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Abstract(s)
Imagine a seguinte situação, talvez até já a tenha vivido. Quer comprar uma secretária simples, com gavetas, e decide que lhe bastará um modelo barato, vendido empacotado e ainda por montar. Afinal, o que poderá correr mal? Chega a casa e põe mãos ao trabalho. Até lhe apetece ignorar as instruções de montagem, mas sabe que é provável que esta seja uma má opção. Decide então analisá-las. Tem uma sequência de etapas que começa com a identificação das diferentes partes do móvel, peças auxiliares, como parafusos e porcas e, ainda, as ferramentas a usar. Neste momento, tem de fazer corresponder cada peça à sua representação, o que pode não ser assim tão óbvio – afinal o esquema de montagem é uma representação
no plano de um objeto 3D, uma relação que acarreta alguma ambiguidade. Na próxima etapa, esta interpretação do esquema inclui ainda compreender em que posição tem de colocar as peças. Será que o fundo da gaveta tem posição própria ou pode ser voltado? E a frente da gaveta? Geometricamente falando,
têm simetria de reflexão ou de rotação? Avança para a ligação das peças. Agora as instruções têm uns “balões” que parecem ser ampliações de um detalhe, para perceber melhor como deve colocar os parafusos e rodá-los. Não é que tenha feito um curso em bricolage, mas sabe que para tratar os objetos tridimensionais
através da sua representação no plano cada área usa as suas próprias convenções, e esta é bastante intuitiva.
Description
Keywords
Raciocínio espacial Geometria Ensino Aprendizagem
Citation
Brunheira, L. (2020). Valorizar o raciocínio espacial no ensino e na aprendizagem da geometria (e não só). Educação e Matemática, 155, 8-12.