Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.21/8037
Título: Uma concepção cultural de comunicação na teoria social dos media dos EUA: da Escola de Chicago do Pensamento Social às perspectivas de James W. Carey
Autor: Subtil, Filipa Mónica de Brito Gonçalves
Orientador: Cunha, Tito Cardoso e
Martins, Hermínio
Palavras-chave: Comunicação
Cultura
Comunidade
Jornalismo
Media
Ritual
Tecnologias transmissivas
Internet
Communication
Culture
Community
Journalism
Media
Ritual
Transmission technologies
Internet
Data de Defesa: 2011
Editora: Universidade de Lisboa, Instituto de Ciências Sociais
Citação: SUBTIL, Filipa - Uma concepção cultural de comunicação na teoria social dos media dos EUA: da Escola de Chicago do Pensamento Social às perspectivas de James W. Carey. Lisboa: Universidade de Lisboa, Instituto de Ciências Sociais, 2011. Tese de Doutoramento.
Resumo: Esta tese apresenta, interpreta e discute uma constelação de reflexões teóricas e propostas de investigação surgidas nos Estados Unidos da América que conformou o fenómeno comunicacional e os media como problemática das ciências sociais e está na génese de uma concepção cultural de comunicação que se prolonga até aos nossos dias. Albion Small, Edward Ross, William Sumner, John Dewey, George H. Mead, Charles H. Cooley, William I. Thomas e Florian Znaniecki, Robert E. Park, David Riesman, Charles Wright Mills, Kenneth Burke e James W. Carey, os autores a que esta investigação dedica particular atenção, sugeriram contributos relevantes, tanto para uma teoria geral da acção simbólica na sociedade, como para uma teoria social da comunicação e dos media. Esta tese explora a hipótese que aquele feixe plural de autores constitui uma linhagem de pensamento em torno de uma abordagem cultural da comunicação que a conjuga com os problemas do significado, da interacção simbólica, da identidade, do papel dos media como veículos para a imaginação e para a experiência, do lugar do jornalismo numa sociedade democrática e da importância dos conflitos simbólicos na sociedade. O argumento central desta tese é que, na história da teoria e da investigação em comunicação, aquele conjunto de autores apresenta um olhar que o distingue da que foi considerada a contribuição tipicamente norte-americana nesta área das ciências sociais – a análise dos efeitos, funções e usos dos media. Este modelo hegemónico converteu-se inclusivamente no eixo da história convencional da pesquisa em comunicação e media nos EUA, noção que perpassa ainda por muita da literatura de ensino e divulgação em todo o mundo. Sustenta-se nesta tese que pode ser reconhecido, aos autores e obras aqui estudados, um estatuto destacado para as investigações contemporâneas no campo da comunicação, rompendo-se assim com uma certa negligência relativamente a uma tradição que tem estado num plano obscurecido na história e no pensamento das ciências sociais sobre a comunicação e os media.
ABSTRACT: This doctoral thesis presents, interprets and discusses a constellation of theoretical reflections and research proposals, appearing in the United States of America, which shapes the communicational phenomenon and the media as a set of problems for social sciences, and is at the origin of a cultural conception of communication, lasting till today. Albion Small, Edward Ross, William Sumner, John Dewey, George H. Mead, Charles H. Cooley, William I. Thomas and Florian Znaniecki, Robert E. Park, David Riesman, Charles Wright Mills, Kenneth Burke and James W. Carey, the authors especially focused on in this research, suggested relevant contributions not only to a general theory of symbolic action in society, but also to a social theory of communication and the media. This thesis explores the hypothesis that this diverse cluster of authors constitutes a line of thought around a cultural approach of communication, joining it together with issues of meaning, symbolic interaction, identity, the role of media as vehicles for imagination and experience, the place of journalism in a democratic society, and the importance of symbolic conflicts in society. The main argument of this thesis is that, in the history of communication theory and research, said group of authors presents a perspective that sets them apart from the typical North-American contribution in social sciences – the analysis of media effects, functions and uses. This hegemonic model has even converted itself into the conventional historical axis of communication and media research in the USA, a notion still very present throughout much of the teaching and popularization literature all over the world. This thesis argues that the authors and works here highlighted should be recognized as holding a prominent status for contemporary research in the field of communication, hence breaking with a certain neglect regarding a tradition which has stood in the shadows of the history and the thought of social sciences on communication and the media.
Descrição: Tese apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Doutor em Ciências Sociais (Sociologia Geral)
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.21/8037
Versão do Editor: http://hdl.handle.net/10451/4645
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