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Publicação

O que a abordagem cultural da comunicação de James W. Carey deve a John Dewey

dc.contributor.authorSubtil, Filipa Mónica de Brito Gonçalves
dc.date.accessioned2019-12-20T14:53:31Z
dc.date.available2019-12-20T14:53:31Z
dc.date.issued2016-05-19
dc.description.abstractA realidade, diz Carey, é trazida à existência através das incomensuráveis formas simbólicas com que os seres humanos dotam de significado e sentido o mundo através da acção das suas próprias capacidades intelectuais (1992a [1975]: 26-27). Este processo, como também o teorizou Dewey, é a comunicação. A comunicação dá origem e significado ao mundo caótico, põe em acção a sociedade, oferecendo identidades partilhadas, orientando-nos em modelos comuns de interpretação e promovendo relações de respeito mútuo. Em particular, na conversação viu o ritual existencial por excelência onde a experiência social é compartida e tornada cultura comum. Tal como Dewey, Carey recusa a ideia de que a constituição das sociedades humanas resulta de um qualquer contrato de associação ou convenção entre os indivíduos. Pelo contrário, comunga da concepção de que as sociedades humanas vão-se constituindo através da linguagem, mas de uma linguagem que, ao contrário da dos animais, é um veículo de valores, de concepções de bem e de mal, de justo e de injusto, vantajoso ou prejudicial – que ultrapassam a simples sensibilidade individual. Ora são esses valores ou noções que servem os princípios da organização da vida em comum. São essas noções partilhadas que fazem uma família ou uma sociedade. Rejeita assim a doutrina liberal segundo a qual a sociedade é formada por indivíduos potencialmente egoístas e se mantém através da “mão invisível do mercado”. Carey não acredita que seja o mercado que mantém os indivíduos reunidos, que coordene as suas acções e que assegure a liberdade. Muito menos crê que a harmonia social resulte da competição entre os indivíduos – que seria o valor primacial da sociedade (Carey, 2001: ix-xiii).pt_PT
dc.description.versionN/Apt_PT
dc.identifier.citationSubtil, F. (2016, mai, 19-20). O que a abordagem cultural da comunicação de James W. Carey deve a John Dewey. Comunicação apresentada no Colóquio Internacional Comemorativo do centenário da publicação da obra “Democracia e Educação” de John Dewey: Repensar a Educação, a Cidadania e a Comunicação, Universidade da Beira Interior, Covilhã, Portugalpt_PT
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10400.21/10912
dc.language.isoporpt_PT
dc.peerreviewedyespt_PT
dc.publisherUniversidade da Beira Interiorpt_PT
dc.relation.publisherversionhttp://www.labcom-ifp.ubi.pt/evento_/3056pt_PT
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/pt_PT
dc.subjectCarey, James William (1934-2006)pt_PT
dc.subjectDewey, John (1859-1952)pt_PT
dc.subjectSociedadept_PT
dc.subjectComunicaçãopt_PT
dc.subjectComunidadept_PT
dc.titleO que a abordagem cultural da comunicação de James W. Carey deve a John Deweypt_PT
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dspace.entity.typePublication
oaire.citation.conferencePlaceUniversidade da Beira Interior, Covilhã, Portugalpt_PT
oaire.citation.titleColóquio Internacional Comemorativo do centenário da publicação da obra “Democracia e Educação” de John Dewey: Repensar a Educação, a Cidadania e a Comunicaçãopt_PT
person.familyNameSubtil
person.givenNameFilipa
person.identifier.ciencia-id2A11-F551-80F8
person.identifier.orcid0000-0003-2556-2192
rcaap.rightsclosedAccesspt_PT
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relation.isAuthorOfPublicationafaef3fe-6225-42c9-b166-549b65507584
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