Percorrer por autor "Oliveira, Hadassa Guimarães"
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- Beleza para consumo: estereótipos midiáticos na publicidade sobre corpo feminino, pressão estética e responsabilidade social no Brasil e PortugalPublication . Oliveira, Hadassa Guimarães; Sanches, Rodrigo DanielO padrão de beleza como conceito histórico-cultural tem sido uma constante em todas as sociedades ao longo da história, independentemente de serem orientais ou ocidentais, conforme afirmam Banet-Weiser (2012), Wolf (2018) e Kilbourne (1999). No entanto, a criação de um ideal estético não surge isoladamente, tendo em conta como é influenciado por contextos históricos, sociais, ideológicos, econômicos, culturais, religiosos e políticos que, por diversos meios, propagam e modelam o discurso sobre os corpos aceitáveis no subconsciente coletivo, de acordo com Oliveira e Lapa (2022), Sanches e Herculino (2021), Mota-Ribeiro (2003; 2005) e Goffman (1979). Nesse sentido, segundo autores, também referências na temática, como Veríssimo (2021), Berger (1999), Kilbourne (1999) e Karl (1994), os meios massivos, especialmente a mídia eletrônica, continuam a fornecer imagens de celebridades e modelos femininos corporificados nesse padrão para o grande público em um nível sem precedentes desde o século XX. Essas imagens, sendo acessíveis em uma base diária, são reforçadas ainda mais quando se trata de redes sociais digitais (Castells, 2005), promovendo sérios problemas de saúde tanto física quanto mental, como dismorfia corporal, anorexia, bulimia, depressão e ansiedade, como apontam pesquisas internacionais recentes de Chalermchutidej et al. (2023) e Vall-Roqué et al. (2021); em contexto brasileiro, como apontam Wroblevski et al. (2022); e, em contexto português, Moreira (2022). A pandemia global de COVID-19 intensificou a situação (Oliveira et al., 2023), uma vez que, com todos os confinamentos obrigatórios, crianças e adolescentes passaram a utilizar cada vez mais os meios digitais (Reis; Silva, 2024; Oliveira; Veríssimo, 2022; Pinto et al.,2022; Brito et al., 2020). Durante a pandemia mundial do vírus da COVID-19, Pinto et al. (2022) e Brito et al. (2020) investigaram os impactos das redes sociais na saúde mental de jovens, com foco na percepção do corpo e da imagem corporal. Em uma análise de um grupo de jovens do contexto português, Pinto et al. (2022) revelam que estudantes universitários enfrentaram maior vulnerabilidade em relação à autoimagem e à saúde mental, com a pandemia exacerbando sentimentos de insatisfação corporal devido ao aumento do uso das redes sociais, que intensificou a exposição a padrões de beleza inatingíveis. Nesse sentido, em contexto brasileiro, Brito et al. (2020) destacam como adolescentes experimentaram uma maior pressão estética e insatisfação com a imagem corporal duranteo confinamento, resultado do aumento no consumo de conteúdo online que promove ideais de beleza, levando a comparações prejudiciais. Nota-se que em ambos os estudos há uma indicação de que o maior uso das redes sociais durante a pandemia elevou a ansiedade, baixa autoestima e distorção da imagem corporal entre jovens em Portugal e no Brasil, tal como apontam Reis e Silva (2024), ressaltando a necessidade de intervenções para mitigar esses efeitos negativos na saúde mental. Com a intenção de examinar a forma como as marcas vêm desenvolvendo sua comunicação publicitária ante a esse problema de saúde pública, o presente trabalho realizou, através do método de análise de conteúdo, uma reflexão a partir das campanhas Projeto Pela Autoestima – O Custo da Beleza da marca Dove, veiculada em Portugal e no Brasil, tendo em conta o aumento de problemas de saúde mental abordados na comunicação da campanha (Reis; Silva, 2024; Moreira, 2022; Brito et al., 2020; Pinto et al., 2022; Wroblevski et al., 2022; Oliveira; Veríssimo, 2022). Mais especificamente, o objetivo deste estudo é identificar de que forma as campanhas do Dove – O Custo da Beleza foram desenvolvidas para serem veiculadas em Portugal e no Brasil, tendo em conta as estratégias de marketing utilizadas, seu teor e papel como agente de responsabilidade social publicitária ao abordar a temática da saúde mental e pressão estética para meninas e adolescentes.
- "Histórias que nos unem" : análise da retórica nas campanhas publicitárias da DisneyPublication . Costa, Bruno Frutuoso; Oliveira, Hadassa Guimarães; Mariana Pinto GóisO estudo analisa a trilogia publicitária natalícia da Disney “Histórias que nos unem” (2020-2022), identificando estratégias de comunicação e storytelling que reforçam vínculos emocionais entre marca e público. A investigação baseia-se no quadro analítico de Veríssimo (2021a; 2021b), considerando os efeitos no processamento dos anúncios, na comunicação da marca e nas decisões do consumidor. As campanhas destacam memórias, tradições e laços familiares, recorrendo a um Mickey de pelúcia como símbolo de continuidade temporal. Ao combinar branding e retórica clássica, as narrativas mobilizam pathos e ethos para gerar emoção e credibilidade. Os resultados indicam que as campanhas ultrapassam a promoção comercial, contribuindo para a construção simbólica da identidade do público, reforçando a lealdade e projetando ideais de um mundo melhor.
- Humor, responsabilidade social corporativa e gestão de crise de marca: o caso da Control Portugal no InstagramPublication . Oliveira, Hadassa Guimarães; Santos, Rui Bruno; Costa, Bruno FrutuosoO humor na história da publicidade tem sido utilizado como estratégia de persuasão; contudo, o seu uso em campanhas que abordam temas sensíveis, como identidade de género e representatividade, pode gerar controvérsias éticas e reputacionais. Este estudo analisa o caso da Control Portugal, cuja publicação no Instagram, percebida por muitos internautas como “transfóbica”, desencadeou uma paracrise digital. O objetivo é compreender os padrões discursivos emergentes nas reações do público após a exclusão da publicação. A pesquisa, de caráter qualitativo, utilizou a análise de rede semântica (Segev, 2022) para examinar comentários de três publicações subsequentes realizadas entre 11 e 13 de novembro de 2024. Os dados foram extraídos pelo Instascraper e processados no software KH Coder. Os resultados revelam quatro clusters principais — conteúdo, público, argumentos de reação e argumentos de restrição — evidenciando polarização entre discursos de censura e de defesa da liberdade de expressão. Observa-se que, nas publicações posteriores, o humor foi reintroduzido como tentativa de reparar a reputação e, ao mesmo tempo, de reduzir a fragmentação discursiva. Os achados sugerem que, após a remoção da publicação, o recurso ao humor buscou recompor a reputação e reduzir a fragmentação discursiva, mas manteve a polarização entre posições de censura e de defesa da liberdade de expressão, colocando a ênfase na formulação de estratégias publicitárias sensíveis ao contexto cultural.
- A relação “pandemia” e “cuidados com a beleza”: uma reflexão sobre o comentário da jornalista Ainsley Earhardt no programa “FOX & Friends”, e sua repercussão na opinião públicaPublication . Oliveira, Hadassa Guimarães; Verissimo, JorgeNo início de março de 2020, quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o estado de pandemia causada por um novo coronavírus, o SARS-CoV-2, a maioria dos países adotou medidas restritivas de proteção da população, tal como a recomendação do isolamento social. O presente artigo tem como objetivos, portanto, analisar o comentário da jornalista norte-americana Ainsley Earhardt, do programa “FOX & Friends”, a respeito da restrição imposta às mulheres de irem aos salões de beleza “arrumar os cabelos e fazer as unhas” durante o primeiro confinamento ocasionado pela pandemia do novo coronavírus, e observar a repercussão de sua fala na Opinião Pública. A partir dos conceitos de “priming” ‒ a relação entre o acontecimento/evento e o seu alvo ‒ e de “Opinião Pública”, duas etapas foram estabelecidas como métodos desta análise: 1- Análise Crítica do Discurso da jornalista; 2- Análise Crítica do Discurso de comentários selecionados no Twitter sobre a autora. Como resultado, foi observado que a fala de Earhardt ocasionou desconforto entre os telespectadores, dando margem a uma importante reflexão a respeito das prioridades e necessidades humanas básicas de bem-estar e saúde.
