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- Limestone processing sludge: from waste to sustainable resourcePublication . Guedes, Mafalda; Carrasqueira, Joana; Seixas, Tomás; Afonso, Clélia; Gil, Maria Manuel; Bernardino, Raul; Gamboa, Roberto; Bernardino, SusanaThe limestone quarrying and processing industry generates huge amounts of waste, with limestone sludge being one of the most prevalent and challenging by-products. This study aims to evaluate the potential of limestone sludge as a sustainable secondary raw material for the mechanochemical synthesis of bioceramics, specifically hydroxyapatite (HA), for high-added-value applications in bone tissue engineering. High-energy milling is innovatively used as the processing route: dry sludge (functioning as the calcium source), a phosphate source, and water were milled with the aim of producing calcium phosphates (in particular, hydroxyapatite) via mechanosynthesis. The industrial sludge was thoroughly analyzed for chemical composition, heavy metals, and mineral phases to ensure suitability for biomedical applications. The mixture of reagents was tailored to comply with Ca/P = 1.67 molar ratio. Milling was carried out at room temperature; the milling velocity was 600 rpm, and milling time ranged from 5 to 650 min. Characterization by XRD, Raman spectroscopy, and SEM confirmed the progressive transformation of calcite into hydroxyapatite through a metastable DCPD intermediate, following logarithmic reaction kinetics. The resulting powders are fine, homogeneous, and phase-pure, demonstrating that mechanosynthesis provides a low-cost and environmentally friendly pathway to convert limestone waste into functional bioceramic materials. This suggests that Moleanos sludge is a viable and sustainable source to produce tailored calcium phosphates and confirms mechanosynthesis as a cost-effective and reliable technology to activate the low-kinetics chemical reactions in the CaCO3-H3PO4–H2O system. This work highlights a novel circular economy approach for the valorization of industrial limestone sludge, turning a difficult waste stream into a high-value, sustainable resource.
- Inteligência artificial em lojas físicas de roupa em segunda mãoPublication . Filipe, Raquel Maria Félix; Gonçalves, RuiEsta dissertação analisa as perceções de profissionais sobre a aplicação de sistemas de Inteligência Artificial (IA) em lojas físicas de roupa em segunda mão, um segmento com crescente relevância económica e ambiental mas pouco investigado na sua transformação digital. Face às lacunas da literatura, o estudo desenvolve uma análise empírica em lojas físicas portuguesas de roupa em segunda mão, permitindo compreender como a IA é percecionada relativamente à melhoria da experiência do consumidor (QP1), ao impacto nas estratégias de marketing-mix (QP2) e aos fatores e barreiras que condicionam a sua adoção (QP3). A investigação segue uma perspetiva interpretativista qualitativa, com 17 entrevistas semi-estruturadas a profissionais com funções estratégicas e operacionais; os dados foram transcritos, codificados no Nvivo e analisados de forma indutiva por análise temática. Os resultados evidenciam perceções ambivalentes e uma aceitação condicional da IA. Por um lado, é valorizada pela eficiência, personalização e conveniência, sobretudo em funções de back-office (gestão de stock, análise de tendências, precificação dinâmica, campanhas segmentadas) e pelo potencial de atrair consumidores jovens e digitais. Por outro, surgem preocupações quanto à autenticidade, ao contacto humano e à preservação dos valores culturais e simbólicos do setor. A aceitação é maior quando a tecnologia atua de forma “invisível” e menor quando afeta a experiência sensorial e relacional. A adoção revela-se gradual e dependente da confiança, da adequação cultural e do investimento em formação e apoio. Teoricamente, o estudo desloca o foco da investigação, habitualmente centrada no consumidor e no e-commerce, para o lado da oferta, ao evidenciar fatores, barreiras e tensões entre inovação tecnológica e identidade setorial. Entre os principais entraves estão a falta de infraestrutura digital, as limitações financeiras, os baixos níveis de literacia digital e as preocupações éticas e culturais. Ainda assim, abrem-se oportunidades para uma adoção gradual, contextualizada e eticamente sustentada, confirmando a perceção da IA como ferramenta condicional e não universal. Em última análise, a viabilidade da IA neste setor não se esgota na sua capacidade técnica, mas depende da sua integração sensível no ecossistema relacional, cultural e económico que caracteriza o comércio de segunda mão. A IA, neste contexto, deixa de ser apenas uma ferramenta tecnológica para se tornar num teste à maturidade do setor: a capacidade de transformar inovação em valor sem comprometer a sua essência.
