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Dores de crescimento: melodrama e identidade queer em O Rapaz dos Cabelos Verdes (1948) e Chá e Simpatia (1956)

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Resumo(s)

"O Rapaz dos Cabelos Verdes" (The Boy with Green Hair, Joseph Losey, 1948) e "Chá e Simpatia" (Tea and Sympathy, Vincente Minnelli, 1956) podem ser considerados melodramas de uma categoria que designo como “filmes de crescimento”. Ao contrário de outros melodramas protagonizados por personagens jovens, neste caso o cerne fílmico não reside na família nuclear mas sim na sociedade que os rodeia e os considera “diferentes”. Ambos os filmes são melodramas de virilidade, mas não incidem sobre um momento de crise esperada (como nos "male weepies"); concentram-se, pelo contrário, num processo de vida e num impasse individual relacionado com a identidade específica. Adoptando o conceito clínico de “idade do armário” como ponto de partida, este ensaio defende uma leitura queer de ambos os filmes, baseada na possibilidade de uma diferença transgenérica (e não apenas masculina). Afinal como sustenta, Kathryn Bond Stockton: “Every child is queer”. O estatuto de herói-vítima e a castração simbólica de ambos os protagonistas, na sua busca identitária, conjuga-se bem com o espaço de indefinição e irrealidade que é o melodrama. Nestes dois filmes é o próprio enredo que enfatiza essa relação. A alteridade dos dois jovens encontra eco nos espectadores, despertando sentimentos de ternura e emoção, bem como a lembrança do seu próprio passado queer.

Descrição

O artigo foi publicado no livro: BÉRTOLO, José, GUERRERO, Fernando, ROWLAND, Clara (orgs.), "Imitações da Vida: Cinema Clássico Americano", Silveira: Book Builders, 2020.

Palavras-chave

Melodrama Queerness Idade do armário Filme de crescimento Alteridade Cinema clássico americano

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Suzana Ramos

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