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Reputação pessoal e organizacional: o papel da comunicação interpessoal

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O estudo da reputação pessoal só́ recentemente conquistou espaço e visibilidade no território dos estudos organizacionais. Para isso em muito contribuíram os avanços efetuados ao nível da reputação organizacional os quais, estruturalmente semelhantes na génese, facultam as linhas orientadoras e identificam processos similares acerca do modo como os atores organizacionais desenvolvem e usam a reputação individual para exercer influencia e maximizar a sua eficácia (Tsui, 1984; Ferris et al., 2003). A investigação efetuada na área tem demonstrado os valiosos benefícios e resultados individuais da reputação pessoal positiva levando os sujeitos a investirem um esforço considerável na sua edificação e manutenção. De acordo com Zinko, Ferris, Humphrey, Meyer, & Amie (2012), a reputação pessoal é fio condutor de mais poder, mais autonomia, progressão na carreira, envidando sinais simbólicos importantes aos diferentes públicos com quem se relacionam (Ferris, Blass, Douglas, Kolodinsky & Treadway, 2003). Contudo, apesar do progresso e do considerável investimento efetuado, esta é uma matéria que comporta um imenso espaço de progressão permanecendo por explicar os reais efeitos que a reputação pessoal tem nas organizações. Dito de outro modo, apesar de alguma evidencia empírica que nos dá conta de que as organizações compostas por atores com reputação pessoal positiva são mais valiosas e eficazes, à data, não existe uma linha teórica consistente que aborde de um modo integrado estas duas dimensões tão contíguas. Zinko e Rubin (2015) sublinham que, dada a proximidade dos conceitos, é fundamental apurar em que medida a reputação pessoal contribui para a reputação organizacional, evidenciando a possibilidade desta relação ser mediada por uma miríade de variáveis, como é o caso da comunicação. Para Botero & Foste (2015), o modo como as pessoas comunicam em termos interpessoais afeta grandemente a perceção de reputação pessoal e isso, pode ter efeitos na perceção de reputação organizacional. Seguindo os reptos da literatura da especialidade, a presente investigação tem como principal objetivo perceber em que medida a reputação pessoal tem influência na reputação das organizações prevendo o efeito mediador da comunicação interpessoal. Para o efeito, foi levada a cabo uma investigação com uma metodologia do tipo quantitativa, operacionalizada através da aplicação de inquéritos por questionário a uma amostra de 150 colaboradores inseridos em cenários de trabalho. Os resultados analisados com recurso ao SEM – Stuctural Equation Model confirmam a validade do modelo de análise e as hipóteses de investigação formuladas, dando contributos relevantes para a elevação da maturidade teórica e idiossincrática dos conceitos reputação pessoal e organizacional e mostrando em que medida e através de que meios, nomeadamente através de um comunicação interpessoal eficaz, podem contribuir para o alcance de alguns dos mais valiosos intangíveis contemporâneos, como é o caso da reputação organizacional.

Description

Keywords

Reputação pessoal Reputação organizacional Comunicação interpessoal Recursos intangíveis

Citation

Miranda, S., & Mourão, R. (2019, novembro, 13-15). Reputação pessoal e organizacional: O papel da comunicação interpessoal. Comunicação apresentada no XI Congresso da SOPCOM: Comunicação, Turismo e Cultura, na Universidade da Madeira, Funchal, Madeira, Portugal.

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SOPCOM / Universidade da Madeira