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Abstract(s)
Escrevo o título e antevejo o engulho. É um epíteto que o Mário detesta que lhe dirijam, ciente do escolho de ostentar o desígnio. Conduzir as almas desviadas ao bom caminho da virtude, num terreno já de si tão publicamente escrutinado, não é tarefa que se peça a um laico, de facto!...
O jornalismo questiona a doutrina e dispensa a liturgia. Campo de disputa narrativa, por excelência, é na liberdade de exercício que sustenta a sua missão. A liberdade, como valor supremo da vida dos homens, conta com o jornalismo para se preservar e este devolve-lhe a conta. A ética, esse desígnio que ocupou os melhores espíritos na resposta filosófica à bondade dos seres e das ações, traduziu-se na prática profissional dos jornalistas em responsabilidade, compromisso, dever de cuidado, transparência. «Em louvor da Santa Objectividade» (Mesquita, 1993: 208-215) – assim ironicamente batizada pelo Mário num dos muitos textos de sua autoria que recomento aos meus alunos – os jornalistas adotam práticas, ajustam expectativas e assumem perante o público o dever de verdade sobre os factos e as suas circunstâncias. É sobre esse dever que se esgrime o juízo público do seu trabalho. Avessos à interferência externa a vigilância pública que exercem é amplamente vigiada.
Description
Keywords
Jornalismo Ética do jornalismo Mesquita, Mário António da Mota (1950-2022)
Citation
Mata, M.J. (2021). O "Bispo" da ética. In C. G. Riley, C. Henriques, P.M. Gomes & T.C. e Cunha (coords.), A liberdade por princípio. Estudos e testemunhos em homenagem a Mário Mesquita (pp. 381-384). Tinta da China