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Percorrer ESTeSL - Artigos por Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) "04:Educação de Qualidade"
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- Colaboração de bibliotecários em equipas de investigação em saúdePublication . Antunes, Maria Luz; Lopes, Carlos; Borges, Maria ManuelIntrodução: O bibliotecário tem adotado estratégias que refletem a sua relevância profissional, podendo incorporar os seus conhecimentos na investigação. A colaboração em projetos de investigação em saúde, académicos ou clínicos, é um objetivo em desenvolvimento. Objetivos: Identificar a perceção das competências dos bibliotecários sobre a sua colaboração em equipas de investigação em saúde (EIS); identificar as perceções dos investigadores sobre as competências dos bibliotecários enquanto colaboradores em EIS; identificar as competências que os bibliotecários devem possuir para colaborar com as EIS; redigir um conjunto de recomendações e/ou orientações para a formação de bibliotecários tendo em vista a colaboração com EIS. Métodos: Metodologia mista. A abordagem quantitativa assenta num questionário sobre perceções de competências para uma amostra de investigadores e bibliotecários sobre a colaboração com equipas de investigação em saúde. A abordagem qualitativa assenta numa entrevista semiestruturada sobre perceções de competências e perspetivas do contributo do bibliotecário, realizada junto de bibliotecários da saúde e de uma amostra seletiva de investigadores em saúde. Resultados: A perceção dos participantes no estudo aponta para um conjunto de competências superiormente valorizado pelos investigadores e que o bibliotecário domina: 1) competências que se inserem no chamado core da profissão (seleção de recursos de informação, pesquisa de informação, citar e referenciar, identificação de revistas e editoras predadoras, etc.); 2) competências que o bibliotecário domina, mas que adquiriu em contexto profissional (filtro dos resultados de pesquisa, migração de dados, etc.). Os resultados do estudo permitiram a redação das recomendações para a renovação de competências a integrar na formação do bibliotecário da saúde. Conclusões: Ficou demonstrada a existência de uma interação permanente de competências entre o bibliotecário e os investigadores, que o resultado da colaboração integra um diálogo assente no equilíbrio entre áreas do conhecimento e saberes.
- Experiências dos estudantes de ciências sociais portugueses e espanhóis sobre literacia da informação e o uso de tecnologias móveis no ensino superior: análise qualitativa pós COVID-19Publication . Lopes, Carlos; Caballero Mariscal, David; Antunes, Maria Luz; Sanches, TatianaObjetivo: Analisar comparativamente as experiências e perceções dos estudantes de Ciências Sociais portugueses e espanhóis sobre a utilização e inclusão das tecnologias móveis nos processos de ensino-aprendizagem e refletir sobre o papel das bibliotecas de ensino superior e dos seus profissionais neste contexto. Método: Metodologia socio-construtiva exploratória de grupos focais, baseada numa amostra de dezoito estudantes finalistas de Psicologia e Educação. Resultados: Os estudantes experimentam lacunas significativas nas suas competências no uso de tecnologias móveis. Percebem limitações atitudinais e tecnológicas nos seus professores. Também existem algumas diferenças de atitudes relativamente à inclusão das tecnologias móveis nos processos de ensino-aprendizagem. Os estudantes espanhóis mostraram melhores competências e os estudantes portugueses um nível mais elevado de autoperceção. Discussão/Conclusões: Decorrente da pandemia destaca-se a necessidade de aproximação estudante-professor e as limitações técnicas de alguns professores, sendo necessária uma mentalidade de abertura a novos dispositivos e ferramentas tecnológicas nos processos de ensino. As instituições académicas, e os bibliotecários em particular, devem esforçar-se por compreender o âmbito e as possibilidades das tecnologias móveis para aumentar a motivação dos estudantes e para adquirir competências de informação. Esta reflexão é uma prioridade na otimização dos processos de ensino-aprendizagem.
- Involvement in Portuguese father-infant free play interactions at 3 and 9 monthsPublication . Almeida, Rita; Barros, Luisa; Santos, Margarida; Beeghly, Marjorie; Fuertes, MarinaObjective. Although continuity and stability in parental sensitivity promote a sense of security and predictability for infants and are linked to a variety of positive child outcomes, research with fathers is relatively rare. The present Portuguese longitudinal study investigates mean group-level continuity (vs. discontinuity) and individual-order stability (vs. instability) of ratings of paternal sensitivity and other dimensions of father-infant interactive behavior with infants from 3 to 9 months. Design. Participants included 61 urban middle- to lower-middle-class Portuguese fathers and their healthy, term infants observed during free play at 3 and 9 months. Multiple dimensions of paternal and infant behavior were scored using Crittenden’s CARE-Index. Fathers also reported on their involvement in childcare activities using the Parents’ Responsibility Scale. Results. The magnitude of fathers’ average group-level sensitivity decreased from 3 to 9 months, but fathers’ ratings correlated over time, indicating individual-order stability. In a First-Difference Regression Model, increases in paternal involvement (play and primary caregiving) and infant cooperative behavior from 3 to 9 months predicted higher paternal sensitivity. Conclusions. Evidence for both group-level discontinuity and individual-order stability in fathers’ sensitivity and involvement was found at 3 to 9 months postpartum. Increases in paternal play and primary caregiving, along with cooperative infant behavior, predicted higher paternal sensitivity at 9 months, identifying modifiable targets for early support.
- Perceções dos investigadores sobre as competências do bibliotecário da saúde: um estudo qualitativoPublication . Antunes, Maria Luz; Lopes, Carlos; Borges, Maria Manuel; Olivera Zaldua, Maria; Terra, Ana Lúcia; Agustín Lacruz, CarmenNa área da saúde constata-se o crescimento, a renovação e a adaptação de competências por parte do bibliotecário. Objetivo: Identificar as perceções dos investigadores sobre as competências que o bibliotecário da saúde possui e percecionar como podem estas competências representar um contributo válido em ambiente de investigação. Métodos: Abordagem qualitativa assente numa entrevista semiestruturada para uma amostra seletiva e não-probabilística composta por um conjunto de investigadores que representam o universo multidisciplinar das ciências da saúde. Resultados: Foram identificadas três categorias major: 1) as competências reconhecidas ao bibliotecário (estratégias de pesquisa, seleção de bases de dados, métodos de investigação, gestores de referências, artigos de revisão, revisões sistemáticas e meta-análises, disseminação de resultados, bibliometria, diálogo/comunicação, ética profissional); 2) os critérios de seleção de um bibliotecário (experiência profissional e de investigação, conhecimento/proximidade, avaliação prévia de competências, conhecimentos linguísticos, conhecimento do jargão científico, formação académica); e 3) os pontos fortes da colaboração de um bibliotecário em ambiente de investigação (profissional multidisciplinar e interdisciplinar, diálogo/comunicação, validação da pergunta de investigação, robustez das pesquisas, controlo de vocabulários, escrita científica, disseminação de resultados). Conclusões: A colaboração com os investigadores representa uma oportunidade única para a melhoria das competências do bibliotecário da saúde: estimula a formação académica; motiva a participação noutros projetos, grupos e redes, aumentando e articulando a investigação da ciência da informação com outras ciências.
