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- É urgente falar de bem-estar nas instituições de ensino superior: qual é o papel das relações públicas e da comunicação organizacional?Publication . Mourão, Rita; Sousa, Inês; Pacheco, Cláudia; Mourão, Susana; Miranda, Sandra; Silva, SóniaA comunicação organizacional tem vindo a sofrer alterações na sua operacionalização, ao longo dos tempos. Por outro lado, o tema do bem-estar tem estado na agenda de muitas organizações. Apesar disso, estes dois temas têm vindo a ser tratados individualmente, desconsiderando-se a sua eventual relação, havendo igualmente pouco investimento no que diz respeito ao contexto do ensino superior. Neste estudo de investigação procurámos entender em que medida as duas temáticas se cruzam, encaixando as mesmas no âmbito do ensino superior. Pretendemos, então, perceber como é que os gabinetes de comunicação das instituições de ensino superior (IES) têm atuado em relação à comunicação da assistência estudantil. Para o efeito, levámos a cabo um estudo de cariz qualitativo, operacionalizado através da realização de 8 entrevistas semiestruturadas a 8 responsáveis de gabinetes de comunicação de 8 instituições de ensino superior diferentes. Para complementar esta recolha de dados, analisámos também os websites dos 15 Institutos Politécnicos Públicos Portugueses. Através da análise de entrevistas efetuada, de uma forma geral, podemos concluir que, embora o papel dos gabinetes de comunicação seja central neste domínio, a comunicação sobre a ação social é ainda muito escassa. A análise das entrevistas permite entender que há, ainda, uma dificuldade em estabelecer um “manual de boas práticas” em termos de comunicação, sendo igualmente difícil estabelecer, por vezes, qual o canal mais adequado, consoante o tipo de público. Pela análise dos websites, verificámos que apesar de algumas instituições já terem iniciativas sobre o tema, ainda é necessário um investimento avultado nesta área. Conseguimos concluir, então, que ainda existe um caminho a ser trilhado na comunicação que se estabelece entre as Instituições de Ensino Superior relações públicas e a comunicação organizacional desempenham aqui um papel fundamental, sobretudo ao nível da inclusão, do acolhimento e até do sucesso académico.
- A música de Jean Françaix: a exploração da técnica do clarinetePublication . Cocharra, Diogo André Moço; Ribeiro, FranciscoJean René Désiré Françaix (1912-1997) foi um renomado compositor francês do século XX. O compositor nasceu em Le Mans numa família ligada à música. O seu pai, diretor do Conservatório de Le Mans, era pianista e compositor e a sua mãe era professora. Françaix destaca-se como um dos compositores mais prolíficos do século XX, com um vasto repertório que abrange sinfonias, óperas, bailados, concertos e até mesmo trilhas sonoras para teatro e cinema. Françaix recebeu instrução musical de seu pai, Alfred Françaix e da sua mãe Jeanne Probos. Aos 10 anos, iniciou os seus estudos formais de composição sob a tutela da notável professora Nadia Boulanger, no Conservatório de Paris e simultaneamente aprimorando as habilidades com aulas de piano ministradas por Isador Philip. As suas primeiras composições mostraram influências dos seus contemporâneos, incluindo Stravinsky e Prokofiev, mas logo desenvolveu o seu estilo único dentro do movimento neoclássico. Especialmente conhecido pelo seu estilo leve e espirituoso, caracterizado por estruturas tonais claras, vitalidade rítmica e sentido de humor. A sua música evoca um sentimento de alegria, leveza e brincadeira. Françaix recebeu numerosos prémios durante a vida e as suas contribuições para a música francesa foram amplamente reconhecidas. Uma das obras mais notáveis de Jean Françaix é o Concerto pour Clarinette et Orchestre (1967), obra significativa e cativante que destaca a habilidade técnica do clarinetista. A peça reflete o estilo característico do compositor, que incorpora elementos neoclássicos, vivacidade rítmica e um toque de humor. Outra obra composta pelo compositor foi o Thème et variations pour clarinete et piano (1974), encomendada pelo Conservatório de Paris para ser utilizada para o concurso do departamento de clarinete, sendo dedicada ao neto Olivier. Esta obra apresenta um tema alegre seguido de seis variações que, nas suas várias formas, recordam o espírito despreocupado e irreverente dos anos 20. As suas obras demonstram uma abordagem técnica interessante e desafiante para o instrumento, posto isto, alguns aspetos técnicos notáveis na exploração do clarinete nas obras de Jean Françaix compreendem a velocidade e a agilidade do clarinetista, pois as suas composições, muitas vezes, apresentam passagens rápidas e virtuosas, desafiando a destreza do intérprete. Jean Françaix explora todas as potencialidades do clarinete nas suas composições, aproveitando ao máximo a sua extensão. O compositor utiliza tanto os registos agudos como os graves do instrumento, criando uma vasta gama de expressividade. Além disso, emprega articulações específicas, como staccatos, legatos e staccatissimos, que desafiam o clarinetista a executar uma grande diversidade de articulações com precisão técnica. A variedade de dinâmicas é outro aspeto marcante no estilo de Françaix. Ele exige que o clarinetista transite suavemente de pianíssimos delicados para fortíssimos expressivos, proporcionando contrastes que enriquecem a interpretação. Também são frequentes os ritmos complexos e as mudanças métricas nas suas obras, o que requer do intérprete um elevado domínio rítmico. Nas peças para clarinete de Françaix é comum o diálogo constante com outros instrumentos, seja com o piano ou com a orquestra. Esta interação pode assumir a forma de contrapontos desafiantes ou momentos de destaque do clarinete, dentro de um contexto de conjunto mais amplo. As suas composições para clarinete refletem, assim, tanto o virtuosismo como a inventividade técnica que caracterizam o estilo único do compositor.
- Bandas sonoras para saxofone: Cronaca di un amore, Taxi driver e Catch me if you canPublication . Santos, Nádia do Carmo; Massarrão, JoséEste projeto aborda a importância e o significado das bandas sonoras compostas especificamente para filmes, com foco na análise da sua relação com as cenas e no impacto emocional produzido no público. São exploradas questões fundamentais, como “Qual o significado das bandas sonoras nas cenas?” e “Que importância têm?”, reconhecendo que as respostas podem variar conforme a perspetiva e que este campo ainda requer investigação aprofundada. O projeto contribui também com um estudo sobre o papel do saxofone nas bandas sonoras, uma área com literatura escassa. Foram analisadas obras que integram o saxofone nas bandas sonoras, incluindo Catch me if you can (Escapades para saxofone e orquestra), Taxi Driver, e Cronaca di un amore para saxofone e piano. Estas análises procuram destacar o significado das obras no contexto das cenas em que são utilizadas, bem como explorar a versatilidade do saxofone em diferentes estilos musicais. Observa-se como é que as características interpretativas do saxofone - como timbre, articulação e improvisação - são adaptadas para responder às exigências estilísticas das obras, tanto dentro de uma obra (como nos diferentes andamentos das Escapades) como entre as restantes peças. Outro ponto de destaque é a independência artística das obras abordadas, que transcendem os filmes para os quais foram criadas. Cronaca di un amore, por exemplo, pode ser interpretada como peça do repertório tradicional para saxofone e piano, uma vez que é uma obra para saxofone e piano com uma sonoridade erudita. O tema do filme Taxi Driver pode também ser apresentado com várias formações, como para piano e saxofone, piano solo e combos de jazz em contextos independentes das bandas sonoras a que pertencem. Por fim, este projeto procurar destacar como é que estas obras enriquecem o repertório do saxofone, aproximando o público geral da música erudita e do jazz. A análise reforça o contributo dessas bandas sonoras na difusão destes estilos musicais para espectadores que habitualmente não consomem música erudita ou jazz.
