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Ecos de resistência – o impacto das microagressões de género na saúde mental e autoestima de mulheres adultas

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Resumo(s)

O presente estudo, com 457 participantes, tem como objetivo compreender a relação entre a frequência de microagressões sexistas, a saúde mental e a autoestima das mulheres em Portugal. Para responder a este objetivo, foi escolhida metodologia mista e realizado um inquérito por questionário. O questionário foi constituído por três escalas previamente validadas, Inventário de Saúde Mental (MHI-5), Escala de autoestima de Rosenberg (RSES) e Escala de Microagressões Sexistas (WoMenS). Os resultados comprovaram que uma maior prevalência destas experiências discriminatórias, está associada a níveis mais baixos de autoestima e saúde mental, como verificado pela literatura existente. A segunda secção do questionário pretendeu analisar a partir das descrições das participantes, as experiências de microagressões vivenciadas ao longo da vida, os impactos emocionais sentidos e a possível discriminação interseccional vivida pelas mulheres. Os resultados demonstram uma grande prevalência de situações de abuso, assédio sexual e violência doméstica, para além das microagressões sexistas sentidas. O presente estudo contribui assim, para o aprofundamento do conhecimento empírico sobre o impacto das microagressões de género e do sexismo, evidenciando as suas implicações na saúde mental e autoestima das mulheres em Portugal, e reforçando a importância de estratégias de intervenção sensíveis ao género, na sua multidimensionalidade.
The current study, with 457 participants, aims to understand the relationship between the frequency of sexist microaggressions, mental health, and self-esteem among women in Portugal. To address this goal, a mixed-methods approach was chosen, and a questionnaire survey was conducted. The questionnaire consisted of three previously validated scales: the Mental Health Inventory (MHI-5), the Rosenberg Self-Esteem Scale (RSES), and the Women Microaggressions Scale (WoMenS). The results confirmed that a higher prevalence of these discriminatory experiences is associated with lower levels of self-esteem and mental health, as supported by the existing literature. The second section of the questionnaire sought to analyze, based on participants’ descriptions, their experiences of microaggressions throughout their lives, the emotional impacts felt, and potential intersectional discrimination experienced by women. The results revealed a high prevalence of situations of abuse, sexual harassment, and domestic violence, in addition to the sexist microaggressions experienced. The present study thus contributes to deepening empirical knowledge on the impact of gender microaggressions and sexism, highlighting their implications for the mental health and self-esteem of women in Portugal, and reinforcing the importance of gender-sensitive intervention strategies that acknowledge its multidimensional nature.

Descrição

Dissertação apresentada à Escola Superior de Educação de Lisboa para obtenção de grau de mestre em Educação Social e Intervenção Comunitária

Palavras-chave

Saúde mental Microagressões Autoestima Mulheres Mental health Microagressions Self-esteem Women

Contexto Educativo

Citação

Carvalhal, J. I. N. (2025). Ecos de resistência – o impacto das microagressões de género na saúde mental e autoestima de mulheres adultas [Dissertação de mestrado, Escola Superior de Educação de Lisboa, Instituto Politécnico de Lisboa]. http://hdl.handle.net/10400.21/22488

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