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Título: Regulação da qualidade do ar interior através da utilização de argamassas ecoeficientes
Autor: Gomes, Maria Idália
Faria, Paulina
Gomes, João
Palavras-chave: Ar interior
Saúde pública
Ar exterior
Efeito de argamassas
Ecoeficientes
Data: Mar-2013
Editora: Laboratório Nacional de Engenharia Civil
Citação: GOMES, Maria Idália; FARIA, Paulina; GOMES, João – Regulação da qualidade do ar interior através da utilização de argamassas ecoeficientes. In 2º Congresso Internacional da Habitação no Espaço Lusófono. Lisboa, Portugal: LNEC (Laboratório Nacional de Engenharia Civil), 2013. Pp. 1-10
Resumo: Em meados do século XX identificou-se o Síndrome do Edifício Doente associado a uma série de queixas e desconforto ambiental sentido por parte dos ocupantes dos edifícios. Embora as técnicas construtivas nos edifícios tenham evoluído, melhorando o conforto genérico dos seus ocupantes, teve sentido contrário o nível de qualidade do ar interior devido às características da construção, materiais utilizados, tipo de ocupação e sistemas de aquecimento, arrefecimento utilizados, com redução da ventilação. A qualidade do ar interior tem sido referida como um dos principais riscos ambientais para a saúde pública. Está comprovado que, em muitas circunstâncias, o nível de poluição no interior dos edifícios pode atingir valores 2 a 5 vezes superiores ao do ar exterior. Compreender a natureza dos poluentes do ar interior e desenvolver materiais com a capacidade de captar estes mesmos poluentes, reduzindo a sua concentração no ar, ao mesmo tempo que contribuem para regular as condições de temperatura e humidade relativa, é de extrema importância. Assim, com o objetivo de melhorar o desenvolvimento de estratégias na construção, reduzir a exposição humana a agentes poluentes agressivos com risco para a saúde e monitorizar a melhoria das condições interiores de conforto em Portugal, propõe-se com este artigo divulgar o início dos trabalhos do projeto INDEED sobre o efeito de argamassas de reboco interior ecoeficientes. Está comprovado que as argamassas com base em terra argilosa aplicadas em rebocos têm um efeito bastante mais ativo no equilíbrio termohigrométrico que outros revestimentos. No âmbito do projeto vão desenvolver-se argamassas com base também em terra argilosa cujo contributo para a captação de poluentes presentes no ar interior – nomeadamente partículas de aerossóis (PM10 e PM2,5), dióxido de carbono (CO2), monóxido de carbono (CO), ozono (O3) e compostos orgânicos voláteis (COVs), tais como formaldeído e os BTEX - seja superior ao de argamassas de reboco correntes utilizadas na construção.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.21/8799
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