como a observação direta participante (e respetivas notas de campo) e a aplicação de inquéritos por entrevista. A análise dos resultados, por sua vez efetuada a partir da análise de conteúdo e/ou quantitativa dos mesmos, foi complementada pela interpretação triangulada das respostas obtidas às entrevistas com as observações realizadas e a literatura revisitada, de modo a garantir a validade e uma maior confiabilidade dos dados. Os resultados obtidos indicam que o contexto educativo em causa atribui uma significativa importância à utilização de peças soltas. Observa-se que a forma de brincadeira mais predominante entre as crianças é o 6 brincar construtivo, sendo a madeira e a cortiça os materiais mais frequentemente usados, e que a maioria das brincadeiras teve lugar em contexto coletivo. O relatório encerra com uma reflexão sobre a construção da profissionalidade docente, enfatizando o trabalho colaborativo/cooperativo em equipa e a adaptação das práticas educativas aos interesses e necessidades das crianças. As considerações finais consolidam as aprendizagens e competências adquiridas para uma prática educativa fundamentada e adequada.
