Percorrer por autor "Sequeiros, Paula"
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- Bibliotecas públicas, políticas culturais e leitura pública: prospetiva, tensões e dinâmicas sociais (apresentação)Publication . Medeiros, Nuno; Sequeiros, Paula; Pereira, Cláudia Sousa; Dias, DéboraO lugar da biblioteca, uma das casas dos livros e da leitura, no âmbito das práticas sociais dos agentes que a utilizam e dos agentes que nela corporizam uma confrontação de visões políticas e de modelos profissionais, tem-se materializado em cenários e concretizado em ações onde se detetam tensões entre as tendências de mutação e as vias de permanência. São essas questões, de natureza oposta, e até paradoxal, cuja análise e reflexão se ambicionam com a edição deste dossiê temático “Bibliotecas públicas, políticas culturais e leitura pública”, tematizado no subtítulo “Prospetiva, tensões e dinâmicas sociais”. Esta publicação é também um resultado, revisto e aumentado, de intervenções e discussões apresentadas na segunda edição do congresso internacional com o mesmo título, que decorreu em Lisboa, em setembro de 2019. A Rede de Investigação Bibliotecas, Políticas, Leitura, por sua vez, dinamizou e estruturou esses encontros que se pretendem continuados.
- Que faremos com estas bibliotecas?Publication . Sequeiros, Paula; Medeiros, NunoAs políticas culturais têm marcado de modo diverso as realidades nacionais e locais das bibliotecas públicas e da leitura pública. Materializando e multiplicando exemplos concretos – desde instituições centenárias na Europa e no mundo ocidental até projetos recentes espalhados por países, regiões e contextos socioculturais –, as bibliotecas têm exercido um papel relevante nos serviços públicos às populações, como lugares de cultura, lazer, aprendizagem, informação, formação e sociabilidade. Como nenhuma outra, se excetuarmos a função de repositório, a leitura aparece indissociavelmente ligada à finalidade das bibliotecas, assimilando-se a um tropo funcional da sua própria definição. A representação imagética da leitura tem-se mantido ocupada pelo livro (objeto e símbolo), expressão máxima da leitura como competência cognitiva e interpretativa e como elemento vetusto e conferente de estatuto. A relação da leitura com estes aspetos de organização social e de acesso a bens culturais, sua apropriação e circulação, bem como a sua imbricação na realidade histórica das bibliotecas constitui desde cedo um tópico do exercício do poder, particularmente visível no contexto da modernidade. O advento da leitura pública como desígnio de projetos nacionais, alicerçados pela qualificação da população e apontados à sua elevação cultural e intelectual, sedimenta a ideia de que cabe aos poderes públicos organizar a relação com o objeto leitural capaz de induzir a transformação humana. No quadro destas reconfigurações insere-se a biblioteca.
