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Percorrer ESCS - Escola Superior de Comunicação Social por Domínios Científicos e Tecnológicos (FOS) "Ciências Sociais::Ciências da Educação"
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- Complexidades educacionaisPublication . Versuti , Andrea; Bonacho, FernandaNo panorama desta aceleração, propomos o debate desta obra, que reúne textos que se relacionam ao olhar retrotópico sobre a ecologia dos meios e os temas do livro. A partir de uma seleção rigorosa e realizada às cegas pelas coordenações, chegou-se à composição capitular. Espero, com este conteúdo, que pensamentos sobre o ecossistema em que vivemos sejam alavancados e soluções para um cotidiano eticamente saudável sejam encontradas. Boa leitura.
- Literacia mediática e ensino secundário brasileiro: usos e perceções de docentes em contexto digitalPublication . Melo, Patricia Bandeira de; Assis, Rodrigo Vieira de; Toraci, VivianeCom o avanço das redes sociais e o aumento da desinformação, novos desafios emergem para a educação, especialmente no contexto escolar. Os professores necessitam, cada vez mais, de competências para interpretar conteúdos mediáticos e promover práticas pedagógicas que incentivem o pensamento crítico e a cidadania digital dos estudantes. Contudo, antes de refletir sobre os usos que os professores fazem dos conteúdos mediáticos em sala de aula, é relevante questionar qual o nível de literacia mediática entre os docentes, especialmente os do ensino secundário brasileiro. Esta comunicação apresenta os principais resultados de uma investigação exploratória sobre a literacia mediática entre professores do ensino secundário da rede pública brasileira, com enfoque nas competências de análise crítica de conteúdos mediáticos, nas suas práticas e nas perceções relativamente aos media e ao papel da informação na atualidade.
- PrefácioPublication . Melo, Patricia Bandeira deO prefácio, escrito por Patricia Bandeira de Melo, introduz a pesquisa de Sergivano Antonio dos Santos sobre a violência em escolas públicas de Caruaru. A obra utiliza a Análise do Discurso de linha francesa para interpretar os livros de ocorrências, enfrentando o desafio de analisar registros manuais muitas vezes desorganizados. O autor integra a análise discursiva à sociológica para diagnosticar como os responsáveis narram os fatos e como os estudantes tentam expressar suas vivências. Nota-se um frequente silenciamento ou apassivamento dos alunos nas narrativas, além de punições disciplinares desprovidas de um real processo pedagógico. Um ponto central é a discussão sobre o "ethos da masculinidade", que se manifesta também entre as meninas, através da reprodução de uma cultura de virilidade. O livro busca desnaturalizar a violência no ambiente escolar, defendendo que toda intervenção deve estar fundada em uma perspectiva educativa. O objetivo final é a construção de um olhar emancipador, levando o educando a entender as razões por trás dos conflitos. Assim, a obra reforça que a cidadania nasce do reconhecimento de si e do seu papel fundamental no espaço social.
- Razão tolerante: algumas notas a partir do ensino do módulo de protocoloPublication . Eiró-Gomes, MafaldaNo nosso quotidiano, e também quando propomos as matérias a serem lecionadas, deixamo-nos muitas vezes levar por questões de economia discursiva com generalizações nem sempre bem conseguidas. Neste artigo usaremos a definição estrita e clássica de “protocolo” como o conjunto de leis, normas e regras oficiais. O protocolo como o que rege as relações institucionais e que, por definição, é da ordem do normativo e do legal. Nas aulas falamos de todo um conjunto de “produtos” do protocolo como a ordem de precedências, as fórmulas de tratamento, a colocação de lugares ou os planos de mesa, o código de vestuário, o tapete vermelho, os hinos e as bandeiras, pavilhões, escudos, ou outros símbolos, bem como sobre as honras militares. Distinguimo-lo do que se deixa subsumir sob a noção de “etiqueta”, isto é, as regras de cortesia em eventos de entidades públicas ou privadas e claro, muito relevante também nos cursos de comunicação, as regras em contextos laborais. A etiqueta é o formalismo das relações entre particulares, os comportamentos a ter em sociedade interditando alguns comportamentos, privilegiando outros. Se é mais ou menos claro o que é do domínio da norma, o que é do domínio do protocolo, aquele conjunto de regras que quando não aceites levam a que os meios de comunicação social falem em “saltar” ou “romper” o protocolo e que podem levar a crises institucionais, o mesmo já não se pode dizer do conceito de “etiqueta”. Quando falamos em etiqueta parece que estamos em conflito com tudo aquilo em que a sociedade atual acredita, e que para usar uma expressão cara a Lipovetsky (2021), poderíamos designar como o “mito da autenticidade”. Em Le sacre de l’authenticité (2021) o autor faz eco de muitas das críticas, contrariedades e recusas da actual geração em aceitar os temas acima especificados em nome e, mais uma vez, nas palavras de Lipovetsky, da fidelidade a si próprios. Foi precisamente a partir destas questões mas também de diversas leituras que não só traçam uma memória histórica sobre as questões de “protocolo” e “etiqueta” (Seguin, 1992) como nos levam a repensar a forma de ensinar estas questões - quando mantemos como princípio e objetivo da missão da universidade o desenvolvimento do pensamento crítico e a formação dos nossos estudantes como cidadãos - que se redigiram as notas a ser apresentadas. A reflexão centrar-se-á na noção de tolerância e muito em especial sobre o conceito de “racionalidade tolerante” como uma forma de repensar o que é fundamental discutir quando pensamos em temas como os do “protocolo” e da “etiqueta". Em Um fio de nada: ensaio sobre a tolerância, Diogo Pires Aurélio (1997, 2010) afirma a importância deste conceito, dizendo mesmo que em nada perdeu actualidade, isto em 2010 aquando da edição no Brasil da obra, 13 anos depois do seu lançamento em Portugal. Com a mesma propriedade diremos nós, hoje, que a pertinência deste conceito precisa ser partilhada nas nossas aulas e em especial nos contextos de leccionação de formas de civilidade e urbanidade em cursos, e em universidades, onde o cruzamento de indivíduos e comunidades se tornaram correntes. Mas também como uma forma de reforçar o papel da universidade na formação de cidadãos e na prossecução de caminhos que permitam o reconhecimento do outro. De acordo com o autor “(...)aquilo a que poderíamos chamar a razão tolerante fundamentar-se-á (...) no reconhecimento do outro como pura alteridade.” (Aurélio, 2010, 143).
- Themes, methodologies, and cores of meaning: a content analysis of the scientific production of the master’s degree in social sciences for secondary educationPublication . Moura, Tatiane Oliveira de Carvalho; Melo, Patricia Bandeira de; Assis, Rodrigo Vieira; Zarias, AlexandreThe objective of this article is to analyze the scientific production of the Professional Master's Degree in Social Sciences for Secondary Education (MPCS), at the Joaquim Nabuco Foundation, based on the students' course completion works (TCCs). Considering Teaching Sociology as a subfield of Social Sciences and Education, we consider that TCCs operate in this space as products and producers of discourse. The meanings and representations expressed in the texts were examined based on content analysis, using MAXQDA software. Although the MPCS is a professional master's degree, the study revealed that the TCCs adopted the dissertation model, albeit with varied methodologies, and that the most frequent keyword is "sociology", and not "teaching sociology". Among the themes, the most explored one was teaching methodology.
