Name: | Description: | Size: | Format: | |
---|---|---|---|---|
721.98 KB | Adobe PDF |
Authors
Advisor(s)
Abstract(s)
A investigação indica que a prevalência de vinculação insegura é superior nas
díades de pré-termo comparativamente a díades de termo. Entre outros fatores, as
representações maternas pós-parto contribuem para a qualidade da vinculação.
Neste estudo, procurou-se analisar qualitativamente estas representações em
díades com bebés de extremo pré-termo. A partir de uma entrevista semiestruturada,
realizada nas primeiras 72 horas após o parto a 20 mães obteve-se um corpo de dados que
foi submetido a análise qualitativa. Numa abordagem interpretativa, compreensiva e
holística, foi captada a complexidade e singularidade do perfil dos sentimentos destas
mães.
Os resultados indicam que as mães descrevem esta experiência como traumática.
A notícia da necessidade de um parto prematuro, segundo o relato das mães, foi vivido
com sentimentos de angústia, tristeza e pânico. Mesmo as mães que estavam sob
vigilância devido ao risco de prematuridade, a notícia do parto constitui um choque. Pegar
no bebé pela primeira vez é descrito como um momento muito intenso mas curto, marcado
por sentimentos negativos de angústia e frustração uma vez que nesta situação as mães só
podem tocar no seu bebé. A visão do seu bebé demasiado pequeno dentro da incubadora,
altamente monitorizado e sujeito a cuidados invasivos, foi descrita pelas mães com
sentimentos de dor e impotência. Esta experiência condiciona a primeira imagem do seu
bebé e a caracterização do seu temperamento. As mães descrevem os primeiros dias da
vida dos filhos com grande preocupação pela sobrevivência do bebé. A vida futura do
bebé, os cuidados especiais que poderá necessitar bem como as exigências parentais são
aspetos secundarizados nestes primeiros dias.
Os dados são discutidos à luz das práticas de intervenção precoce suportadas na
evidência e na ação preventiva junto de pais de crianças extremamente prematuras.
Abstract The prevalence of insecure attachment is superior in the premature dyads than on the on-term dyads. Several factors contribute to quality of attachment, among which the representations of mother representations after birth. This study aimed to investigate maternal representations in dyads of extremely premature new-borns. Qualitative data collection was conducted via 20 semi-structured interviewed in the first 72 hours of birth. In a holistic, comprehensive and interpretive approach, the complexity and uniqueness of new-mothers feelings’ pattern was harnessed. Results show that new mothers describe the experience of giving birth as traumatic. As reported by mothers, the premature childbirth is marked by sentiments of anguish, sadness and panic. All mothers described an experience of trauma as they learn about the premature birth of their new-born. Holding the new-born for the first time is intense, despite brief, being largely engulfed by negative feelings of anguish and frustration, as mothers can only touch their babies. The scenario of the new-born, too small, inside the incubator, under intense monitoring and subject to invasive treatments evoked feelings of pain and powerlessness according to mothers’ reports. This experience influences the first encounter with the baby and mothers representation of their new-born temperament. The first days of birth are lived with great anxiety, whereas the new mothers are highly concerned and focused on the survival of new-borns. Future care and parenting is not present concern. The data collected can guide future practices of early intervention, supported on empirical evidence with parents of extremely premature new-borns.
Abstract The prevalence of insecure attachment is superior in the premature dyads than on the on-term dyads. Several factors contribute to quality of attachment, among which the representations of mother representations after birth. This study aimed to investigate maternal representations in dyads of extremely premature new-borns. Qualitative data collection was conducted via 20 semi-structured interviewed in the first 72 hours of birth. In a holistic, comprehensive and interpretive approach, the complexity and uniqueness of new-mothers feelings’ pattern was harnessed. Results show that new mothers describe the experience of giving birth as traumatic. As reported by mothers, the premature childbirth is marked by sentiments of anguish, sadness and panic. All mothers described an experience of trauma as they learn about the premature birth of their new-born. Holding the new-born for the first time is intense, despite brief, being largely engulfed by negative feelings of anguish and frustration, as mothers can only touch their babies. The scenario of the new-born, too small, inside the incubator, under intense monitoring and subject to invasive treatments evoked feelings of pain and powerlessness according to mothers’ reports. This experience influences the first encounter with the baby and mothers representation of their new-born temperament. The first days of birth are lived with great anxiety, whereas the new mothers are highly concerned and focused on the survival of new-borns. Future care and parenting is not present concern. The data collected can guide future practices of early intervention, supported on empirical evidence with parents of extremely premature new-borns.
Description
Dissertação apresentada à Escola Superior de Educação de Lisboa para obtenção de
grau de mestre em Ciências da Educação - Especialidade Intervenção Precoce
Keywords
Prematuridade Representações maternas Intervenção precoce Prematurity Mother representations Early intervention
Citation
Domingos, M. A. S. (2019). Representações maternas pós- parto em díades com bebés de extremo pré-termo (Dissertação de mestrado não publicada). Instituto Politécnico de Lisboa, Escola Superior de Educação, Lisboa Disponível em: http://hdl.handle.net/10400.21/11037
Publisher
Instituto Politécnico de Lisboa, Escola Superior de Educação de Lisboa