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ESELx - Dissertações de Mestrado

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  • A importância da literacia financeira: um estudo com alunos do 3.º ano de escolaridade
    Publication . Costa, Irina Pacheco da; Machado, Ricardo Jorge da Rocha
    O presente Relatório Final foi realizado no âmbito da Unidade Curricular de Prática de Ensino Supervisionada II, lecionada no 2.º ano do Mestrado em Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico e de Matemática e de Ciência Naturais no 2.º Ciclo do Ensino Básico, na Escola Superior de Educação de Lisboa. A primeira parte deste relatório apresenta a descrição sintética da prática pedagógica desenvolvida no 1.º Ciclo do Ensino Básico, em contexto de uma turma do 3.º ano e em 2.º Ciclo do Ensino Básico com duas turmas de 5.º ano, enquanto que a segunda parte aborda a investigação realizada neste contexto com foco na literacia financeira. O estudo foi implementado numa turma do 3.º ano do 1.º Ciclo do Ensino Básico, tendo como problemática: “Como pode a introdução da literacia financeira no 3.º ano de escolaridade do 1.º CEB contribuir para o desenvolvimento de competências de gestão responsável do dinheiro?”. Partindo desta problemática, definiram-se dois objetivos específicos: (1) Identificar quais os conhecimentos e atitudes dos alunos do 3.º ano de escolaridade face ao dinheiro, à poupança e ao consumo; e (2) Analisar o impacto de práticas pedagógicas que integram conteúdos de literacia financeira no desenvolvimento de comportamentos financeiros conscientes nos alunos. Para este estudo, considerou-se adequada a utilização de uma abordagem metodológica qualitativa, adotando um design que se aproxima de uma investigaçãoação. Os instrumentos de recolha de dados utilizados foram: a observação direta e indireta, o diário de bordo, as produções dos alunos, e a recolha documental. Relativamente aos resultados, observou-se que a implementação das tarefas de educação financeira promoveu uma evolução positiva nas competências dos alunos. Os alunos mostraram maior capacidade de distinguir entre necessidades e desejos, de realizar escolhas conscientes perante recursos limitados, de gerir dinheiro de forma responsável e de compreender diferentes formas de pagamento. Observou-se, também, um progresso no desenvolvimento de atitudes de poupança, planeamento e responsabilidade financeira, evidenciando que a aprendizagem colaborativa e as atividades contextualizadas contribuíram para a consolidação das aprendizagens e para o desenvolvimento das competências sociais e cognitivas dos alunos.
  • Habilidades ortográficas, hábitos e práticas de leitura: um estudo de caso numa turma de 3.º ano do 1.º ciclo do ensino básico
    Publication . Toscano, Inês Miguel; Sousa, Otília da Encarnação da Costa e
    O presente relatório insere-se no âmbito da Unidade Curricular Prática de Ensino Supervisionada II do Mestrado em Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico e de Português e História e Geografia de Portugal no 2.º Ciclo do Ensino Básico (CEB), tendo como principais finalidades descrever e analisar de forma reflexiva a prática pedagógica desenvolvida com uma turma de 3.º ano do 1.º CEB e com duas turmas do 6.º ano do 2.º CEB, bem como a apresentação de uma investigação sobre o tema “Habilidades ortográficas, hábitos e práticas de leitura: um estudo de caso numa turma de 3.º ano do 1.º CEB”. O objetivo geral da investigação é compreender se existe relação entre hábitos de leitura e habilidades ortográficas, tendo como objetivos específicos: (i) analisar as habilidades ortográficas dos alunos estudando a quantidade e o tipo de erros; (ii) caracterizar os hábitos de leitura dos alunos; (iii) comparar os hábitos de leitura com as habilidades ortográficas. O presente estudo usa metodologias qualitativas. A recolha de dados envolveu diferentes instrumentos e técnicas, nomeadamente a observação direta, a aplicação de um inquérito por questionário e a realização de um ditado. Posteriormente, procedeu-se à análise de dados provenientes do questionário e das produções escritas dos alunos, com especial enfoque na identificação e categorização dos erros ortográficos dos alunos. A análise dos dados foi realizada com recurso ao Excel permitindo o tratamento e a sistematização da informação recolhida. Os resultados obtidos permitiram constatar que, dentro da amostra analisada, os alunos que revelam hábitos efetivos e práticas de leitura são aqueles que cometeram menos erros ortográficos. Esta tendência sugere uma relação entre a frequência da leitura e o desenvolvimento de competências ortográficas, corroborando o que é defendido na literatura, sobretudo pelas teorias da aprendizagem estatística.
  • Luta artística: caminhos de expressão, dramatização, partilha e transformação em processos de luto em adultos
    Publication . Santos, Fabiana Catarina Rodrigues dos; Cañete, Susana Maria Vidal
    A presente dissertação analisa a relação entre o luto e o teatro enquanto possível instrumento de expressão e intervenção social/comunitária, procurando compreender de que forma as práticas artísticas teatrais podem contribuir para o bem-estar de adultos enlutados. Partindo do pressuposto de que o luto é uma experiência inevitável e universal, marcada por transformações emocionais, psicológicas e sociais, o estudo propõe uma reflexão sobre o potencial do teatro como meio de comunicação, partilha e reconstrução simbólica da perda. A investigação estrutura-se em seis capítulos. O enquadramento teórico apresenta os principais modelos e perspetivas sobre o luto, destacando os contributos de Bowlby, Kübler-Ross e Parkes, e explora a relação entre emoções e bem-estar. Segue-se uma análise do bem-estar subjetivo, psicológico e social, evidenciando o impacto do luto na saúde e na qualidade de vida. Além disto, enfatiza ainda o papel das expressões artísticas, nomeadamente do teatro, enquanto ferramenta de intervenção emocional e social, abordando metodologias como o Teatro do Oprimido e o Psicodrama. A metodologia adotada na dissertação consiste num paradigma misto, combinando abordagens quantitativas e qualitativas. Foram aplicados questionários e realizadas entrevistas a participantes adultos, com o objetivo de recolher perceções sobre a influência das práticas teatrais no processo de luto e as suas opiniões sobre projetos que abordem o luto e o teatro. Os resultados revelam que o teatro promove a expressão emocional e a elaboração simbólica da perda, contribuindo para o bem-estar e a integração social. Em síntese, o teatro pode ser um recurso eficaz na intervenção junto de pessoas enlutadas, promovendo o diálogo, a aceitação e a transformação emocional. A investigação reforça a importância de integrar as artes performativas em contextos educativos e comunitários, salientando o seu valor terapêutico e social na reconstrução do significado da perda.
  • Pensar criticamente história e geografia de Portugal: motivar para compreender o passado e perspetivar o futuro
    Publication . Guarita, Eduardo Godinho; Hortas, Maria João de Oliveira Antunes Barroso
    A aprendizagem da História e Geografia de Portugal é considerada, usualmente, como uma aprendizagem transmissiva e enfocada na memorização, no entanto, devido à sua natureza narrativa em que o poder da decisão é chave pode servir como uma motivação para um pensamento sobre o presente, visando perspetivar o futuro. A presente investigação centrou-se na problematização do passado como motivação para pensar o presente e perspetivar o futuro, desenvolvendo competências de Pensamento Crítico e Empatia. Pretendeu-se (i) Caraterizar as situações de aprendizagem promotoras da problematização do passado (ii) Analisar o pensamento apresentado pelos alunos a partir da problematização do passado (iii) Compreender as relações estabelecidas pelos alunos entre o passado e o presente e a forma como perspetivam o futuro e (iv) Analisar as competências de pensamento critico e de empatia desenvolvidas pelos alunos. Seguindo uma metodologia baseada na Investigação-Ação desenvolveu-se uma sequência de cinco atividades acompanhada de dois questionários iniciais e um final, extraindo-se dados relacionados com um Pensamento Histórico, Pensamento Crítico e Empatia. Os dados foram analisados através da análise documental, análise de conteúdo e metarreflexão. Considerou-se, assim, o desenvolvimento das competências de Pensamento Crítico e Empatia no âmbito da disciplina de História de Geografia de Portugal. No entanto, ficou também assente que os alunos não conseguiam enunciar uma mobilização destas competências para pensar o presente e perspetivar o futuro, apontando para a necessidade de aproximar o aluno de contextos reais e problematizáveis, de modo a consciencializalo do seu papel como cidadão crítico e participativo no mundo.
  • Rede social do idoso… espaço de oportunidades na prevenção do isolamento social
    Publication . Reis, Edgar Filipe Figueiredo Dos; Hortas, Maria João de Oliveira Antunes Barroso
    Na atualidade, o número de população envelhecida e a esperança média de vida têm vindo a aumentar, quer a nível nacional como europeu. Neste contexto, torna-se relevante equacionar a forma como as relações de proximidade podem ajudar a atenuar e prevenir as situações de isolamento social na população idosa. Inscrevendo-se nesta temática, o presente estudo tem como objetivos: (i) caracterizar e mapear as respostas sociais de apoio aos idosos na freguesia de Corroios; (ii) caracterizar as conceções dos idosos sobre a sua rede social de apoio; (iii) compreender, na perspetiva dos idosos, os contributos da rede social de apoio na diminuição do isolamento social. Para dar resposta aos objetivos definidos, desenvolveu-se um estudo de natureza qualitativa, com recurso a entrevistas semi-estruturadas a 45 idosos residentes na freguesia de Corroios, que foram posteriormente submetidas a análise de conteúdo. Os resultados revelam que a rede social destes idosos é composta fundamental pela família, amigos e vizinhos. Vivem, maioritariamente, acompanhados, mas ainda assim, afirmam que a sua rede social é fundamental nos diversos contactos que realizam diariamente, quer seja pessoalmente ou telefonicamente. Das diferentes estratégias para diminuir o isolamento social, destaca-se o convívio nos parques/jardins e cafés e as ocupações da rotina diária. Através das ocupações mencionadas pelos idosos, é possível identificar que estas são maioritariamente realizadas com o intuito de se encontrarem com outras pessoas, destacando-se a atividade motora (realização de caminhada) e a sociabilização, quer a partir de casa como em espaços exteriores, priorizando também a sua autonomia.
  • Reinserção de ex-reclusos na sociedade: políticas, programas e percursos
    Publication . Carvalho, Cristiana Margarida Costa; Hortas, Maria João de Oliveira Antunes Barroso
    A reinserção de ex-reclusos na sociedade é um desafio complexo, marcado por barreiras sociais e estigmas e a necessidade de redes de apoio. A falta de apoios que deem oportunidade para que estes indivíduos possam recomeçar é uma lacuna e, lamentavelmente, pode contribuir para a reincidência criminal, evidenciando a importância de pilares que facilitem o processo de recomeço. Partindo deste problema, a presente investigação, desenvolvida no âmbito do mestrado em Educação Social e Intervenção Comunitária, tem como problemática: o conhecimento de percursos de reinserção social de ex-reclusos, no período de cumprimento e pós pena. Propõe-se, assim, analisar os principais fatores e intervenientes no processo de reinserção social de ex-reclusos, adotando uma abordagem qualitativa tendo como pano de fundo a Educação Social. O estudo baseou-se em entrevistas semiestruturadas a seis exreclusos realizadas por Técnicas de Reinserção Social, que atuaram como mediadoras no processo, devido aos constrangimentos do período pandémico (COVID19). A análise das entrevistas, complementadas por análise documental, permitiu compreender os percursos de vida dos participantes com foco na identificação de desafios vivenciados, como discriminação e dificuldades de acesso ao mercado de trabalho, bem como fatores facilitadores, como suporte familiar e programas de reabilitação. Os resultados revelam que, embora existam iniciativas voltadas para a reinserção, a sua eficácia ainda é limitada, devido à falta de articulação entre as entidades e as necessidades individuais dos ex-reclusos. Conclui-se que a criação de estratégias mais integradas e humanizadas é essencial para superar os desafios da reinserção social. Este estudo pretende contribuir para um debate sobre a inclusão social e oferece uma reflexão de possíveis conhecimentos práticos para o melhoramento de intervenções na área.
  • Em que medida o recurso à horta como laboratório didático permite ampliar as competências dos alunos?
    Publication . Antunes, Cláudio; Valente, Bianor Antónia da Cruz
    O presente relatório surge no âmbito da Unidade Curricular de Prática de Ensino Supervisionada II (PES II), do Mestrado em Ensino do 1.º Ciclo de Ensino Básico (CEB) e de História Geografia de Portugal no 2.ºCEB. Na primeira parte, é feita uma descrição sucinta da prática pedagógica realizada durante o estágio, no 1.º e 2.º CEB. Em seguida, é feita uma comparação entre as duas intervenções, de forma ponderada e fundamentada. Na segunda parte do relatório, é apresentado o estudo empírico levado a cabo durante a intervenção em 1.º CEB, numa da turma do 4.º ano de escolaridade, intitulado Em que medida o recurso à horta como laboratório didático permite ampliar as competências dos alunos? Este estudo, em que participaram 24 alunos de uma turma de 4.º ano, com idades compreendidas entre os oito e os nove anos, teve como finalidade a análise da importância da horta escolar para a aprendizagem dos alunos de 1.ºCEB e a relevância das atividades práticas na horta para interdisciplinaridade escolar. Na metodologia, a investigação distingue-se pelo seu caráter misto, de natureza quantitativa e qualitativa, cujos dados foram recolhidos por meio de uma entrevista à professora cooperante, de um questionário aos alunos e das produções dos alunos. A investigação, de natureza mista, incluiu uma entrevista à professora cooperante, questionários aos alunos e a análise das suas produções. Os resultados indicam que a horta escolar é um recurso didático valioso, que permite desenvolver competências em várias áreas curriculares, como Matemática, Português, Estudo do Meio e Expressão Artística. As atividades práticas realizadas na horta também favorecem o desenvolvimento de competências sociais, emocionais e ambientais, promovendo a colaboração, a responsabilidade e a educação para a sustentabilidade.
  • A avaliação formativa como ferramenta de diferenciação pedagógica em matemática: um estudo numa turma do 6.º ano do 2.º ciclo do ensino básico
    Publication . Silva, Catarina Isabel Brunheta da; Assunção, Lina Maria Amador Brunheira Assunção
    O Relatório Final que aqui se apresenta foi proposto no âmbito da Unidade Curricular de Prática de Ensino Supervisionada II, inserida no 2.º ano do Mestrado em Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico e de Matemática e Ciências Naturais no 2.º Ciclo do Ensino Básico, da Escola Superior de Educação de Lisboa. A Unidade Curricular prevê a realização de práticas de ensino supervisionadas nos contextos de 1.º e 2.º Ciclo do Ensino Básico bem como a elaboração de um trabalho de cariz investigativo com enfoque numa problemática relacionada com o contexto onde se desenvolve a prática. A ideia de uma escola para todos implica atender à diversidade de formas de aprendizagem que a variedade de alunos traz. Da mesma forma, requer, da parte do professor, a implementação de estratégias que permitam a orientação da ação pedagógica, almejando a construção de conhecimentos por todos os alunos. Centrando-se nesta temática, a investigação apresentada neste relatório tem como objetivo “Compreender de que forma a avaliação formativa pode contribuir para a operacionalização de práticas de diferenciação pedagógica no ensino da matemática.”, a partir do qual emergem duas questões de investigação: (i) Como é que a avaliação formativa pode orientar a adequação do ensino às necessidades dos alunos?; (ii) Que benefícios para a aprendizagem se identificam a partir de uma prática de diferenciação que emerge da avaliação formativa? O estudo segue uma abordagem qualitativa, tendo sido utilizada a observação direta e participante bem como a análise das produções dos alunos para recolha de dados, procedendo-se, posteriormente, à análise destes últimos através de análise de conteúdo. Os resultados revelam que: (i) as tarefas matemáticas, como instrumento de avaliação formativa, configuram uma possível forma de adequar o ensino às necessidades dos alunos; (ii) práticas de diferenciação pedagógica que emergem da avaliação formativa contemplam diversos benefícios para as aprendizagens dos alunos.
  • Inclusão de uma criança com multideficiência na educação pré-escolar – contributo das histórias multissensoriais
    Publication . Varela, Carina Filipa Martins; Nunes, Maria Clarisse Alexandrino
    Sabendo que as histórias multissensoriais (HMS) são recursos pedagógicos que potenciam um maior envolvimento e participação das crianças com multideficiência (MD) na atividade de conto de histórias, o presente estudo procurou compreender se este recurso, versátil e impulsionador de interações emocionais, contribui para a inclusão de uma criança com MD, num contexto de sala de JI, no ensino regular (ER). A partir de uma abordagem qualitativa, desenvolveu-se um estudo de caso com uma criança de três anos com MD (criança A), tendo-se definido como objetivos: (i) caracterizar o envolvimento e a participação de uma criança de três anos com MD na atividade do conto de histórias; (ii) identificar os fatores que influenciam o envolvimento e participação dessa criança, durante a atividade de conto de histórias; (iii) conhecer as estratégias que são implementadas durante o conto de HMS e aquelas que se revelam mais eficazes para incluir todas as crianças durante o conto de histórias e (iv) analisar o contributo das HMS para a promoção de uma escola inclusiva. A recolha de dados envolveu diversas técnicas: observação naturalista, conversas informais, narrativas visuais, Análise de Redes Sociais (ARS) e pesquisa documental. Recorremos à análise de conteúdo e a técnicas de sociometria na análise dos dados recolhidos. O estudo envolveu o desenvolvimento de dezasseis sessões de conto de duas histórias de autor (HA) e dezasseis sessões de conto de duas HMS, a um grupo de vinte crianças com desenvolvimento típico (DT) e a uma criança com MD, que frequentavam um jardim de infância (JI) comum. Os dados de observação naturalista recolhidos durante as sessões de conto de HA e de HMS, permitiram analisar a participação e o envolvimento da criança A com MD, bem como as estratégias utilizadas pela contadora de histórias. A análise da participação da criança A nas sessões de conto de histórias foi categorizada como reações positivas e negativas, e o envolvimento foi analisado através do instrumento Engagement Profile and Scale. Quanto às estratégias usadas pela contadora de histórias, as mesmas foram categorizadas em: (i) estratégias dirigidas às crianças; (ii) estratégias relativas ao posicionamento; e (iii) estratégias usadas durante o conto. 6 Os resultados evidenciaram ainda que as HMS promoveram níveis mais elevados de envolvimento e facilitaram a interação da criança A com os pares, refletindo-se em melhorias na sua posição sociométrica. As narrativas visuais confirmaram uma evolução na perceção dos colegas sobre a criança A, manifestando uma maior proximidade, compreensão e reconhecimento. As estratégias utilizadas pela contadora de histórias revelaram-se adequadas, sendo necessário adaptar o modo como se contava o conto de HA para responder às necessidades da criança A. As HMS mostraram-se mais adequadas às necessidades sensoriais, emocionais e comunicativas da criança A, favorecendo uma experiência inclusiva e significativa para todo o grupo. Conclui-se que as HMS constituem um recurso pedagógico relevante na promoção da inclusão, potenciando a participação e o envolvimento da criança com MD nas sessões de conto de histórias em contexto de educação pré-escolar. Verificou-se ainda que o seu índice sociométrico aumentou depois da realização das sessões de conto de histórias.
  • E se perguntássemos às crianças? - conceções infantis sobre os seus direitos durante a pandemia da COVID-19
    Publication . Freire, Carina de Jesus; Tomás, Catarina Almeida
    O presente estudo inscreve-se no âmbito da Educação Social e da Intervenção Comunitária, articulando a Educação Social e a Sociologia da Infância, tem como objetivo compreender as formas como as crianças significam os seus direitos à luz das experiências vividas durante a pandemia de COVID-19. Assumindo a criança como sujeito social ativo, o estudo analisa as suas interpretações e vivências relativamente aos direitos das crianças, à experiência da pandemia e aos modos como as crianças viveram os períodos de isolamento e confinamento. A investigação decorreu entre fevereiro e junho de 2022, numa escola pública do distrito de Lisboa, envolvendo 31 crianças com idades entre os 8 e os 12 anos – um grupo que iniciou a sua escolaridade num tempo profundamente marcado por restrições, incertezas e ruturas nas rotinas sociais e institucionais. Do ponto de vista metodológico, a investigação seguiu uma abordagem qualitativa, de carácter exploratório, combinando análise documental, entrevistas a docentes e grupos focais com crianças. Foram também mobilizadas ferramentas visuais – desenhos e fotografias – produzidos pelas próprias crianças, que permitiram aceder às suas conceções e formas de expressão simbólica. As principais conclusões deste estudo evidenciam: a diversidade de experiências entre crianças relativamente à pandemia; uma forte presença de dimensões emocionais negativas, sobretudo associadas ao isolamento e à privação de contactos sociais decorrentes da COVID-19; ambiguidades na garantia de direitos como o brincar, a participação e a educação no período em análise; formas de agência e leitura crítica da pandemia, com crianças a questionarem as decisões dos adultos e a mobilizarem estratégias para manter vínculos comunitários e afetivos. Este trabalho pretende contribuir para a produção de conhecimento sobre as infâncias em contextos de crise, oferecendo pistas para a ação de profissionais da educação, famílias e técnicos/as da intervenção social.