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- Conceções de alunos do 5.º ano do ensino básico sobre o que é “ser muçulmano”Publication . Antunes, Raquel Morais Barata dos Santos; Ferreira, NunoA escola, ao longo das últimas décadas, tem vindo a receber um vasto leque de alunos com diferentes culturas e religiões. Esta realidade promoveu a adaptação das escolas ao conceito de interculturalidade tomando-o como parte fundamental para a integração dos alunos de outras culturas nas vivências e experiências educativas da escola portuguesa. Sendo a escola um local multicultural, é também parte integrante da sociedade, pelo que os alunos são influenciados pelos meios de comunicação que, à data da realização deste estudo, replicavam os atentados terroristas decorridos em Paris, no mês de novembro de 2015. Partindo de questões colocadas pelos alunos, na sala de aula, relacionadas com esses acontecimentos, despontou em nós o interesse em conhecer as conceções dos alunos do 5.º ano do 2.º Ciclo do Ensino Básico sobre o que é “ser muçulmano”. Relacionando a atualidade dos atentados com o conteúdo a ser apresentado na aula de História e Geografia de Portugal e a presença de um edifício religioso e de uma comunidade islâmica junto à escola surgiu, assim, a temática desenvolvida neste estudo. Este decorreu ao longo de quatro semanas e segue uma abordagem qualitativa, de cariz interpretativo, baseado na realização e análise de questionários antes e depois da experiência de ensino do conteúdo Presença dos Muçulmanos na Península Ibérica. A análise dos dados permitiu perceber que o conhecimento das conceções dos alunos sobre o que é “ser muçulmano” é fundamental para uma abordagem mais significativa do passado tendo em consideração a sua importância para um melhor conhecimento da atualidade. Através do estudo apresentado foi possível entender que o professor deve conhecer os seus alunos e ensiná-los corretamente, tendo por base o conhecimento do passado histórico para compreender a atualidade em que estes se encontram, procurando fazer com que os alunos sejam cidadãos do Mundo ativos, conscientes e competentes.
- As dimensões individual e coletiva no ensino exploratório da matemáticaPublication . Ramos, Vanessa Alexandra Ferreira; Brunheira, LinaO presente documento relata uma intervenção realizada numa turma de 3.º ano de escolaridade, acompanhada de uma investigação. A instituição onde a turma está inserida é uma instituição privada que segue os princípios orientadores do Movimento da Escola Moderna, pelo que se rege pela cooperação, comunicação e participação democrática dos alunos. No caso da investigação, o objetivo central deste estudo é compreender de que forma o trabalho individual dos alunos contribui para as explorações do grupo, mas também de que forma essas explorações em grupo contribuem para a exploração individual. Concretamente, pretendo responder às questões: (1) De que forma o trabalho individual do aluno pode rentabilizar ma i s o trabalho do grupo na tarefa de exploração? (2) De que forma o trabalho em grupo auxilia cada membro na exploração da tarefa? O estudo segue uma metodologia qualitativa para tentar compreender este fenómeno em profundidade. Desta feita recorri à análise documental (PCT e das resoluções dos alunos), notas de campo, entrevista e observação participante. Durante a intervenção foram realizadas quatro experiências que foram analisadas de acordo com as seguintes categorias: grau de sofisticação das resoluções; comunicação matemática; e a cooperação/interação do grupo. Como tal, escolhi um grupo de alunos heterogéno que me permitisse uma reflexão mais rica e diversificada. Nas experiências aplicadas integrei sempre este grupo de alunos, fazendo desta investigação uma investigação-ação. No fim da investigação retirei algumas conclusões, mais concretamente que o impacto da organização dos alunos se deve, em muito, à natureza da tarefa que influencia diretamente a sua predisposição, mas também que a dimensão individual enriquece o trabalho de grupo, embora o contrário também se verifique. De facto, após explorações em grupo, os alunos redefinem estratégias e modos de pensar que, progressivamente se vão assemelhando aos do grupo. Além disto, apresento uma avaliação das aprendizagens dos alunos, bem como dos objetivos gerais do Plano de Intervenção, seguida de uma avaliação do estudo.
- A importância das visitas de estudo na aprendizagem: conceções de alunos e professoresPublication . Rato, Valter; Almeida, AntónioO relatório que se apresenta desenvolveu-se no contexto da Unidade Curricular Prática de Ensino Supervisionada II no decorrer do Mestrado em Ensino do 1.º e 2.º Ciclo do Ensino Básico. Este documento apresenta uma descrição reflexiva acerca do contexto de estágio em que decorreu a prática pedagógica e apresenta todo o processo de intervenção delineado. Paralelamente à prática educativa, foi desenvolvido um estudo, motivado pelo interesse do investigador, com o intuito de analisar a importância atribuída pelos alunos e professores cooperantes do 2.º Ciclo do Ensino Básico às visitas de estudo em contexto formal de aprendizagem. Este interesse surgiu também por se ter constatado que os docentes não tinham programado deslocações ao exterior da escola com a turma em questão, procurando-se assim saber se tal se devia a um desinteresse por este tipo de atividades. Na investigação, realizada na turma de 6.º ano em que decorreu o estágio, participaram 18 alunos e os 3 orientadores cooperantes das disciplinas que foram objeto de intervenção - Português, História e Geografia de Portugal, Matemática e Ciências Naturais. O instrumento de recolha de dados baseou-se num inquérito por questionário aplicado tanto aos alunos como aos professores. Os resultados do estudo evidenciaram que tanto os discentes como os docentes reconhecem que as visitas de estudo possuem implicações educacionais assinaláveis, por exemplo, promotores do desenvolvimento pessoal e social e de aprendizagem. Todavia, é de salientar que os professores identificaram, a título de exemplo, o comportamento disruptivo dos alunos e a necessidade do cumprimento do programa escolar, como dois aspetos maiores impeditivos à organização de visitas de estudo. O quadro teórico mobilizado corrobora, igualmente, os resultados apresentados. Concluindo, constata-se que os docentes das quatro áreas disciplinares acreditam que os alunos não aprendem somente na Escola. As visitas de estudo são, assim, vistas como vantajosas, mas vários obstáculos impedem a sua concretização de uma forma mais frequente.
- O reconhecimento dado ao manual escolar nas aprendizagens: perspetivas de alunos, encarregados de educação e docentesPublication . Lopes, Inês Margarida Alberto; Almeida, AntónioO presente relatório surge no âmbito da Unidade Curricular Prática de Ensino Supervisionada II, como requisito essencial à conclusão do Mestrado em Ensino do 1.º e 2.ª Ciclo do Ensino Básico. Este documento centra-se na descrição e análise da prática docente efetuada no 2.º ciclo do Ensino Básico, numa turma do 5.º ano de escolaridade. A partir da apresentação do contexto, da avaliação diagnóstica, dos objetivos e das estratégias gerais, descreve-se, reflexivamente, a intervenção pedagógica e a sua avaliação. Decorrente do período de observação, surgiu o interesse em verificar o modo como os alunos da referida turma utilizavam o manual escolar e qual era a importância dada ao mesmo, particularmente no caso da disciplina de Ciências Naturais. Este interesse foi motivado pela constatação da valorização do manual escolar em detrimento da utilização de outros recursos em quase todas as disciplinas. Assim sendo, foi efetuado um estudo na turma onde decorreu a prática de intervenção, no qual participaram quinze alunos, oito encarregados de educação e uma docente, que partiu do seguinte problema: Qual é o reconhecimento que os alunos, professores e encarregados de educação atribuem ao manual escolar nas aprendizagens? Para a obtenção de dados, foi utilizada a técnica do inquérito, tendo-se aplicado um questionário a todos os participantes. O quadro teórico apresentado, com o intuito de fundamentar e introduzir o estudo em questão, baseia-se na identificação de alguns tipos de manuais escolares, de vantagens e problemas associados ao uso deste recurso e, ainda, na reflexão acerca da utilização do manual escolar no contexto educacional português. Os resultados do estudo efetuado permitiram constatar, entre outros aspetos, que a maioria dos alunos sente dificuldades na compreensão dos conteúdos abordados no manual, que usa este recurso duas vezes por semana e que a situação em que mais o utiliza é para estudar para os testes. Tanto os discentes como os seus encarregados de educação consideraram que este recurso tem muita importância. Já a docente relativizou um pouco essa importância.
- “Gostei deste livro, porque...” Desenvolvimento da competência literária no 3.º ano de escolaridadePublication . Costa, Inês Braga; Silva, EncarnaçãoÉ objetivo deste relatório a descrição reflexiva do processo de intervenção pedagógica desenvolvido no âmbito da Unidade Curricular de Prática de Ensino Supervisionada II, que se insere no plano de estudos do 2.º ano do mestrado em Ensino do 1.º e 2.º Ciclo do Ensino Básico. Do processo de intervenção, que decorreu numa turma do 3.º ano do 1.º Ciclo, surgiu o tema de investigação, que se relaciona com o desenvolvimento da competência literária. Procurou-se, com esta investigação, avaliar a eficácia de um conjunto de estratégias implementadas com o intuito de desenvolver a competência literária dos alunos, nomeadamente a capacidade de apreciação crítica dos textos literários. A partir da questão orientadora “como promover a apreciação crítica de textos literários variados?”, implementaram-se, então, momentos de leitura semanais, seguidos da sua discussão e partilha de opiniões. Para além disso, utilizou-se o Caderno de Leituras como forma de promover a reação escrita aos textos literários lidos. Por último, abordou-se, através de uma sequência didática, o artigo de opinião sobre obras de literatura para a infância. Desta forma, privilegiou-se o desenvolvimento integrado de competências, designadamente da competência literária e de competências de escrita. A metodologia adotada enquadra-se no paradigma qualitativo, com características muito próximas às da metodologia da investigação-ação. Utilizaram-se, como técnicas de recolha de dados, essencialmente, a observação participante e naturalista, o inquérito por questionário, a entrevista, a análise das produções dos alunos e o portefólio de avaliação. Como técnicas de tratamento de dados, privilegiou-se a análise de conteúdo e o tratamento estatístico. Os resultados mostram que as estratégias implementadas surtiram o impacto desejado, tendo os alunos desenvolvido competências de interpretação de textos literários, tornando-se cada vez mais críticos nas suas apreciações e diversificando bastante o conteúdo das suas reações pessoais.
