Percorrer por autor "Silva, Sara Lisete Rodrigues da"
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- Trabalho em equipa: perceções e práticas dos técnicos de Análises Clínicas e Saúde Pública em PortugalPublication . Silva, Sara Lisete Rodrigues da; Pinto, Ezequiel; Ferreira, CéliaO Trabalho em Equipa (TE) é determinante na qualidade dos cuidados de saúde, associando-se a benefícios tais como a redução da carga de trabalho, melhor desempenho e satisfação profissional. Assume particular relevância entre os Técnicos de Análises Clínicas e Saúde Pública (TACSP), cujo papel é central no diagnóstico e monitorização de condições de saúde. O presente trabalho teve como objetivo avaliar e caracterizar a perceção dos TACSP acerca do TE. Foi realizado um estudo quantitativo, descritivo e transversal, com aplicação de um questionário, baseado no TeamSTEPPS Teamwork Perceptions Questionnaire, a todos os TACSP de Portugal, que recolheu 401 respostas. A amostra foi predominantemente do sexo feminino (89%), com média de 39,5 anos de idade e 16,4 anos de experiência profissional. A maioria possui licenciatura (74,6%) e vínculo efetivo (79,6%). Verificou-se uma associação significativa entre a perceção do TE e o número de elementos, estabilidade da equipa e exercício de funções de chefia, o que reforça a importância da organização interna na dinâmica colaborativa. Identificou-se a ausência de reuniões regulares (inexistentes para 32,4% dos TACSP), escassez de comunicação aberta (inexistente para 11,7%) e existência de uma cultura punitiva do erro (frequente a sempre para 27,7%). A idade e a experiência profissional associaram-se à implementação de práticas específicas, como a antecipação de necessidades, evidenciando o papel da maturidade profissional no funcionamento da equipa. Os TACSP com formação mais avançada demonstraram uma perceção mais crítica relativamente à gestão de recursos e dinâmica relacional, o que poderá refletir uma maior exigência e uma visão mais analítica sobre o funcionamento da equipa. Os resultados apontam para a necessidade de implementar medidas centradas na comunicação, liderança participativa e numa cultura não punitiva, de modo a potenciar o funcionamento das equipas.
