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A Cidade e as Serras enquanto peça radiofónica: a semântica de uma paisagem sonora

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Dos três meios de comunicação tradicionais, a rádio apresenta-se como aquele em que a investigação académica é quantitativamente menos significativa. Esta constatação é verdadeira para o panorama nacional, mas também internacional. As análises denotam uma maior preponderância para o aprofundamento de estudos relativos à informação que é veiculada pelo meio radiofónico, mas pouco interesse tem existido para a questão da relação criativa implicada entre o ouvinte e o som. A presente comunicação tem como principal objectivo destacar o poder da sonoplastia no desencadear de uma multiplicidade de significações. Desta forma, pretende-se explorar a estética sonora de uma reportagem radiofónica sem nunca esquecer o modo como o som complementa a palavra falada. Para tal analisar-se-á a peça A Cidade e as Serras, da autoria de João Paulo Guerra, construída com base no último romance de Eça de Queirós. Ao nível sonoro, o enfoque desta apresentação privilegiará não só o modo como a riqueza da prosa queirosiana foi reproduzida na reportagem radiofónica de João Paulo Guerra, mas também os métodos utilizados pelo sonoplasta para “pintar” a reportagem de acordo com as paisagens sonoras potenciadas pela obra original.

Descrição

Palavras-chave

Meios de comunicação Rádio Sonoplastia Reportagens radiofónicas

Contexto Educativo

Citação

Borges, Filomena; Subtil, Filipa - A Cidade e as Serras enquanto peça radiofónica: a semântica de uma paisagem sonora. In 8º CONGRESSO SOPCOM: Comunicação Global, Cultura e Tecnologia, Lisboa, Escola Superior de Comunicação Social, 17-19 out 2013

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