ESD - Capitulos de Livros
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Percorrer ESD - Capitulos de Livros por Domínios Científicos e Tecnológicos (FOS) "Humanidades:Artes"
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- Criar e interpretar na Companhia Maior: memórias de vida, mudanças na continuidade e experiências de transformaçãoPublication . Fazenda, Maria José; Instituto Politécnico de Lisboa - Escola Superior de Dança; CRIA - Centro em Rede de Investigação em Antropologia, Polo Iscte-IULEste capítulo acompanha, a partir de uma etnografia situada, os primeiros anos da Companhia Maior (2010–2015), uma estrutura profissional de artes performativas com intérpretes maioritariamente com mais de 60 anos, em residência no Centro Cultural de Belém. A análise organiza-se em torno de duas dimensões — criação e interpretação — entendidas como categorias analíticas que permitem distinguir, por um lado, as representações e intenções dos criadores e, por outro, a experiência vivida e a agência dos intérpretes no processo artístico. O texto analisa três obras inaugurais que atravessam teatro, dança e performance: Bela Adormecida (Tiago Rodrigues, 2010), Maior (Clara Andermatt, 2011) e Estalo Novo (Ana Borralho e João Galante, 2013). A partir de entrevistas, observação de ensaios, workshops e quotidiano do grupo, evidencia-se como a criação se constrói a partir de memórias biográficas, memória corporal e memória coletiva, e como esses elementos se transformam em material cénico. O capítulo descreve ainda a Companhia Maior como comunidade de prática, onde a transmissão e incorporação de técnicas e metodologias criativas, os processos relacionais e o reconhecimento institucional contribuem para experiências de continuidade e transformação pessoal, física e artística, articuladas com uma dimensão pública de valorização social dos artistas seniores e de problematização do idadismo.
- Políticas em Portugal para a Dança: um estudo preliminar a escutar quem dançaPublication . De Lima, Cecília; Neto, Ângelo; Santos, EzequielPartindo de um estudo exploratório do setor da dança em Portugal, inserido na rede de pesquisa Observatório Ibero-Americano de Políticas para a Dança, pretende-se, com o presente artigo, iniciar um trabalho para o futuro mapeamento nacional da caracterização, atividades, recursos e desafios das estruturas e agentes do setor, sendo o objetivo deste artigo o de apresentar os resultados preliminares do estudo. A recolha baseou-se na metodologia de Grupos Focais (Morgan 1996), em formato online, num total de oito participantes, partilhando o mesmo guião de perguntas sobre várias dimensões do seu trabalho. Um grupo envolveu estruturas formais de ensino da dança, englobando professores e diretores, e, outro grupo, profissionais, bailarinos e coreógrafos. Os autores investigaram as perceções de ambos os grupos. As entrevistas, gravadas sob consentimento informado e transcritas foram posteriormente sujeitas a análise de conteúdo utilizando duas dimensões apriorísticas: as políticas educativa e cultural em Portugal no que concerne à dança. Os resultados são analisados, discutidos e teorizados com base na literatura revista trazendo um contributo para o diagnóstico da situação profissional em Portugal. No que se refere ao primeiro grupo, existe uma diversidade de opções para a formação em dança, é descrito o reduzido financiamento, instalações desadequadas e a necessidade de desenvolver uma ideia de comunidade e sinergia entre instituições. Quanto ao segundo grupo, observa-se uma oscilação entre a estabilidade e a precariedade, salienta-se a importância da formação multidisciplinar, a sobrecarga burocrática e o desejo de obter financiamento através de programas nacionais mais moldados pela ética e menos pelos efeitos políticos rápidos.
