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ABSTRACT
Introduction: Alloantibody formation against red blood cell (RBC) antigens is a common complication in immunohematology. It can delay or complicate transfusions by reducing the availability of compatible RBC units and increasing the risk of delayed hemolytic transfusion reactions. Objectives: Estimate the prevalence, identify associated risk factors, and evaluate the impact of post-transfusion indirect antiglobulin test (IAT) timing in RBC alloimmunization. Methods: A Retrospective study that included 20,841 adult patients who received 94,689 RBC units at a Portuguese hospital between 2002 and 2022. Patients were organized into four cohorts. Three included individuals sensitized through transfusion with Rh/Kell antigen-positive RBC units for which they were antigen-negative, monitored by IAT performed at different intervals: 30–180 days (ideal), >180 days (delayed), or not performed (no follow-up). A fourth cohort included non-sensitized or early-tested patients (<30 days). Results: Alloantibodies were identified in 527 patients (2.53%), with a higher prevalence in females (68.9%) despite representing 53.8% of transfused cases. Rh and Kell antibodies accounted for 69.7%. The most common were anti-D (25.0%), anti-K (17.3%), and anti-E (13.3%). Alloimmunization rates were higher in patients tested within 30-180 days (11.1%) than after 180 days (4.6%) (p<0.05). Timing significantly affected the detection of anti-C, anti-E, and anti-K (p<0.05). In females, all three showed statistical significance; in males, only anti-E did. Female sex, Rh negativity, and the number of transfusions were associated with increased immunogenicity. A logistic regression model estimated undetected alloimmunization in 2,790 patients without follow-up. Discussion/Conclusion: Detection was strongly dependent on timing. Failure to monitor within the 30–180 day window likely underestimates true prevalence due to antibody evanescence. Structured post-transfusion follow-up significantly improves antibody detection and could enhance transfusion safety, especially in high-risk populations.
RESUMO Introdução: A formação de aloanticorpos contra antigénios eritrocitários é uma complicação comum em imuno-hemoterapia. Pode atrasar ou dificultar transfusões ao reduzir a disponibilidade de unidades de concentrado eritrocitário (CE) compatíveis e aumentar o risco de reações hemolíticas tardias. Objetivos: Estimar a prevalência, identificar fatores de risco e avaliar o impacto do tempo de pesquisa pós-transfusional na deteção de aloanticorpos. Métodos: Estudo retrospetivo que incluiu 20.841 pacientes adultos que foram transfundidos com 94.689 unidades de CE num hospital português entre 2002 e 2022. Os pacientes foram organizados em quatro coortes. Três incluíram indivíduos sensibilizados por transfusão com CE Rh/Kell antigénio-positivas, para os quais eram antigénio-negativos, monitorizados por pesquisa de anticorpos irregulares (PAI) pós- transfusional realizada em diferentes momentos: 30–180 dias (período ideal), >180 dias (período não-ideal) ou sem seguimento. O quarto incluiu doentes não sensibilizados ou testados precocemente (<30 dias). Resultados: Foram identificados aloanticorpos em 527 pacientes (2,53%), com maior prevalência no sexo feminino (68,9%), apesar de representarem 53,8% da população transfundida. Anticorpos Rh e Kell corresponderam a 69,7%. Os mais frequentes foram anti-D (25,0%), anti-K (17,3%) e anti-E (13,3%). As taxas de aloimunização foram mais elevadas entre 30–180 dias (11,1%) do que após 180 dias (4,6%) (p<0,05). O timing afetou significativamente a deteção de anti-C, anti-E e anti-K (p<0,05). No sexo feminino, os três apresentaram significância estatística; no masculino, apenas o anti-E. Sexo feminino, Rh negativo e número de transfusões estiveram associados a maior imunogenicidade. Um modelo de regressão logística procurou estimar a aloimunização em 2.790 doentes sem seguimento. Discussão/Conclusão: A deteção de anticorpos é significativamente afetada pelo período da PAI pós-transfusional. A ausência de monitorização no intervalo de 30–180 dias subestima a prevalência real devido à evanescência dos anticorpos. O seguimento estruturado pós-transfusional melhora significativamente a deteção de anticorpos e pode aumentar a segurança dos pacientes, especialmente em populações de risco.
RESUMO Introdução: A formação de aloanticorpos contra antigénios eritrocitários é uma complicação comum em imuno-hemoterapia. Pode atrasar ou dificultar transfusões ao reduzir a disponibilidade de unidades de concentrado eritrocitário (CE) compatíveis e aumentar o risco de reações hemolíticas tardias. Objetivos: Estimar a prevalência, identificar fatores de risco e avaliar o impacto do tempo de pesquisa pós-transfusional na deteção de aloanticorpos. Métodos: Estudo retrospetivo que incluiu 20.841 pacientes adultos que foram transfundidos com 94.689 unidades de CE num hospital português entre 2002 e 2022. Os pacientes foram organizados em quatro coortes. Três incluíram indivíduos sensibilizados por transfusão com CE Rh/Kell antigénio-positivas, para os quais eram antigénio-negativos, monitorizados por pesquisa de anticorpos irregulares (PAI) pós- transfusional realizada em diferentes momentos: 30–180 dias (período ideal), >180 dias (período não-ideal) ou sem seguimento. O quarto incluiu doentes não sensibilizados ou testados precocemente (<30 dias). Resultados: Foram identificados aloanticorpos em 527 pacientes (2,53%), com maior prevalência no sexo feminino (68,9%), apesar de representarem 53,8% da população transfundida. Anticorpos Rh e Kell corresponderam a 69,7%. Os mais frequentes foram anti-D (25,0%), anti-K (17,3%) e anti-E (13,3%). As taxas de aloimunização foram mais elevadas entre 30–180 dias (11,1%) do que após 180 dias (4,6%) (p<0,05). O timing afetou significativamente a deteção de anti-C, anti-E e anti-K (p<0,05). No sexo feminino, os três apresentaram significância estatística; no masculino, apenas o anti-E. Sexo feminino, Rh negativo e número de transfusões estiveram associados a maior imunogenicidade. Um modelo de regressão logística procurou estimar a aloimunização em 2.790 doentes sem seguimento. Discussão/Conclusão: A deteção de anticorpos é significativamente afetada pelo período da PAI pós-transfusional. A ausência de monitorização no intervalo de 30–180 dias subestima a prevalência real devido à evanescência dos anticorpos. O seguimento estruturado pós-transfusional melhora significativamente a deteção de anticorpos e pode aumentar a segurança dos pacientes, especialmente em populações de risco.
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Palavras-chave
Red blood cells Transfusion Alloimmunization Immunogenicity Timing Concentrado eritrocitário Transfusão Aloimunização Imunogenicidade Período ideal MTCL
Contexto Educativo
Citação
Candeias FA. Red blood cell alloimmunization: impact of post-transfusion follow-up [dissertation]. Lisboa: Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa/Instituto Politécnico de Lisboa; 2025.
