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Authors
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Abstract(s)
Na presente comunicação problematiza-se o “modelo” de operacionalização da política de
escola a tempo inteiro (ETI), em particular, a tendência para uma perspetiva
“escolocêntrica” que visa a monopolização, pela escola pública, da prestação de serviços
educativos de caráter extracurricular e “não-formal”. Reflete-se sobre aquele “modelo” que,
paradoxalmente, na sua “dimensão educativa”, se configura como preconizador de uma
retórica de defesa de implementação do “não-formal” no contexto escolar, ao mesmo tempo
que neutraliza essa intensão promovendo a expansão da “forma escolar” e a intensificação
do “ofício de aluno”. A partir do estudo da ação do Governo na formulação e execução da
política de “Escola a Tempo Inteiro”, evidencia-se que este fenómeno de “formalização”
daquilo que é apresentado retoricamente como “não-formal”, emerge da tentativa de
conciliação de referenciais aos quais aquela política se reporta: por um lado, o referencial
de igualdade de oportunidades educativas que o Estado deve garantir através da escola
pública; por outro lado, o referencial de eficácia do sistema público de educação refletido
nos resultados escolares.
Description
Keywords
Escola a tempo inteiro Forma escolar Educação não formal
Citation
Pires, C. (2014). A retórica do “não-formal” e a expansão da “forma escolar” na política de escola a tempo inteiro. Comunicação apresentada ao I Colóquio Internacional de Ciências Sociais da Educação e do III Encontro de Sociologia da Educação – O Não-Formal e o Informal em Educação: centralidades e periferias, Braga, março de 2013.