Percorrer por data de Publicação, começado por "2013-10-17"
A mostrar 1 - 4 de 4
Resultados por página
Opções de ordenação
- Comunicação e processos de tomada de decisão política em Portugal: estudos de casoPublication . Montargil, FilipeÉ proposta, neste trabalho, uma análise do papel desempenhado pela comunicação no processo de tomada de decisões políticas, ao longo das suas várias fases. Esta análise apoia-se em contributos originários da ciência política e da comunicação, que permitem o enquadramento teórico e a modelização do objeto de estudo, de forma a permitir uma leitura integrada do processo. Recorre-se, por um lado, à noção de que o processo de tomada de decisões políticas se encontra sujeito a várias fases, desde a recolha inicial de informação sobre o problema até à avaliação final da decisão tomada e ao encerramento do ciclo. Esta noção apoia-se de forma privilegiada numa visão eminentemente linear da tomada das decisões políticas, de que Lasswell (1956) foi pioneiro. Apesar das suas limitações e das críticas de que é alvo (Lindblom, 1959 e 1979; Jenkins, 1978), esta visão fornece uma base operacional para a investigação, permitindo a distinção de fases no processo. É também mobilizada, para esta análise, uma visão através da qual o sistema político se encontra sujeito a exigências, por parte do seu envolvimento intra-societal. O sistema procura de forma dinâmica o equilíbrio, através de decisões que conduzam a um feedback negativo, reduzindo as exigências submetidas ao sistema na fase seguinte do processo (Easton, 1965). A síntese destas perspectivas estabelece uma grelha de leitura, mobilizada neste trabalho para a análise de estudos de caso portugueses. Procura-se, nesta análise, problematizar o papel desempenhado pela informação veiculada através dos meios de comunicação social no processo de tomada de decisões políticas, nas suas várias fases. Os estudos de caso incluem a decisão sobre o aumento das portagens na Ponte 25 de Abril, tomada pelo governo PSD, liderado por Cavaco Silva, em Junho de 1994 (e o buzinão que ocorre, na sua sequência), e o anúncio da decisão de localização do Novo Aeroporto de Lisboa em Alcochete, pelo governo PS, liderado por José Sócrates, em Janeiro de 2008.
- Comunicação e desafios da globalização: o cidadão entre o Estado de vigilância e o mercado globalPublication . Montargil, FilipeO desenvolvimento de novos processos comunicacionais, tanto na dimensão tecnológica como na dimensão de interação social, tem suscitado o debate sobre as suas consequências, discutindo-se frequentemente as alterações na forma de organização e funcionamento da sociedade. É argumentado, nesta comunicação, que os indivíduos nas sociedades tecnológicas avançadas com modelos de Estado-providência se encontram perante uma situação ambivalente, quando considerado o seu duplo papel de cidadãos e, simultaneamente, de agentes no mercado de trabalho. Enquanto cidadãos, encontram-se confrontados com a capacidade crescente do Estado para colocar em prática mecanismos de controlo e vigilância, na sua relação com a administração pública e, mesmo, na sua vida quotidiana. Os cidadãos encontram-se crescentemente controlados por um Estado forte. Este Estado forte recolhe, processa e utiliza informação relativa à vida e à atividade dos cidadãos, abrangendo um número cada vez mais alargado de áreas e de formas de vigilância e controlo. Por outro lado, como trabalhadores, os indivíduos encontram-se perante um Estado cada vez mais fraco. Este Estado é fraco na medida em que não dispõe de instrumentos que lhe permitam lidar com a globalização do capital e da produção, mantendo, ao mesmo tempo, os níveis anteriormente existentes de proteção social. Uma vez que o Estado perde capacidade de controlar os fluxos de capital e de condicionar as decisões sobre a localização da produção, a sua actividade concentra-se numa lógica de concorrência, em que persegue o objectivo de se valorizar no mercado internacional, de forma a atrair investimento e atividades económicas que se fixem no seu território. O Estado revela dificuldades evidentes, neste contexto, de controlar e limitar os agentes económicos globalizados com o mesmo sucesso com que controla os cidadãos. Enquanto a capacidade de intervenção do Estado é, no domínio económico, crescentemente limitada, ela surge, no que respeita ao controlo e à vigilância dos cidadãos, como cada vez mais alargada. Este processo coloca em risco garantias históricas do Estado-providência, como o alto nível de emprego e de proteção social, o emprego estável ou o crescimento de salários reais. A dupla natureza, contraditória, que o Estado assume situa-se, desta forma, no centro de uma tensão crescente (eventualmente nova?), na relação entre os cidadãos e o Estado. Este processo lança novos desafios, aqui considerados, na gestão das expectativas e da comunicação, entre o Estado e os indivíduos, e da capacidade de intervenção e de influência assumido por estes.
- Publicidade, moda e representações de género em plena globalizaçãoPublication . Pina, Helena FigueiredoEste artigo reflete sobre a influência que a Publicidade e a Moda, e em particular a Publicidade de Moda têm enquanto modelos de referência, tanto para a construção da identidade pessoal (onde a aparência surge como reflexo), como para a interiorização dos modelos de conduta associados às representações de género veiculadas que ajudam a interpretar a realidade social. Publicidade e Moda são produtos culturais e a Publicidade de Moda utiliza códigos, transmite mensagens numa linguagem “quase“ silenciosa sendo expressão da cultura atual. Outrora símbolo de estatuto social, a Moda é agora símbolo de criação identitária própria através dos olhos dos outros, ou seja, num contexto de relações sociais. A busca é a diferenciação como indivíduo e os sinais das marcas de moda são usados pelos indivíduos na afirmação da sua unicidade, da sua originalidade. Particularmente na imagética da publicidade de moda, há já algumas décadas que a publicidade é palco do simbolismo sexual, tanto na sensualidade ligada a determinados ideais de aparência ou beleza, como no papéis e relações entre géneros que são aprendidos e representados socialmente. De facto, os efeitos da comparação entre as imagens do corpo e a realidade do próprio corpo, podem resultar em julgamentos negativos acerca da imagem corporal e uma forte pressão para as mulheres, mas também para os homens, na tentativa algo inglória para alcançar um ideal, na maior parte das vezes irreal, porque é o resultado de simulações várias transmitidas pelas imagens publicitárias. Por outro lado, o género é um traço identitário profundamente implicante para o ser humano pois culturalmente liga-se a noção de género aos papéis sexuais e sociais definidos para os indivíduos. Ao nível das representações de género, este é um tempo “em aberto”, tudo é possível, porque os papéis femininos e masculinos veiculados pela publicidade se vão gradualmente modificando, mas em coexistência com os papéis mais estereotipados de outrora e os mais revolucionários do amanhã, transformando o agora num momento algo ambíguo.
- Comunicação intercultural: ferramenta essencial das organizaçõesPublication . Casanova, Susana Salazar; Miranda, SandraCom a globalização, com o acelerado desenvolvimento da tecnologia, a par da acentuada crise económica que se vive na Europa, constituiu-se como uma alternativa, cada vez mais premente, às empresas negociarem noutros países, com pessoas de culturas distintas. Os gestores, para além de enfrentarem os desafios de uma negociação internacional – com todas as dificuldades que lhe são inerentes – precisam de desenvolver aptidões comunicacionais interculturais para negociarem em mercados globalizados. Trata-se de saber articular as habilidades de gestão com este tipo de competências comunicacionais, uma vez que estas determinam o sucesso de uma transação internacional. Nesta comunicação demonstrar-se-á a importância das competências de gestão intercultural no perfil do novo gestor global, bem como os seus benefícios, comprovando que estas valências são determinantes para o desempenho da atividade profissional e organizacional.
