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Abstract(s)
É argumentado, nesta comunicação, que os indivíduos nas sociedades tecnológicas avançadas com modelos de Estado-providência se encontram perante uma situação ambivalente, quando considerado o seu duplo papel de cidadãos e, simultaneamente, de agentes no mercado de trabalho. Enquanto cidadãos, encontram-se confrontados com a capacidade crescente do Estado para colocar em prática mecanismos de controlo e vigilância, na sua relação com a administração pública e, mesmo, na sua vida quotidiana. Os cidadãos encontram-se crescentemente controlados por um Estado forte. Este Estado forte recolhe, processa e utiliza informação relativa à vida e à atividade dos cidadãos, abrangendo um número cada vez mais alargado de áreas e de formas de vigilância e controlo. Por outro lado, como trabalhadores, os indivíduos encontram-se perante um Estado cada vez mais fraco. Este Estado é fraco na medida em que não dispõe de instrumentos que lhe permitam lidar com a globalização do capital e da produção, mantendo, ao mesmo tempo, os níveis anteriormente existentes de proteção social. A dupla natureza, contraditória, que o Estado assume situa-se, desta forma, no centro de uma tensão crescente (eventualmente nova?), na relação entre os cidadãos e o Estado.
Description
Keywords
Globalização Sociedade de Informação Cidadania Estado Estado-providência
Citation
Montargil, F. (2019, dez, 02-03). O cidadão entre o Estado de vigilância e o mercado global. Comunicação apresentada na Winter School CICP19: desordem global, novas ameaças, possíveis alternativas. Colégio Espírito Santo da Universidade de Évora, Évora, Portugal
Publisher
Centro de Investigação em Ciência Política - CICP