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Estudo da exposição profissional a formaldeído em laboratórios hospitalares de anatomia patológica

dc.contributor.authorViegas, Susana
dc.contributor.authorPrista, João
dc.date.accessioned2013-02-04T11:02:03Z
dc.date.available2013-02-04T11:02:03Z
dc.date.issued2012-11
dc.description.abstractA exposição a formaldeído é reconhecidamente um dos mais importantes factores de risco presente nos laboratórios hospitalares de anatomia patológica. Neste contexto ocupacional, o formaldeído é utilizado em solução, designada comummente por formol. Trata-se de uma solução comercial de formaldeído, normalmente diluída a 10%, sendo pouco onerosa e, por esse motivo, a eleita para os trabalhos de rotina em anatomia patológica. A solução é utilizada como fixador e conservante do material biológico, pelo que as peças anatómicas a serem processadas são previamente impregnadas. No que concerne aos efeitos cancerígenos, a primeira avaliação efectuada pela International Agency for Research on Cancer data de 1981, actualizada em 1982, 1987, 1995 e 2004, considerando-o como um agente cancerígeno do grupo 2A (provavelmente carcinogénico). No entanto, a mais recente avaliação, em 2006, considera o formaldeído no Grupo 1 (agente carcinogénico) com base na evidência de que a exposição a este agente é susceptível de causar cancro nasofaríngeo em humanos. Constituiu objectivo principal do estudo desenvolvido caracterizar a exposição profissional a formaldeído em laboratórios hospitalares de anatomia patológica. O estudo incidiu sobre 10 laboratórios hospitalares de anatomia patológica situados em Portugal Continental. Foi avaliada a exposição dos trabalhadores considerando três grupos profissionais (Técnicos de Anatomia Patológica, Médicos Anatomo-Patologistas e Auxiliares) por comparação com dois referenciais de exposição (VLE-CM e VLE-MP) e, ainda, considerados os valores de concentração máxima em 83 actividades desenvolvidas nos laboratórios pertencentes à amostra. Foram aplicados simultaneamente dois métodos distintos de avaliação ambiental: um dos métodos (Método 1) fez uso de um equipamento de leitura directa com o princípio de medição por Photo Ionization Detection, com uma lâmpada de 11,7 eV, realizando-se, simultaneamente, o registo da actividade de trabalho − foram assim obtidos dados para o referencial de exposição da concentração máxima (CM); o outro método (Método 2) traduziu-se na aplicação do método NIOSH 2541, implicando o uso de bombas de amostragem eléctricas de baixo caudal e posterior processamento analítico das amostras por cromatografia gasosa − este método, por sua vez, facultou dados para o referencial de exposição da concentração média ponderada (CMP). A aplicação simultânea dos dois métodos de avaliação ambiental resultou na obtenção de resultados distintos, mas não contraditórios, no que concerne à avaliação da exposição profissional a formaldeído. Para as actividades estudadas (n=83) verificou-se que cerca de 93% dos valores são superiores ao valor limite de exposição definido para a concentração máxima (VLE-CM=0,3 ppm). O “exame macroscópico” foi a actividade mais estudada e onde se verificou a maior prevalência de resultados superiores ao valor limite (92,8%). O valor médio mais elevado da concentração máxima (2,04 ppm) verificou-se no grupo de exposição dos Técnicos de Anatomia Oatológica. No entanto, a maior amplitude de resultados observou-se no grupo dos Médicos Anatomo-Patologistas (0,21 ppm a 5,02 ppm). No que respeita ao referencial da Concentração Média Ponderada, todos os valores obtidos nos 10 laboratórios estudados para os três grupos de exposição foram inferiores ao valor limite de exposição definido pela Occupational Safety and Health Administration (TLV-TWA=0,75 ppm). Dado não se perspectivar a curto prazo a eliminação do formaldeído, devido ao grande número de actividades que envolvem ainda a utilização da sua solução comercial (formol), pode concluir-se que a exposição a este agente neste contexto ocupacional específico é preocupante, carecendo de uma intervenção rápida com o objectivo de minimizar a exposição e prevenir os potenciais efeitos para a saúde dos trabalhadores expostos.por
dc.identifier.citationViegas S, Prista J. Estudo da exposição profissional a formaldeído em laboratórios hospitalares de anatomia patológica. Saúde e Trabalho. 2012;(8):105-30.por
dc.identifier.issn1647-0583
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10400.21/2175
dc.language.isoporpor
dc.peerreviewedyespor
dc.publisherSociedade Portuguesa de Medicina do Trabalhopor
dc.relation.publisherversionhttp://www.spmtrabalho.com/downloads/st8/06.pdfpor
dc.subjectSaúde ocupacionalpor
dc.subjectFormaldeídopor
dc.subjectExposição profissionalpor
dc.subjectMeio laboratorialpor
dc.subjectMeio hospitalarpor
dc.subjectAnatomia patológicapor
dc.subjectMétodos de avaliação ambientalpor
dc.subjectReferenciais de exposiçãopor
dc.titleEstudo da exposição profissional a formaldeído em laboratórios hospitalares de anatomia patológicapor
dc.typejournal article
dspace.entity.typePublication
oaire.citation.endPage130por
oaire.citation.startPage105por
oaire.citation.titleSaúde e Trabalhopor
person.familyNameViegas
person.givenNameSusana
person.identifier248817
person.identifier.ciencia-idA919-7318-63DC
person.identifier.orcid0000-0003-1015-8760
person.identifier.ridI-4053-2012
person.identifier.scopus-author-id35270591500
rcaap.rightsopenAccesspor
rcaap.typearticlepor
relation.isAuthorOfPublication13115332-43f7-4048-a8a5-2f2b855a8c92
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