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Igreja e Revolução: da "santa prudência" à "santa irreverência"

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Na noite do dia 10 de junho de 1974 a RTP transmitiu em direto, do Mercado do Povo em Belém, a peça “Ceia II”, cegada teatral integrada na festa de homenagem ao MFA promovida pelo Movimento Democrático dos Artistas Plásticos. Em cena personagens políticas do Estado Novo, elementos da PIDE e a figura de um bispo que o público rapidamente identificou como caricaturando o Cardeal Cerejeira. Em suma, pouco mais de um mês depois da queda da ditadura, a Igreja Católica era ridicularizada em público. A 25 de Abril de 1974 a Igreja carregava uma pesada herança, dadas as acusações que sobre ela pendiam de ter pactuado com a ditadura. Qual o seu lugar num país que se libertava de 48 anos de ditadura? Como se iria relacionar com o novo poder político que, de imediato, anunciou o fim de todos os símbolos e instituições do antigo regime? As imagens terríficas de perseguições anticlericais, alimentadas pela propaganda salazarista durante décadas, ressurgiam na mente de muitos.

Descrição

Palavras-chave

Igreja católica Revolução portuguesa 25 de Abril de 1974 Ditadura Diplomacia Poder político

Contexto Educativo

Citação

Rezola, M.I. (2024). Igreja e Revolução: Da "santa prudência" à "santa irreverência". In Silva, E., Pereira, J. F., Bolas, I. M., Leal, L., Ferreira, N.E., Feliciano, P.L., Rei, P. S., & Leite, R.M. (coords.), 25 de Abril: Permanências, ruturas e recomposições (pp. 88-94).Conferência Episcopal Portuguesa.

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