Percorrer por autor "Pereira, Filipe Alexandre"
A mostrar 1 - 5 de 5
Resultados por página
Opções de ordenação
- Capacidade respiratória e funcional em idosos após COVID-19: um estudo transversalPublication . Pereira, Filipe Alexandre; Tomás, Maria TeresaIntrodução – A disseminação pandémica do SARS-CoV-2 levou a um surto de pneumonia viral sem precedentes. Apesar de a caracterização de sequelas pós-COVID-19 constituir o interesse atual da investigação mundial, um elevado grau de desconhecimento regista-se ao nível do impacto funcional que esta doença causa nos idosos que tenham apresentado manifestações moderadas, graves ou críticas. Objetivo – Identificar as principais sequelas na capacidade funcional e respiratória em idosos após o COVID-19. Método – Estudo transversal realizado na comunidade. Avaliou-se a capacidade aeróbia funcional (teste de step de 2 min), perceção da dispneia (modified Medical Research Council), força muscular respiratória e periférica (pressão inspiratória e expiratória máximas, força de preensão manual) e o Índice de Fragilidade (Escala de Fragilidade Clínica) em 25 indivíduos com idade ≥65 anos, residentes na comunidade, com diagnóstico de COVID-19 até seis meses, e em igual número de idosos com as mesmas características sem diagnóstico conhecido de COVID-19. Resultados – Os idosos com diagnóstico de COVID-19 até seis meses apresentaram uma diminuição nos valores de pressão inspiratória máxima (p<0,001), pressão expiratória máxima (p=0,015), na capacidade aeróbia (p<0,001), com presença significativa de dessaturação induzida pelo esforço (p<0,001), valores aumentados de perceção de dispneia (p<0,001) e níveis mais elevados de Índice de Fragilidade (p=0,026). Conclusão – Foram encontradas alterações significativas na capacidade respiratória e funcional em idosos com diagnóstico de COVID-19 até seis meses quando comparados com idosos com características idênticas sem diagnóstico prévio de COVID-19. Estes resultados podem ser um importante indicador na caracterização de sequelas após infeção pelo SARS-CoV-2.
- Efetividade de um protocolo de intervenção em grupo para indivíduos com linfedema em fase de manutenção na melhoria clínica, funcional e qualidade de vidaPublication . Pereira, Filipe Alexandre; Morais, Daniela Roxo; Ramalhinho, Marta; Afonso, Gisela; Amaro, Ana Rita; Araújo, Graça; Alegria, Natalina; Santos, Olga; Miguel, SandraIntrodução – Linfedema é uma condição crónica e progressiva que pode resultar em incapacidade considerável e perda de qualidade de vida, estimando-se que possa atingir 140 a 250 milhões de pessoas a nível mundial. Apesar da eficácia demonstrada pelo tratamento instituído em Portugal é frequente observar que os resultados obtidos são transitórios e pouco duradouros. Objetivo – Avaliar a efetividade do Protocolo de Intervenção em Grupo para Indivíduos com Linfedema na Fase de Manutenção na melhoria clínica, funcional e qualidade de vida, contribuindo para a introdução de uma nova tecnologia de saúde em Portugal, que aumente os níveis de adesão ao autotratamento e autogestão nos portadores de linfedema. Método – Realizou-se um estudo quantitativo quase-experimental sem grupo de controlo, com avaliação pré e pós-intervenção, que decorreu durante 24 sessões baseada na educação, automedição, autobandagem e compressão associada ao exercício físico. Para medição de resultados foram utilizados instrumentos de avaliação clínica (perimetria; peso), funcional (prova de marcha de seis minutos; escala de avaliação de equilíbrio estático FICSIT-4; teste de agachamento 30 segundos; teste flexão antebraço 30 segundos; questionário internacional de atividade física – IPAQ) e qualidade de vida (questionário de avaliação de ganhos em saúde SF-6D). Resultados – No primeiro ano de intervenção realizaram este protocolo 22 indivíduos, dos quais: 17 com linfedema de membro(s) inferior(es), quatro com linfedema de membro superior e uma desistência. A intervenção foi eficaz na redução da perimetria nos membros inferiores em todos os pontos avaliados (p’s<0,05), na redução de peso (p<0,0001), no aumento da distância percorrida na prova de marcha de seis minutos (p<0,0001), no aumento da pontuação da FICSIT (p<0,0001), no aumento da força/resistência muscular em ambos os membros (p’s<0,0001), no aumento dos níveis de atividade física totais (p=0,002) e na perceção subjetiva de qualidade de vida (p=0,001). Conclusão – Não sendo possível extrapolar os dados para a generalidade da população, os resultados descritos levam a pensar que este tipo de intervenção, baseada num modelo de cuidados crónicos centrado na educação e autogestão, poderá ser benéfico para o indivíduo portador de linfedema em Portugal.
- Frailty in the elderly after COVID-19: a pilot studyPublication . Pereira, Filipe Alexandre; Tomás, Maria TeresaIntroduction: Frailty is a better predictor of COVID-19 evolution and outcome than age or comorbidities, however, it is unclear whether frailty is a risk factor or a consequence in the elderly after COVID-19. Objective: To compare frailty levels between elderly after COVID-19 and those with unknown COVID-19 diagnoses. Methods: A cross-sectional study was carried out in the community. Handgrip strength and the Frailty Index (Clinical Fragility Scale) were assessed in 25 community-dwelling individuals aged ≥65 years who had been diagnosed with COVID-19 for less than 6 months, and in an equal number of elderly participants with the same characteristics without a known diagnosis of CoViD-19. Results: The elderly with a diagnosis of COVID-19 for less than 6 months presented increased Frailty Index (p=0.026). No differences regarding handgrip strength were found. Conclusions: Significant changes were found in frailty levels in elderly patients diagnosed with COVID-19 for less than 6 months when compared with elderly individuals without a diagnosis of COVID-19. These results may indicate that COVID-19 could increase frailty levels in elderly patients.
- Functional capacity evaluation in older adults affected by COVID-19Publication . Tomás, Maria Teresa; Pereira, Filipe Alexandre; Clérigo, Anália; Saldanha, Gonçalo; Gonçalves, Afonso; Carrapiço, João; Lopes, José Miguel; Ribeiro, MargaridaIntroduction: Virus SARS-CoV-2 is responsible for COVID-19 disease which is mainly a respiratory disease but is known to affect other organs and systems of the human body, especially muscle. Despite knowledge of respiratory sequelae, the knowledge on the musculoskeletal system or other systems sequelae is yet not too profound, and more research is still needed, especially for sequelae in functional capacity, to preview future needs of health and social support. Purpose: Identify eventual limitations perceived by patients who were diagnosed with COVID-19 more than 3 months ago, on muscle strength, functional aerobic capacity, and frailty levels Methodology: Thirty subjects aged between 60 and 84 years (69,2±6,1 yr) with a BMI of 27,9±4,3 kg/m2 and a dyspnea perception of 2,2±1,1 measured by MRC scale (12 males) and diagnosed with COVID-19 more than 3 months ago, were assessed. Participants were collected in the community (n=11) and in a pulmonology service (n=19) of a central hospital in Lisbon (8 have recovered in Intensive care units (ICU)). We compared 3 groups of participants (at home, nursery, and ICU) in several variables of functionality: frailty (clinical frailty scale); functional aerobic capacity (2 minutes step test with SPO2 monitorization), handgrip strength (JAMAR dynamometer) and maximal inspiratory (MIP) and expiratory (MEP) pressures using the Micro RPM manovacuometer. Statistical analyses were performed with IBM SPSS software with Kruskall-Wallis analysis for between-group analysis in continuous variables. Results: Groups were identical for age (p=0,429) and BMI (p=0,069). No differences were observed between the 3 groups for analyzed variables. Conclusions: For this sample, no differences were observed between patients who were hospitalized in the ICU in the nursery or at home with COVID-19 disease in respiratory pressures (MIP and MEP), muscle strength (Handgrip left or right), and functional aerobic capacity.
- Functional respiratory capacity in the elderly after COVID-19: a pilot studyPublication . Pereira, Filipe Alexandre; Tomás, Maria TeresaBackground: The pandemic spread of SARS-CoV-2 has led to an unprecedented outbreak of viral pneumonia. Despite the current focus of worldwide research being the characterization of post-COVID-19 sequelae, the level of functional impact that this disease causes in the elderly who have presented moderate, severe, or critical manifestations is still unknown. Objective: To identify the main consequences/sequelae on functional respiratory capacity in the elderly after CoViD-19. Methodology: A cross-sectional study was carried out in the community. Functional aerobic capacity (2min step test), dyspnea perception (modified Medical Research Council Dyspnea Questionnaire), respiratory and peripheral muscle strength (maximum inspiratory and expiratory pressure, grip strength), and the Frailty Index (Clinical Fragility Scale) were assessed in 25 community-dwelling individuals aged ≥65 years, who have had a diagnosis of CoViD-19 for up to 6 months, and in an equal number of elderly people with the same characteristics without a known diagnosis of CoViD-19. Results: The elderly with a diagnosis of CoViD-19 up to 6 months presented a decrease in the values of maximum inspiratory pressure (p=0.001) and maximum expiratory pressure (p=0.015), in aerobic capacity (p<0.001) with a significant presence of desaturation on exertion (p<0.001), and increased values of dyspnea perception (p=0.001) and Frailty Index (p=0.026). Conclusion: Significant changes were found in the functional respiratory capacity of elderly patients diagnosed with CoViD-19 for up to 6 months when compared with elderly individuals without a known diagnosis of CoViD-19. It is not possible to extrapolate the results obtained to the Portuguese population, however, these results may be an important indicator in the characterization of sequelae in the elderly after infection by SARS-CoV-2.
