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- Análise de eficiência dos sistemas de ar comprimido em unidades industriaisPublication . Oliveira, Paulo Fernando de Lemos; Calado, João Manuel Ferreira; Henriques, Nuno Paulo Ferreira; Sabino, João Davide FranciscoO ar comprimido é uma forma de energia largamente difundida na generalidade da indústria. Tem várias características que lhe conferem esta universalidade. É uma forma de energia que responde a inúmeras solicitações industriais: accionamento de sistemas pneumáticos, accionamento de ferramentas e bombas, transporte de substâncias, decapagem e pintura, oxigenação e agitação de meios, etc. Acresce a tudo isto o facto de o ar comprimido ser uma forma de energia limpa, segura e fácil de manusear, o que lhe permite ter um papel fundamental na maioria dos processos industriais. Porém, o reverso desta realidade é o facto de ser uma forma de energia com elevados custos. Vários estudos indicam que numa unidade fabril, cerca de 10% do consumo eléctrico é relativo à produção de ar comprimido, podendo mesmo chegar aos 30% em processos muito dependentes desta forma de energia. Paradoxalmente, os mesmos estudos dão conta que os sistemas de ar comprimido são frequentemente negligenciados, desconhecendo-se o enorme potencial de poupança energética. Pretende-se assim, neste trabalho, abordar os sistemas de ar comprimido (SAC) nos seus diferentes sub-sistemas (produção, tratamento, armazenamento e distribuição), olhando-os individualmente e no seu todo, por forma a sensibilizar os diversos agentes para a contribuição potencial de medidas de melhoria energética e assim difundir as boas práticas nesta indústria. Para levar a cabo um plano de melhoria de eficiência energética num SAC é importante identificar os pontos de melhoria recorrendo a uma auditoria, quantificar os seus benefícios e depois avaliar os investimentos envolvidos para a sua implementação. Sendo essa relação custo-benefício economicamente atractiva, as medidas de melhoria tem toda a legitimidade para serem implementadas. Por último, é proposto uma nova abordagem de controlo de compressores electropneumáticos com vista à optimização de produção de ar comprimido.
- Efeito da incorporação de um resíduo da refinação de petróleo em formulações industriais para argamassas de ancoragem de armaduras de açoPublication . Oliveira, Rita Almeida de; Costa, Carla Maria Duarte da Silva eA indústria da construção civil traduz uma grande preocupação a nível mundial devido ao seu enorme impacte ambiental pelo que existem, atualmente, diversas medidas que visam incentivar a sua sustentabilidade. O cimento é um material essencial neste setor, no entanto, o seu processo de produção equivale à maior fonte de emissão antropogénica de CO2 para a atmosfera. Desta forma, a substituição parcial de cimento por adições, na composição de materiais como as argamassas, contribui para a mitigação deste impacte através da redução do seu consumo. A presente dissertação apresenta como objetivo a avaliação da viabilidade científica e tecnológica de substituir parcialmente, entre 10 e 30% (em massa), o cimento por um resíduo da indústria petrolífera (FCC) em argamassas de ancoragem para armaduras de aço. Estas argamassas, devido à sua função, devem apresentar algumas caraterísticas e propriedades específicas, tais como, elevada aderência e resistência mecânica, rápido endurecimento, devem ser impermeáveis à água e fluidas sem segregar. A avaliação das propriedades das argamassas preparadas apresenta como referência a argamassa comercial da empresa Saint-Gobain Weber Portugal e à luz das especificações requeridas pelas normas europeias em vigor. O resíduo reutilizado é produzido na refinaria da Petrogal, em Sines. Para o estudo do seu efeito na argamassa de ancoragem foi realizada uma campanha experimental que incluiu ensaios das argamassas preparadas com diferentes teores do resíduo – 10 %, 20 % e 30 %. A campanha permitiu estudar propriedades tanto no estado fresco (consistência por espalhamento e massa volúmica) como endurecido (ultrassons, resistividade elétrica, resistência à flexão e à compressão, variação dimensional, difusão de cloretos e aderência). No estado fresco, o aumento do teor de incorporação do resíduo (i) aumenta a quantidade de água para os mesmos valores de espalhamento e (ii) diminui a massa volúmica aparente. As argamassas com 10 % e 20 % de substituição do cimento pelo resíduo de FCC cumprem os requisitos impostos quer pela NP EN 1504-6 quer pela ficha técnica da argamassa utilizadas como referência. A argamassa com 30 % de substituição do cimento, aos 91 dias de idade também cumpre os todos os requisitos apesar de nas primeiras idades por vezes isso não acontecer. Desta forma a utilização de até 20 % deste resíduo como substituto parcial do cimento demonstrou-se viável. A incorporação de 10 % do resíduo, tipicamente, traduz-se na produção de cimentos com propriedades melhoradas. Neste sentido, este trabalho pretende contribuir para o desenvolvimento de novos materiais à base de cimento, com menor impacte ambiental.
