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O cerco da guerra: diplomacia e política de informação do Estado Novo (1940-42)

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Portugal manteve até ao final do segundo conflito mundial o estatuto de país neutral. O exercício deste posicionamento externo, em boa medida possível devido à subalternidade estratégica da Península Ibérica, não deixou de denunciar a limitada margem de manobra do governo português. O campo dos média não foi excepção: mercê das circunstâncias internacionais, o Estado Novo, que assumira a propaganda e a censura como valiosos instrumentos de governação, é obrigado a consentir que se desenvolvam aparelhos de propaganda dos países beligerantes, que com ele rivalizam na formação da opinião dos portugueses. A arma da propaganda foi assumida como uma variante da atividade diplomática e percecionada como forma particularmente eficaz de pressão sobre governos neutrais.

Descrição

Artigo baseado na comunicação proferida na Conferência Salazar e os Media, os Media e Salazar, realizada no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal, 29-30 de outubro de 2015

Palavras-chave

Propaganda Censura Diplomacia II Guerra Mundial

Contexto Educativo

Citação

BARROS, Júlia Leitão de - O cerco da Guerra: propaganda, diplomacia e política de informação do Estado Novo (1940-1942). In: GARCIA, José Luís; ALVES, Tânia; LÉONARD, Yves (Eds.) - Salazar, o Estado Novo e os media. Lisboa: Edições 70, 2017. ISBN 978-972-44-1977-0. pp. 27-148

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