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The impact of different types of respiratory failure on death in the ICU, in a Portuguese population with COVID-19

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Abstract Background: The COVID-19 pandemic, caused by SARS-CoV-2, was one of the major challenges of the 21st century. It rapidly spread worldwide, ranging from mild to critical forms. Early identification of high-risk patients was essential to optimize treatment and resources. Arterial blood gas (ABG) analysis provided information on oxygenation, ventilation, and acid-base balance, for early disease severity assessment at intensive care unit (ICU) admission. Purpose: To assess the predictive value of ABG parameters (PaO2, PaCO2, pH, and lactate) for adverse clinical outcomes (ICU death, need for invasive mechanical ventilation (IMV), and extracorporeal membrane oxygenation (ECMO)) and their association with the duration of ICU stay and invasive supports. Methods: Observational and retrospective study including 794 COVID-19 patients admitted to the ICU of Unidade Local de Saúde de São José between October 2020 and January 2022. ABG parameters from admission day, along with demographic and clinical variables, were analyzed using parametric and non-parametric tests. Generalized linear models (GLM) with a negative binomial distribution identified factors influencing the duration of ICU stay and invasive supports. Results: Non-survivors had lower pH and PaO2 and higher lactate levels, indicating more severe respiratory and metabolic impairment. IMV and ECMO needs were associated with lower pH and higher PaCO2. Patients with comorbidities had higher ICU mortality, and significant difference was found across pandemic waves. The GLMs showed that maximum PaCO2, being male, not having chronic lung disease and being unvaccinated prolonged ICU stay and support duration, while maximum lactate and non-obese were associated with shorter durations. Conclusion: Early ABG assessment demonstrated the utility of these parameters as a predictive tool for risk stratification in critically ill COVID-19 patients, supporting their integration into prognostic models and personalized approaches to ICU management.
Introdução: A pandemia de COVID-19, causada pelo SARS-CoV-2, representou um dos maiores desafios do século XXI. A rápida disseminação resultou em manifestações clínicas de formas ligeiras a críticas. A identificação precoce de pacientes de alto risco foi essencial para otimizar tratamento e recursos. A gasimetria arterial teve papel central ao fornecer informações sobre oxigenação, ventilação e equilíbrio ácido-base, permitindo avaliação precoce da gravidade da doença. Objetivos: Avaliar o valor preditivo dos parâmetros gasimétricos (PaO2, PaCO2, pH e lactato) para os desfechos clínicos adversos (mortalidade, necessidade de ventilação mecânica invasiva (VMI) e de oxigenação por membrana extracorporal (ECMO)) e a sua relação com a duração do internamento na unidade de cuidados intensivos (UCI) e dos suportes invasivos. Métodos: Estudo observacional e retrospetivo que analisou 794 pacientes com COVID-19 internados na UCI da Unidade Local de Saúde de São José entre outubro de 2020 e janeiro de 2022. Foram analisados os parâmetros gasimétricos do dia de admissão e variáveis demográficas e clínicas, recorrendo a testes paramétricos e não paramétricos. Modelos lineares generalizados (GLM) com distribuição binomial negativa identificaram fatores associados à duração do internamento na UCI e dos suportes invasivos. Resultados: Os não sobreviventes apresentaram pH e PaO2 mais baixos e lactato mais elevado, indicando maior gravidade respiratória e metabólica. A necessidade de VMI e ECMO associou-se a pH reduzido e PaCO2 elevada. Os pacientes com comorbilidades apresentaram maior mortalidade na UCI e houve diferenças significativas entre vagas pandémicas. Os GLM mostraram que PaCO2 máxima, sexo masculino, ausência de doença pulmonar e ausência de vacinação prolongaram o internamento e a duração dos suportes invasivos, enquanto o lactato máximo e a ausência de obesidade se associaram a durações mais curtas. Conclusão: A avaliação precoce da gasimetria arterial confirmou o valor destes parâmetros como ferramenta preditiva de risco, reforçando a sua utilidade na construção de modelos prognósticos e em abordagens personalizadas em cuidados intensivos.

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Palavras-chave

ARDS ICU outcomes COVID-19 Arterial blood gas parameters Acid-basic disorders Desfechos UCI Parâmetros gasimétricos Desequilíbrios ácido-base

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