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Publicação

Edição de livros e Estado Novo: apostolado cultural, autonomia e autoritarismo

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Os agentes de prescrição, produção e disseminação do livro surgem como eixos fundamentais no entendimento dos processos de relação com a palavra escrita e publicada em contextos com características históricas particulares. Neste domínio específico, a edição e os editores constituem-se como actores com acção relevante nesses processos de relação com a cultura escrita, cuja dinâmica de articulação com outros actores, espaços e práticas (do poder administrativo ao mercado do livro, das formas de lazer aos hábitos de leitura) permite uma perspectiva sobre o campo cultural mais alargado. Extravasando a esfera cultural e nela radicando como universo reticular de colaborações, conflitos e posições - que assentam em ligações familiares, em lugares de sociabilidade, em redes de relação comercial, em pontos de contacto comuns ou semelhantes com outros actores provenientes de esferas como a literária, a política, a académica -, o campo editorial emerge como domínio social próprio, edificando através da intervenção dos seus agentes uma das mediações mais significativas entre as várias instâncias de produção e apropriação das ideias e dos saberes. Neste âmbito. Este texto pretende explorar algumas das múltiplas formas com que a edição e o editor em Portugal se foram construindo no período do Estado Novo, assumindo o estudo como objectivo essencial a interpretação da vitalidade e complexidade demonstradas pela persona do editor português e pelo sector de actividade em que este se posiciona, caracteriuzados pela existência de aspectos tensionais e contraditórios.

Descrição

Palavras-chave

Sociologia da cultura Livro Edição Mediação editorial Estado Novo Portugal

Contexto Educativo

Citação

Medeiros N. Edição de livros e Estado Novo: apostolado cultural, autonomia e autoritarismo. In: Domingos N, Pereira V, editors. O Estado Novo em questão. Lisboa: Edições 70; 2010. p. 131-64.

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