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Repositório Institucional do Politécnico de Lisboa

 

Entradas recentes

Students’ perceptions of Information Literacy skills: new perspectives through a Portuguese experience with PILS
Publication . Lopes, Carlos; Antunes, Maria Luz; Sanches, Tatiana; Kurbanoğlu, S.; Boustany, J.; Špiranec, S.; Ünal, Y.; Şencan, I.; Kos, D.
The modern information ecosystem poses significant challenges due to the vast and rapid production of information across diverse media. Distinguishing accurate information from misinformation and disinformation is increasingly critical, necessitating proactive measures such as education campaigns and public awareness initiatives. The literature underscores the importance of enhancing critical thinking skills and the ability to evaluate information sources to empower citizenship, individual autonomy, and creativity. Policymakers are urged to prioritize these goals, advocating for the training of proactive critical thinkers through validated strategies for information literacy (IL). Academic libraries have shown commitment to combating disinformation, though deeper research is needed. This study investigates academic students’ perceptions of their IL, utilizing the PILS scale, adapted into European Portuguese. Findings emphasize the relevance of IL skills to address disinformation, offering valuable recommendations for teaching and academic library practices, particularly within the Portuguese higher education context.
Language of flourishing: wellbeing literacy for motivation and emotion in higher education
Publication . Vital, Ana Paula; Lopes, Carlos; Vargas-Moniz, Maria João; Antunes, Maria Luz
Background: Wellbeing literacy, defined as the capability to comprehend and compose wellbeing language across contexts with intentionality, has emerged as a foundational capability for sustaining wellbeing, mental health, motivation, and academic success in higher education. Drawing on Oades’ five-component capability model - vocabulary and knowledge, multimodal comprehension, multimodal composition, context sensitivity, and intentionality—wellbeing literacy is considered a mediator between internal–external environments and students’ subjective wellbeing, resilience, and academic engagement. Objective: This scoping review maps how wellbeing literacy, including emergent forms such as digital wellbeing literacy and meliotropic mindsets, relates to motivation, emotion regulation, and flourishing among university students in diverse cultural and institutional settings. Method: Following PRISMA-ScR and JBI guidelines, a three-phase literature search was conducted from 2016 to 2025 in ERIC, PsycINFO, Scopus, PubMed, Web of Science, and SciELO, complemented by grey literature sources (e.g., ProQuest, OSF, RCAAP). Eligible studies focused on higher education students and conceptual or empirical work on wellbeing literacy and related literacies. Results: Higher wellbeing literacy consistently predicts greater life satisfaction, positive affect, and academic engagement, while relating to lower depression, anxiety, and stress. These associations are mediated by self-esteem and resilience. Evidence highlights pedagogy of belonging, multimodal communication, and salutogenic programs (e.g., laughter-based interventions) as promising contexts for cultivating relational and culturally responsive wellbeing literacy. Conclusion: Wellbeing literacy acts as a systemic lever for proactive, capability-focused approaches to student motivation and emotion. It supports the shift from deficit-based mental health responses to a whole-university, context-sensitive “languages of flourishing".
Revisitar o ensino da Literacia da Informação em tempos de Inteligência Artificial: o exemplo do Projeto Be Careful!
Publication . Lopes, Carlos; Antunes, Maria Luz; Sanches, Tatiana
O papel pedagógico dos bibliotecários no ensino superior tem vindo a transformar-se profundamente nas últimas décadas. A transição dos standards internacionais para o Referencial da ACRL marcou uma viragem conceptual na abordagem à literacia da informação, centrando-se em disposições e práticas críticas em vez de competências técnicas isoladas. Com o advento da Inteligência Artificial (IA), novos desafios emergem, exigindo uma reconfiguração das estratégias pedagógicas dos profissionais da informação. Esta comunicação propõe uma reflexão sobre essa evolução, destacando o Projeto Be Careful! como exemplo de resposta prática e inovadora. O Projeto desenvolve e aplica metodologias e instrumentos pedagógicos que visam capacitar estudantes do ensino superior e profissionais da informação para enfrentar os riscos da desinformação e da manipulação algorítmica, promovendo uma literacia da informação crítica, ética e adaptada à era da IA.
Competências e formação do bibliotecário da área da saúde: protocolo de uma scoping review
Publication . Antunes, Maria Luz; Lopes, Carlos; Borges, Maria Manuel
O bibliotecário da saúde exerce num ambiente – clínico, académico e de investigação – que requer uma atualização permanente de saberes e competências no acompanhamento a investigadores e profissionais de saúde que dele esperam expertise e contributos específicos. A formação é essencial para o desenvolvimento destas competências e saberes, mas sem um planeamento estruturado da formação especializada, o bibliotecário da saúde corre o risco de perder credibilidade e estatuto. Apresenta-se o protocolo de uma scoping review já em desenvolvimento, cujo objetivo é mapear e analisar as competências e a formação profissional recomendadas para o bibliotecário que atua na área da saúde, preconizadas por associações profissionais e sociedades científicas de âmbito nacional e internacional.
IA Generativa no ensino superior: perceções, crenças e desafios éticos dos estudantes de Psicologia e da Educação
Publication . Lopes, Carlos; Antunes, Maria Luz; Sanches, Tatiana
Introdução: O impacto da Inteligência Artificial Generativa (IA-Gen) está a remodelar o ensino da psicologia e da educação. Este estudo explora as perceções de estudantes destas áreas do conhecimento sobre o uso de ferramentas de IA-Gen no apoio à aprendizagem, focando-se em três dimensões fundamentais: a) facilidade de uso e utilidade percebidas; b) personalização, interatividade e confiança; e c) inteligência percebida e intenção de adoção. Método: Foi adotado um delineamento quantitativo descritivo e uma análise qualitativa a duas questões abertas sobre a IA, envolvendo uma amostra de 272 estudantes (84,93% do género feminino; M = 19,78 anos, Med = 18 anos) a frequentar o primeiro ano de estudos universitários em três instituições de ensino superior portuguesas (Ispa-Instituto Universitário, Instituto de Educação da Universidade de Lisboa e FCSH da Universidade Nova de Lisboa). A amostra é predominantemente composta por estudantes das licenciaturas em Psicologia (73,2%) e Ciências da Educação (12,13%). Os participantes responderam a um questionário de 49 itens, elaborado especificamente pelos autores com base em instrumentos recentes de avaliação da adoção de IA-Gen (e.g., TAME-ChatGPT e a sua versão portuguesa da adoção do TAME-ChatGPT pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro [UTAD]). Resultados: Os resultados revelam que a IA-Gen é considerada uma tecnologia intuitiva e benéfica, com 68,9% dos estudantes a utilizá-la pelo menos semanalmente, sendo o ChatGPT (89%) a ferramenta dominante. As funções principais centram-se na compreensão de tópicos complexos (74,4%) e síntese de conteúdos (65,1%). Contudo, embora os estudantes se classifiquem maioritariamente como utilizadores de nível intermédio (65,4%), reconhecem que a eficácia depende da capacidade de formular boas perguntas (M=4,31). Persistem reservas significativas quanto à fiabilidade da ferramenta: a necessidade de validar a informação com fontes especialistas é quase unânime (M=4,64). Adicionalmente expressam-se preocupações com a erosão do pensamento crítico (M=3,94), o risco de plágio e a falta de segurança de dados (M=2,71). No plano macrossocial destaca-se uma consciência elevada sobre o impacto ambiental negativo da tecnologia (M=3,75). Discussão e Conclusões: Os estudantes manifestam uma postura de otimismo crítico, estando inclinados para a adoção tecnológica, mas conscientes das suas limitações éticas e cognitivas. A inteligência da IA é valorizada para funções explicativas, mas considerada inferior à dos docentes (M=2,44), sublinhando a importância da mediação humana. Estes resultados, contextualizados aos estudantes das áreas de Psicologia e Educação, ressaltam a urgência de estratégias de integração bem fundamentadas que alinhem o uso da IA-Gen com os princípios da Ciência Aberta, garantindo a transparência, a fiabilidade e o acesso livre a dados verificáveis. Diretrizes institucionais claras, o desenvolvimento profissional do corpo docente e iniciativas de formação em literacia em IA para estudantes são fundamentais para maximizar o potencial da IA-Gen e mitigar riscos como a dependência excessiva e a falta de originalidade académica.