ESCS - Escola Superior de Comunicação Social
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Percorrer ESCS - Escola Superior de Comunicação Social por Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) "04:Educação de Qualidade"
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- Academia da leitura do mundo: o jornalismo, a comunicação e eu.Publication . Bonacho, Fernanda; Figueiredo Pina, Helena; Quaresma Tomás Pontes, Margarida Joana; Trindade, Jorge; Rezola, Maria Inácia; Pereira da Mata, Maria José; Araújo, Susana; Moutinho, Vera; Santos, Zelia RaposoEste livro reúne os resultados do projeto “Academia da Leitura do Mundo: o Jornalismo, a Comunicação e Eu”, cuja equipa propôs seguir uma metodologia experimental e testar uma intervenção na comunidade escolar que convidasse jovens estudantes a fazer uma leitura crítica do mundo através do jornalismo. O projeto decorreu entre 2019 e 2022 e foi financiado pelo Programa Academias Gulbenkian Conhecimento da Fundação Calouste Gulbenkian. A Escola Superior de Comunicação Social do Instituto Politécnico de Lisboa foi responsável pela implementação do projeto em parceria com cinco instituições do ensino superior: Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Portalegre, Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal, Escola Superior de Tecnologias de Abrantes do Instituto Politécnico de Tomar, Universidade da Beira Interior/LabCom, e Escola Superior de Educação e Comunicação/CIAC da Universidade do Algarve. Este livro mostra como a “Academia da Leitura do Mundo” pode servir como programa educacional inovador para jovens estudantes, com idades entre 14 e 24 anos, com o objetivo de promover a literacia mediática e o desenvolvimento de três competências chave: a comunicação, a autorregulação e o espírito crítico. Esta foi uma iniciativa educacional a nível nacional que desafiou muitos jovens estudantes a compreender, analisar criticamente e participar ativamente no mundo mediático contemporâneo, preparando-os para serem cidadãos críticos, conscientes e bem-informados.
- Aesthetic pressure in audiovisual narratives: a semiotic content analysis of South Korean and Luso-Brazilian TV seriesPublication . Guimarães Oliveira, Hadassa; Biana, Hazel T.Abstract: Across Eastern and Western cultures, aesthetic norms continue to oppress women, with certain aspects transcending socio-historical differences. To visualize symbolic violence in media, we selected three series from diverse but related cultural and social contexts: South Korea’s My ID is Gangnam Beauty, Portugal’s The Good Girls Club, and Brazil’s Hidden Truths. Utilizing a qualitative and interpretive semiotic content analysis method and an intersectional decolonial feminist lens, we observe how these audiovisual media explore aesthetic norms semantically. Findings indicate that neoliberal and postfeminist discourses frame beauty practices as forms of empowerment in the three series. However, they often hide the structural forces pushing women toward unrealistic standards, with physical, financial, and psychological costs. The South Korean series explores bullying for not having hegemonic identities and bodies, and how women need to have a ‘feminine’ body to be accepted in their society. In the Portuguese series, the characters must prove themselves ‘sexy’ and capable of being valued by others. In Brazil’s series, the focus was to show how sensuality and hegemonic beauty standards continue to reinforce a collective imagination associated with success. The study raises awareness of how the media can use semiotics to promote inclusive and responsible representations of female beauty.
- Arriving and already being there: phenomenology of the gaze, border, and alterity in contemporary societiesPublication . Sousa, VandaThis article proposes an interdisciplinary reflection on the relationship between migration, alterity, language, and contemporary regimes of visuality, seeking to understand how the gaze participates in the symbolic construction of the Other in contemporary societies. Drawing on a hermeneutic-phenomenological approach, the study articulates contributions from phenomenology, hermeneutics, semiotics, philosophy of language, and visual studies in order to argue that borders do not emerge solely from geography, but primarily from cultural, discursive, and perceptual processes of differentiation. Based on authors such as Maurice Merleau-Ponty, Martin Heidegger, Paul Ricoeur, Émile Benveniste, Algirdas Julien Greimas, Emmanuel Levinas, Hans Jonas, Marc Augé, and Jacques Rancière, the article argues that the migrant should not be understood merely as a political or territorial figure, but as a paradigmatic expression of the contemporary human condition. Migration is therefore approached not only as physical displacement, but also as an existential, narrative, and perceptual experience shaping contemporary forms of inhabiting the world. The article analyses how contemporary regimes of visuality, deeply mediated by digital platforms, algorithmic systems, and media dispositifs, participate in the symbolic production of alterity. It argues that the contemporary gaze organizes forms of recognition, exclusion, and invisibility that condition the experience of the Other in digital societies. Simultaneously, migrant alterity is understood as a mirror of the vulnerability and instability constitutive of human existence. The study concludes that contemporaneity demands an ethical and aesthetic reconfiguration of the gaze capable of overcoming the automatic mechanisms of classification and exclusion that organize the symbolic borders of the present. To inhabit the world poetically implies relearning how to welcome what arrives without immediately reducing it to category, threat, or exteriority. In this sense, perhaps we are all, in some way, migrants within our own existence.
- Art and technology in Portugal: chronologies, archaeologies, symbolismsPublication . Torres, Rui; Bonacho, Fernanda; Simões, José ManuelThis book that you have in your hands - and whose research was developed adopting a multidisciplinary approach, prioritizing scientifically proven and validated study techniques - uses qualitative and quantitative data to analyze the media, arts, and technology scenario in the so-called Portuguese-speaking space, combining them with foundations and methods of classification and scientific construction Counting on the contributions of authors from several Portuguese-speaking countries, some of them internationally renowned, this work started with scientific objectives such as carrying out collections that are intended to be comprehensive of information related to the media, arts, and technologies in the nine cultures in question, establishing interdisciplinary research in these fields and promoting the dissemination of the results of these researches on a global scale.
- Blind Game: as atividades de jogo de azar online dos jovens portuguesesPublication . Farias, Ana Rita; Coelho Antunes, Ana CristinaOs jogos de azar (jogos a dinheiro) têm alcançado grande adesão e popularidade junto da população portuguesa. Se o perfil de jogadores e a prevalência na população são já conhecidos, as recentes evoluções e múltiplas ofertas e modalidades de apostas a dinheiro nas plataformas digitais têm vindo a reconfigurar comportamentos e a conquistar novos adeptos. Tratando-se de uma realidade recente e em mutação, os comportamentos de jogo a dinheiro online não estão ainda devidamente cartografados no contexto português. Nesse sentido, este estudo pretendeu examinar este fenómeno, baseado numa amostra de 2.028 jovens entre os 15 e os 34 anos, residentes em Portugal. Os resultados indicam uma prevalência significativa destes comportamentos, que dependem do género e da idade. Com efeito, a prevalência diminui à medida que a idade avança, com os homens a adotarem e a envolverem-se mais nestes jogos a dinheiro online, enquanto as mulheres apostam mais offline. A frequência com que estes jovens apostam a dinheiro online é tendencialmente baixa a moderada, os seus gastos são maioritariamente controlados e as apostas desportivas são as mais populares. Ainda assim, o mapeamento efetuado sugere a existência de motivos de preocupação para os pais, educadores e decisores públicos.
- Brands driving social change: the impact of social brand activism on consumers pro-social and pro-environmental attitudesPublication . de Matos Miguel, Alexandra; Miranda, SandraDespite its newness, brand activism is an increasingly studied field, given the consecutive adoption of this strategy by large international brands. However, the concrete impacts of brand activism actions, particularly in terms of promoting social change (for example, by promoting attitudes in favor of society and the environment on the part of company stakeholders, such as consumers), have not yet been categorically determined. Moreover, there is also still little research on the possible factors affecting this relationship, namely regarding the emotional processes that can mediate it. In this way, this article investigates the impact of social brand activism on consumers’ pro- social and pro-environmental attitudes, and the possible mediating effect of moral elevation, analyzing the brand activism of a Portuguese retail brand. The results showed that social brand activism can directly affect the pro-social and pro-environmental attitudes of consumers. Likewise, social brand activism has indirect impacts on the pro-social and pro-environmental attitudes of this group of stakeholders, through the mediating role of moral elevation. Thus, this study allows for a better understanding of the phenomenon of brand activism and the way this strategy can contribute to generating positive social and environmental changes.
- Cartografia fractal do olhar na cultura visual contemporânea: perceção, memória e redes de imagensPublication . Sousa, Vanda deA centralidade das imagens conduziu à consolidação da cultura visual como campo interdisciplinar dedicado à visualidade, à circulação mediática e às práticas de ver. Partindo da iconologia de Warburg e Panofsky, da fenomenologia de Merleau-Ponty e das abordagens de Mitchell e Mirzoeff, este artigo propõe o conceito de cartografia fractal do olhar como modelo da experiência visual contemporânea. Argumenta-se que a perceção visual se organiza através de padrões recorrentes que estruturam a memória das imagens, sendo compreendida como sistema fractal. A análise de A Criação de Adão, 2001: A Space Odyssey e Earthrise evidencia a reorganização da perceção e da cultura visual como sistema dinâmico em transformação contínua.
- O chá nas redes sociais: rituais, sensorialidade e marca em vídeos curtosPublication . Franco, Ana Margarida Varela; Montargil, FilipeEsta tese investiga como marcas alimentares (Lipton e Tea Shop) constroem, através de vídeos curtos nas redes sociais, significados culturais associados ao chá - ritual, sensorialidade, funcionalidade e tradição - a partir das escolhas formais de produção audiovisual. Adoptando uma abordagem multimodal e mista, procedeu-se à recolha exaustiva de 30 vídeos publicados entre janeiro de 2023 e agosto de 2025 (12 Lipton; 18 Tea Shop) e à sua codificação sistemática com uma grelha analítica que integra parâmetros visuais, textuais e sonoros. A análise articula descrição quantitativa (frequências, médias) e leitura interpretativa multimodal, focalizando affordances de plataforma (verticalidade, reprodução automática, hook 0–3 s) e estratégias de legibilidade para mobile. Os resultados evidenciam dois modelos de enunciação: um regime sintético e de impacto sensorial (Lipton) e outro imersivo, pedagógico e ritualizado (Tea Shop). Conclui-se que o vídeo curto de marca é um género híbrido cuja gramática audiovisual é modelada pelas condições algorítmicas e pelas práticas de cultura participativa, com implicações para comunicação de marca, design de conteúdo e literacia mediática.
- Ciência que comunica: projeto de estratégia de comunicação de ciência para o Instituto Politécnico de LisboaPublication . Silva, Clara Margarida Ferreira Viegas Lopes dos Santos; Nunes, TatianaO presente trabalho final de mestrado propõe o desenvolvimento de uma estratégia de relações públicas, especificamente na área da comunicação de ciência para o Instituto Politécnico de Lisboa (IPL), com o objetivo de consolidar esta área como uma função estratégica e transversal à missão institucional. Num contexto em que o ensino superior enfrenta desafios relacionados com a transformação digital, a competitividade, a desinformação e as crescentes exigências de transparência e impacto social, a comunicação de ciência assume um papel determinante na valorização da investigação aplicada e na aproximação entre a ciência e a sociedade. A metodologia adotada combina revisão de literatura e análise qualitativa, baseada em observação participante e entrevista semiestruturada à pró-presidente do IPL para a Comunicação Estratégica (2021–2025), permitindo identificar o estado atual da comunicação de ciência na instituição e as condições de desenvolvimento futuro. A análise evidencia a necessidade de reforçar a articulação entre comunicação institucional e de ciência, de investir na formação de investigadores como comunicadores e de estruturar uma governança colaborativa, através de papéis definidos e planos editoriais regulares. A estratégia “Ciência que Comunica: IPL 2026–2028” organiza-se em cinco eixos estratégicos – visibilidade e reputação científica; impacto e sociedade; cooperação e internacionalização; literacia científica e cultura; carreiras e talento – e propõe treze ações operacionais, com indicadores de avaliação baseados no modelo dos 3O (outputs, outtakes e outcomes), em conformidade com as boas práticas internacionais (Cutlip, Center & Broom, 2006; Macnamara, 2018). O projeto pretende contribuir para posicionar o IPL como uma instituição de ensino superior aplicada, aberta e socialmente relevante, reforçando a sua reputação científica, o envolvimento dos seus públicos e a criação de capital social e intelectual. Ao integrar a comunicação de ciência na estratégia de comunicação institucional, o Instituto Politécnico de Lisboa afirma-se como tendo um papel ativo na difusão e democratização do conhecimento, literacia científica e cidadania participativa, cumprindo uma missão de serviço público no ecossistema do conhecimento.
- Como é que a inteligência artificial está a influenciar a rotina produtiva dos jornalistas da SIC e da SIC Notícias?Publication . Simões, Madalena Sofia Pimentel; Mata, Maria JóseA tecnologia tem vindo a apresentar-se como uma das maiores forças disruptivas no jornalismo. No caso da Inteligência Artificial, esta força tem-se vindo a revelar, cada vez mais, como um sinal de mudança tanto na forma como é feita a recolha, a produção e a distribuição das notícias, globalmente, como na forma como os próprios jornalistas percecionam a profissão. Apesar de em algumas empresas a Inteligência Artificial já estar plenamente integrada nas rotinas dos profissionais, no contexto do jornalismo televisivo português, mais concretamente no setor privado, este processo está ainda nas fases de experimentação e integração. O relatório de estágio em seguida apresentado surge no âmbito do Mestrado em Jornalismo e tem como objetivo retratar a realidade vivida durante a experiência de estágio na redação de Informação da SIC (Sociedade Independente de Comunicação), em Paço de Arcos, de 15 de janeiro a 15 de julho de 2024. O presente trabalho resultou da combinação da revisão de literatura sobre a temática da Inteligência Artificial com uma estratégia metodológica que incluiu a aplicação de dois métodos qualitativos (observação participante e entrevistas exploratórias semiestruturadas a profissionais da SIC e da SIC Notícias) e de um método quantitativo (questionário divulgado na redação). Com a aplicação da metodologia, a investigação permitiu concluir que um grupo de jornalistas da redação já integra a IA nas suas rotinas produtivas e considera que a sua utilização está a beneficiar – e pode vir a beneficiar ainda mais – a qualidade do trabalho jornalístico. Ao longo do relatório de estágio, entende-se que a principal área que está a ser impactada pela IA é a tradução de conteúdos de vídeo para outros idiomas. Por outro lado, a investigação demonstrou que, apesar de já haver um grupo de profissionais que recorre à IA, a maioria dos jornalistas da redação não utiliza esta tecnologia no seu dia a dia.
