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Uma nota sobre comunicação e justiça

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O presente texto é uma nota sobre a profunda relação entre comunicação e justiça, compreendendo-as como práticas interdependentes e mutuamente constitutivas. Parte-se do princípio de que a justiça, enquanto ideal normativo e prática social, não pode realizar-se sem um processo comunicativo que assegure o diálogo, a deliberação racional e o reconhecimento mútuo. Com base em autores como Hannah Arendt, Jürgen Habermas, Amartya Sen e Martha Nussbaum, argumenta-se que tanto a comunicação quanto a justiça exigem condições éticas e estruturais que promovam a liberdade, a igualdade e a sinceridade no espaço público e nas relações intersubjetivas. Propõe-se, em suma, uma visão exigente da justiça comunicativa, entendida como condição de possibilidade de uma democracia substantiva e de uma vida coletiva orientada para o bem comum.

Descrição

Palavras-chave

Comunicação Justiça Justiça comunicativa Democracia substantiva Vida colectiva

Contexto Educativo

Citação

Subtil, F. (2026). "Uma nota sobre comunicação e justiça". In: Manuel S. Pereira e Maria Isabel Damásio. Do Fazer ao Pensar» - Ensaios e testemunhos em homenagem a José Rebelo, Lisboa: Mundos Sociais: 267-270.

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