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- Avaliação da aprendizagem: que significado lhe atribuem os docentes das tecnologias da saúde?Publication . Dias, Hermínia BritesO presente estudo resulta de uma preocupação, desde há muito por mim assumida, relativamente à minha actuação enquanto “avaliadora” no processo de ensino-aprendizagem. Estaria eu a proceder correctamente quando avaliava os meus alunos? Os únicos dados que tinha para obter uma resposta resultavam da minha experiência enquanto fora aluna e, portanto, avaliada. Quando comecei a obter informação sistematizada sobre a avaliação da aprendizagem, compreendi que ela era algo muito maior e mais complexo do que eu tinha podido imaginar. Assim, e porque me encontro integrada na docência de uma área científica recentemente integrada no Ensino Superior Politécnico, as Tecnologias da Saúde, pensei que seria pertinente começar a introduzir no seio dessas escolas reflexões sobre os seus processos pedagógicos. Com base no regime de avaliação da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa, tentei compreender que tipo de avaliação os docentes das áreas tecnológicas utilizavam, se essa opção estava de acordo com os seus procedimentos e estratégias avaliativas, e qual a sua noção sobre o conceito de avaliação. Tratou-se de um estudo exploratório, no qual apliquei a uma amostra de vinte docentes um questionário de respostas fechadas. Este questionário incidiu sobre quatro dimensões, que relacionadas com a fundamentação teórica, tentei que dessem respostas às questões que orientaram o estudo. Os resultados foram obtidos através de um tratamento de dados estatístico descritivo e apresentados sob a forma de gráficos de barras, pois pareceu-me ser facilitador da sua leitura. Este estudo, limitado desde logo pela minha inexperiência, teve como primeiro resultado o aumentar do meu interesse sobre o tema. Isto porque, da leitura dos resultados, pude aperceber-me que os jovens docentes das Tecnologias da Saúde estão atentos e preocupados com o rigor do seu desempenho, mas, no entanto, muitos dos conceitos e estratégias que norteiam um processo de avaliação coerente e de acordo com as tendências actuais apresentam inconsistências, algumas das quais, inclusivamente, não estão de acordo com o tipo de avaliação que afirmam adoptar. Gostaria de finalizar referindo que esta população de docentes revelou um profundo interesse pelo tema deste estudo, o que só por si poderá justificar a continuidade destas iniciativas e, decorrente delas, a reflexão sobre a implementação de acções de formação nestes temas da Educação.
- Qualidade de vida em indivíduos com cegueira congénita e adquiridaPublication . Mendanha, Luís; Simões, CarlosEste trabalho consiste num estudo monográfico sobre a Qualidade de Vida em indivíduos adultos com cegueira congénita e indivíduos adultos com cegueira adquirida (estudo descritivo e comparativo). Utilizou-se uma amostra de 43 participantes (18 com cegueira congénita e 25 com cegueira adquirida). É utilizado como instrumento a escala de avaliação da Qualidade de Vida SF-36 (versão portuguesa) e um questionário sócio-demográfico de modo a termos um maior controlo sobre outras variáveis que cremos poderem também influenciar a Qualidade de Vida. Pretende-se desta maneira demonstrar que a Qualidade de Vida de um indivíduo cego poderá ser influenciada consoante este cegue até ao primeiro ano de vida (cegueira congénita) ou depois dos cinco anos de idade (cegueira adquirida). Os dados obtidos, após a recolha da amostra, foram tratados estatisticamente, utilizando-se para o efeito o programa SPSS. Da análise desse estudo, podemos constatar que, na nossa amostra, não foram encontradas diferenças significativas entre os dois grupos em estudo, relativamente à Qualidade de Vida. É no entanto de realçar que os valores médios obtidos, na nossa amostra, para os oito conceitos que compõem a escala SF-36, são bastante elevados comparativamente aos valores médios para a população Portuguesa (valores provisórios). Estes resultados podem em parte ser explicados por a escala SF-36 não ser especificamente desenvolvida para a população em estudo centrando-se exclusivamente nas questões da saúde. Assim sendo, a inclusão de questões desenvolvidas especificamente para a população deficiente visual, poderia eventualmente contribuir para uma melhor avaliação da Qualidade de Vida nesta população, conseguindo-se desse modo uma mais fácil e correcta identificação de algumas problemáticas a esse nível.