ESD - Escola Superior de Dança
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Percorrer ESD - Escola Superior de Dança por Domínios Científicos e Tecnológicos (FOS) "Humanidades"
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- A articulação entre a técnica de dança clássica e o repertório clássico tendo o port de bras como elemento comum e potenciador técnico e artístico com o 5º ano B da Escola Artística de Dança do Conservatório NacionalPublication . Silva, Érica; Nascimento, VandaO presente documento é o relato fiel do Estágio do Mestrado em Ensino de Dança, implementado nas aulas de Técnica de Dança Clássica e Repertório Clássico, da turma de raparigas do 5º/9º B da Escola Artística de Dança do Conservatório Nacional, durante o ano letivo de 2024/25. O Estágio tinha como objetivos gerais potenciar o progresso técnico das alunas, através da aplicação de diferentes qualidades de movimento do port de bras e da sua coordenação com os membros inferiores e potenciar o progresso artístico, através da associação da qualidade do port de bras a repertório específico, tendo como referência o método Vaganova. A praxis desenvolveu-se tendo por base as premissas da investigação-ação e foi devidamente documentada através de diários de bordo, grelhas de observação, captação de imagens e realização de inquéritos. Após a análise dos dados recolhidos, concluímos que fomos eficazes na concretização daquilo a que nos propusemos, alinhando a nossa prática pedagógica ao trabalho desenvolvido pelas professoras titulares de Técnica de Dança Clássica e Repertório Clássico e viabilizando, dessa forma, o progresso técnico e refinamento artístico das alunas.
- A coragem de ser eu pluralidade no processo criativoPublication . Oliveira, Diogo Ribeiro de; Xavier, Madalena; Instituto Politécnico de Lisboa - Escola Superior de DançaDo Mestrado em Criação Coreográfica e Práticas Profissionais (MCCPP) ministrado pela Escola Superior de Dança 2023/2024, nasce o projeto na especialidade de coreografia, A Coragem de ser Eu. Este projeto teve como objetivo a criação de dois exercícios coreográficos a partir do mesmo processo criativo. O primeiro realizou-se com alunos do 3º ano do curso de Intérprete de Dança Contemporânea do Balleteatro Escola Profissional e o segundo com alunos do 2º ano do curso de Intérprete de Dança Contemporânea da Escola Artística da Jobra - Art´J. Em ambas as criações artísticas a pesquisa parte da procura e da descoberta da própria obra, onde se emancipa a responsabilidade do intérprete enquanto membro influenciador de toda a criação. Tendo por base uma comunicação simples e honesta, o trabalho centra-se na exploração das histórias e experiências pessoais através do corpo e voz. Experienciar duas obras diferentes que partem de um lugar comum e compreender a derivação dos materiais em cada um dos grupos e seus contextos académicos, dá espaço a novas questões dentro dos métodos e processos que compõem a esfera da criação artística contemporânea. O processo criativo (PC) foi criado no primeiro momento e replicado integralmente para o segundo, apesar dos contextos diferentes. Assim, a forma como o projeto foi comunicado, a dimensão criativa e a ordem de enunciados foi executada com uma especial atenção que revela todo o interesse para esta investigação. No desenvolvimento do projeto, a sua matéria encontrou questões teóricas em torno da criação coreográfica, nomeadamente sobre o posicionamento do coreógrafo e do intérprete contemporâneo. A nível estrutural este relatório de projeto está organizado em quatro capítulos. O Enquadramento Geral onde abordamos a ampla esfera da criação coreográfica contemporânea (CCC), a Motivação e o Contexto que reflete e analisa o papel do coreógrafo e do intérprete contemporâneo, os Métodos e Processos de Criação que aborda todos os elementos associados à realização do projeto e por fim, a análise individual de ambos os enquadramentos criativos, onde se reflete e analisa o processo e o resultado. Uma das principais conclusões que emergem deste processo é a importância da subjetividade na compreensão das ações comportamentais e pensamentos do intérprete contemporâneo. Cada intérprete traz as suas próprias experiências e perspectivas para a peça A Coragem de ser Eu, demonstrando como as narrativas pessoais podem ser uma fonte de estímulos, capaz de potenciar a criação artística. O coreógrafo ressalta a necessidade de reconhecer a importância da diversidade de experiências dentro do universo da criação contemporânea e reivindica um lugar de direção onde transforma e evolui as partituras coreográficas individuais dissolvendo-as no coletivo.
- (Dis) forma: processo criativo de um soloPublication . Almeida, Marta Filipa Amaral Fonseca de; Instituto Politécnico de Lisboa - Escola Superior de DançaA peça (Dis)Forma nasce no contexto do Mestrado em Criação Coreográfica e Práticas Profissionais, da Escola Superior de Dança, na especialidade em coreografia. Os estímulos para a criação são distintos, de coreógrafo para coreógrafo, e não são estanques durante o percurso artístico. O mote para esta criação, surge de um impulso interior, de uma urgência em exteriorizar uma inquietação. Tomando como ponto de partida um conjunto de questões genéricas, o processo artístico passou por aproveitar as respostas obtidas para refletir e pesquisar, questionando de novo e repetindo uma e outra vez, gerando assim um processo de decomposição e filtragem de ideias até alcançar a temática da peça - a procura incessante por um corpo perfeito, as suas contingências e implicações. Sendo esta criação suscitada por uma vivência autobiográfica, foi essencial estabelecer que não se trataria de um relato de acontecimentos da vida pessoal, mas sim uma reflexão e desconstrução em torno de três grandes conceitos: dismorfia corporal, distorção percetiva e perfeccionismo. O cariz autobiográfico determinou outras características específicas desta peça, em particular a opção de materializar estas inquietações sob a forma de um solo, criado e interpretado pela mesma pessoa, tirando proveito, e sofrendo as contingências, tanto dos desafios quanto das dificuldades que este duplo papel acarreta. Assumidas estas decisões, inicia-se um processo de trabalho que se divide em quatro fases: investigação, exploração de enunciados, seleção do material e articulação do material coligido. Foi sempre claro que se pretendia que a pesquisa de movimento tivesse como base a improvisação e que existiria um elemento externo para assumir o apoio à criação. Não obstante esta definição clara da metodologia que se pretendia implementar e prosseguir, o processo criativo materializou-se com o corpo em movimento e com a experimentação. Esta experimentação permitiu uma camada evolutiva abrindo a descoberta de diferentes caminhos e práticas que não tinham sido programadas, como a prática da improvisação livre e da improvisação, a relação com o espelho em estúdio, o recurso ao registo de vídeo, o impacto da apresentação de um work in progress e, não menos importante, a reorganização do material após esta apresentação. Este projeto é apresentado pela primeira vez em formato de work in progress no dia 14 de Maio de 2024, no ExploreZ Festival, em Amesterdão. Volta a ganhar vida, numa versão integral mais consolidada e elaborada, com apresentação em estreia no dia 19 de Setembro de 2024, no âmbito do Festival Internacional de Dança Contemporânea, no Salão Central, em Évora.
- O ensino-aprendizagem das técnicas de dança contemporânea no ensino artístico português : uma proposta de intervenção para a atualidadePublication . Fernandes, João Carlos Martins Parreira; Monteiro, Elisabete Alexandra Pinheiro; Universidade de Lisboa, Faculdade de Motricidade HumanaAs Técnicas de Dança Contemporânea são um módulo constitutivo dos currículos das escolas artísticas portuguesas tuteladas pelo Estado, inserido na disciplina Técnicas de Dança ou Técnicas de Dança Teatral. O objetivo deste estudo foi, por um lado, refletir sobre a realidade atual dos sistemas de ensino nesta prática e, por outro lado, apresentar uma proposta de intervenção traduzida em linhas orientadoras para as técnicas de dança contemporânea. Compreendemos que a realidade da prática das escolas e professores é variada, fruto da autonomia pedagógica destas e, portanto, é vital uma sistematização e análise deste tipo de ensino no contexto nacional. Para tal, desenvolveu-se uma investigação centrada nas abordagens qualitativas e quantitativas a partir da análise de inquéritos por questionário às escolas, programas curriculares e entrevistas a professores das escolas artísticas nacionais, identificando o que as distingue e o que as aproxima no âmbito das técnicas de dança contemporânea. A análise interpretativa dos dados permitiu-nos definir a realidade das técnicas de dança contemporânea no ensino artístico português evidenciando dissimilitudes, problemáticas e mais-valias das ecléticas práticas das escolas e dos professores, bem como criar uma proposta de intervenção híbrida entre as posições e estratégias adotadas na atualidade. Numa tentativa de ilustrar a realidade do ensino artístico português, desde o ensino básico ao ensino superior, esta proposta centra-se num conjunto de estratégias para professores de técnicas de dança contemporânea na criação e organização dos seus métodos e na adequação das escolas aos seus contextos. Esta visa apoiar as escolas e os professores na construção e organização dos seus métodos, em função do seu percurso e da validação científica inerente, adequando-as aos diferentes contextos onde se inserem. Concluímos ainda que a aproximação das escolas e dos professores à prática artística contemporânea contribui para um sistema educativo artístico estatal, dinâmico, onde a mutação do ensino-aprendizagem das técnicas de dança contemporânea toma proporções fundamentais na formação em dança. Uma reflexão equilibrada que propusemos de forma a que os pensamentos artístico e pedagógico ajam em conformidade com aquilo que são as diferentes propostas de cada escola.
- Ghostdance: Evolving soundscapes in an immersive virtual reality experiencePublication . De Lima, Cecília; Carmo, Maria Beatriz; Cláudio, Ana Paula; Antunes, Rui Filipe; Siopa, José; Universidade LusófonaABSTRACT - “Ghostdance” is an innovative ongoing work in progress of generative art that explores the captivating blend of visual, auditory and immersive experiences in the realm of virtual reality (VR). This project harnesses the potential of generative algorithms to create a dynamic soundscape that continually transforms, inviting participants on a journey through ever-changing abstract and visual soundscapes. In the immersive VR experience, participants are transported to an environment where the auditory field evolves in real time, thanks to central generative algorithms that continually adapt and reshape the experience. Ghostdance's generative algorithms respond to the user's presence and action, detecting the properties of their movement, as defined in Laban terms. Each user embarks on a unique and unpredictable visual and auditory adventure, actively influencing the evolution of the environment through their movements and interactions in the virtual space. Ghostdance takes its name from a research project on dance in virtual reality [9]. It challenges the traditional boundaries between art forms, blurring the line between composition and improvisation. As performers move through the VR environment, they not only witness the harmonious fusion of sound and images, but also actively co-create the evolving composition.
- Interseção entre cognição criativa e cognição coreográfica: uma abordagem multidisciplinarPublication . Cunha, Manuela; Rijmer, SylviaA presente dissertação resulta de um percurso de investigação que se situa na confluência entre a ciência cognitiva e a dança contemporânea, articulando a experiência prática do corpo com o pensamento teórico e científico sobre os processos criativos. Partindo de uma perspetiva interdisciplinar e reflexiva, o trabalho busca compreender de que modo os conceitos, métodos e estruturas da cognição podem contribuir para a expansão das capacidades criativas e para o aprofundamento do conhecimento coreográfico. A dissertação propõe uma abordagem que conjuga a corporeidade da dança com a solidez conceptual da ciência, procurando encontrar coerência e inteligibilidade nas múltiplas variações e ambiguidades próprias do processo criativo. O discurso é mantido num diálogo entre ciência cognitiva, ciências da mente, abordagens fenomenológicas e somáticas, com relação ao movimento e à consciência, essenciais para os processos improvisacionais e outros de natureza generativa em dança contemporânea. Vários conceitos são analisados de modo a poder conceber um conhecimento integrado, o qual, julgamos, nos permitirá extrair conclusões que sejam úteis para identificar vantagens de interseção destas áreas, através de (i) reconhecer os mecanismos subjacentes à cognição em dança; (ii) utilizar esse conhecimento para o desenvolvimento das capacidades criativas; e (iii) propor ferramentas para a criação de obras coreográficas originais e expressivas, e também de poder contribuir para os estudos da cognição coreográfica em geral.
- Longe, na (in)quietude dos céus. Perto, em (multi)versos terrenos: SupernovaPublication . Fernandes, João; Companhia Nacional de BailadoO programa de sala do espetáculo Supernova/The Look da Companhia Nacional de Bailado (CNB), que decorreu entre 17 e 27 de outubro de 2024, no Teatro Camões, inclui um textos escrito por João Fernandes, professor adjunto da Escola Superior de Dança do Instituto Politécnico de Lisboa. "Longe, na (in)quietude dos céus. Perto de (multi)versos terrenos" é um texto sobre a peça coreográfica Supernova de Iratxe Ansa e Igor Bacovich.
- O porquê da Dança: a minha Dança por quê?Publication . Garcia, Vítor; Politécnico de Lisboa , Escola Superior de DançaA partir da pergunta-chave: “O porquê da Dança: a minha Dança por quê?”, servindo como fio condutor, apresenta-se uma comunicação abrangendo a exploração pessoal e profissional da dança como forma de expressão, terapia/cura, socialização, carreira e identidade. São abordadas caraterísticas e significados centrais como: a Dança como linguagem universal não-verbal, repleta de valor semiótico que comunica emoções, ideias e narrativas através do movimento; a corporeidade (embodiment), conceito central nos Estudos de Dança na contextualização do corpo como meio de expressão complexa, emocional e simbólica; as diversas funções da Dança enquanto forma de Arte, de terapia, de atividade física, de sociabilidade, de espiritualidade, como meio de construção de identidade e de autoconhecimento. Para tal, é solicitada a ajuda, através de citações, de autores relevantes como Merce Cunningham, André Lepecki, Valerie Preston-Dunlop e William Forsythe para explicar e reforçar a dimensão teórica e sensível da dança. O trajeto pessoal e profissional em diversos campos, como o da interpretação (bailarino), docência (professor e ensaiador), investigação e criação coreográfica, na valorização de uma carreira assente num percurso transdisciplinar baseado na prática, formação contínua e estudo, curiosidade e adaptação. A dança não é apenas para se ver - é sobretudo para sentir -, é uma experiência única de estar no mundo. A motivação para dançar é única para cada pessoa. A sua prática continuada mantém e fortalece uma conexão profunda com a Arte e com o corpo.
- Projeto fluxos: influência do movimento artístico fluxus na criação coreográfica contemporânea participativaPublication . Salvador, Bárbara; Xavier, MadalenaEste Relatório de Projeto, na especialidade em Coreografia, realizado no âmbito do Mestrado em Criação Coreográfica e Práticas Profissionais da Escola Superior de Dança, investiga de que forma os princípios do Movimento Artístico Fluxus podem influenciar a criação coreográfica contemporânea participativa. A investigação teórica e prática desenvolve-se através do Projeto FLUXOS — um espaço de pesquisa e experimentação que aborda a dança como uma experiência partilhada e coletiva. Inspirado nas práticas Fluxus dos anos 1960, o Projeto adota o acaso, a simplicidade e o quotidiano como motores criativos, valorizando a experiência e a relação entre a arte e a vida. A metodologia baseou-se em encontros laboratoriais, nos quais se exploraram partituras de ação, jogos, instruções e objetos como dispositivos de criação e de diálogo entre os participantes e a criação artística. O percurso culminou na performance Para Onde Vamos? Como Vamos? Vamos?!, apresentada em abril de 2025, que materializou o trabalho colaborativo desenvolvido. A peça — uma partitura de improvisação estruturada — evidenciou a importância do processo e da atenção ao momento presente, transformando a imprevisibilidade em gesto criativo. Esta investigação demonstra que a abordagem Fluxus, centrada no processo, na horizontalidade e na experimentação, pode expandir a prática coreográfica contemporânea, potenciando o envolvimento coletivo e a criação de uma arte viva, efémera e relacional.
- Uma transformação chamada desejo: uma investigação autobiográfica a partir de processos de criação híbridosPublication . Moreira, Helena; Xavier, MadalenaA peça Uma Transformação Chamada Desejo nasce no contexto do Mestrado em Criação Coreográfica e Práticas Profissionais, da Escola Superior de Dança, na área de especialização em coreografia. Os estímulos para a criação são distintos, de coreógrafo para coreógrafo, e não são estanques durante o percurso artístico. O mote para esta criação, surge de um impulso interior, de uma urgência em exteriorizar uma inquietação e propõe-se como uma investigação artística que parte do autobiográfico para se expandir ao coletivo. A investigação centra-se na criação de um solo de dança contemporânea que explora o corpo enquanto espaço de memória, repositório de experiências e veículo de transformação. O trabalho tem como principal motivação a necessidade de dar um novo significado a vivências pessoais marcadas por traumas e fragilidades, transformando-as em motores criativos. Neste processo, o corpo é entendido simultaneamente como criador e intérprete, assumindo uma dimensão de autodescoberta e de reinvenção. A investigação articula dois eixos metodológicos: a improvisação, enquanto estratégia de composição e presença, e a técnica clown, enquanto pedagogia da vulnerabilidade, do erro e do ridículo. A aproximação ao Lume Teatro, através de residências artísticas e formações, consolidou uma prática híbrida que alia rigor físico, escuta e disponibilidade para o encontro com o público. Do ponto de vista processual, a obra desenvolveu-se em múltiplos contextos, incluindo residências, workshops e colaborações com artistas convidados, resultando numa dramaturgia que privilegia a autenticidade, o risco e a abertura ao imprevisto. Elementos como figurino, sonoplastia e objetos foram integrados de forma a ampliar a narrativa e sustentar a proposta de transformação. A peça estreou em 2025 em diferentes espaços nacionais, confirmando a pertinência de cruzar autobiografia e práticas híbridas para gerar uma experiência performativa singular.Enquanto investigação, Uma Transformação Chamada Desejo reafirma o valor da criação artística não apenas como produto final, mas como processo contínuo de investigação e de transformação pessoal e coletiva. Através da exposição do corpo autobiográfico, o projeto propõe a arte como espaço de cura, libertação e partilha, onde a fragilidade se converte em potência criadora
