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Publicação

Do pós-25 de abril à era digital: 45 anos de fotojornalismo português

dc.contributor.authorCardoso, Fátima Lopes
dc.date.accessioned2020-11-04T15:18:32Z
dc.date.available2020-11-04T15:18:32Z
dc.date.issued2020
dc.description.abstractO fotojornalismo contemporâneo português atravessou três momentos de mudança assinaláveis. Numa primeira fase, que corresponde às décadas de 50, 60 e 70, a fotografia de imprensa tendia a ser incumbência de profissionais com pouca escolaridade, acríticos e sem capacidade para concetualizar a imagem, que operavam num meio monopolizado por cerca de quatro profissionais - realidade a que os fotógrafos entrevistados se referem como “máfia da fotografia”. À saída dos anos 1980 e entrada de 1990, surgiram projetos editoriais relevantes, como o jornal Independente (1988) e o Público (1990), onde fotógrafos experientes se cruzaram como jovens profissionais decididos a marcar a diferença. O forte investimento na secção de fotografia foi também extensível ao semanário Expresso e, posteriormente, ao Diário de Notícias. Embora com linhas editoriais distintas, a secção de fotografia obtinha de um reconhecimento jornalístico considerável, na estrutura hierárquica das redações destes títulos, com os editores de fotografia a exercerem o poder de decisão editorial e a imporem um forte corporativismo à classe, algo que nunca tinha acontecido até à data. Nesta altura, chegaram às redações muitos repórteres fotográficos que acumulavam formação superior com cursos especializados em imagem. Foi neste contexto que, com o advento do digital no jornalismo português, no início dos anos 2000, os fotojornalistas se tornaram, em geral, nos profissionais de jornalismo tecnologicamente mais bem preparados das redações nacionais, mas a crise financeira de 2008 e a falta de um modelo de negócio adequado aos media online ameaçaram a estabilidade que se predizia com a passagem para o digital. Os cortes financeiros internos começaram exatamente pela editoria de fotografia, com sérias consequências para o papel que a imagem fotográfica exerce enquanto linguagem essencial do jornalismo.pt_PT
dc.description.versioninfo:eu-repo/semantics/publishedVersionpt_PT
dc.identifier.citationCardoso, F.L. (2020). Do pós-25 de abril à era digital: 45 anos de fotojornalismo português. In C. Baptista & J.P. Sousa (Orgs.), Para uma história do jornalismo em Portugal. (pp. 375-397). Disponível em https://www.icnova.fcsh.unl.pt/wp-content/uploads/sites/38/2020/05/Para-uma-histo%CC%81ria-do-jornalismo-em-Portugal-2020.pdf [Acedido em novembro, 04, 2020]pt_PT
dc.identifier.isbn978-989-54285-9-5
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10400.21/12341
dc.language.isoporpt_PT
dc.peerreviewedyespt_PT
dc.publisherICNOVA – Instituto de Comunicação da Novapt_PT
dc.relation.publisherversionhttps://www.icnova.fcsh.unl.pt/wp-content/uploads/sites/38/2020/05/Para-uma-histo%CC%81ria-do-jornalismo-em-Portugal-2020.pdfpt_PT
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/pt_PT
dc.subjectFotografiapt_PT
dc.subjectFotógrafospt_PT
dc.subjectImagempt_PT
dc.subjectFotojornalismopt_PT
dc.subjectImprensapt_PT
dc.subjectHistóriapt_PT
dc.titleDo pós-25 de abril à era digital: 45 anos de fotojornalismo portuguêspt_PT
dc.typebook part
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oaire.citation.conferencePlaceLisboapt_PT
oaire.citation.endPage397pt_PT
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oaire.citation.titlePara uma história do jornalismo em Portugalpt_PT
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