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- Como desenvolver o conhecimento do processo científico em alunos do 6.º ano do 2.º ciclo do ensino básico através de estratégias de abordagem reflexiva explícita?Publication . Ascenso, Lara João; Valente, Bianor Antónia Da CruzO presente relatório insere-se na Unidade Curricular de Prática de Ensino Supervisionada II do Mestrado em Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico (CEB) e do 2.º CEB de Matemática e Ciências Naturais, dividindo-se em duas partes. Na primeira parte, são descritas duas práticas pedagógicas, uma realizada em duas turmas do 6.º ano de 2.º CEB de um contexto público e outra numa turma do 3.º ano de 1.º CEB de um contexto privado. Na segunda parte, aborda-se a problemática “Como desenvolver o conhecimento do processo científico em alunos do 6.º ano do 2.º CEB através de estratégias de abordagem reflexiva explícita?”, explorando o impacto das estratégias de abordagem reflexiva explícita no desenvolvimento do conhecimento do processo científico dos alunos de 6.º ano. O estudo procura responder a três questões principais: i) Que conhecimento os alunos detêm relativamente ao processo científico?; ii) Qual o impacto das estratégias de reflexão explícita na evolução do conhecimento dos alunos acerca do processo científico?; iii) De que forma a reflexão potencia o desenvolvimento de competências nos alunos?. Para tal, implementaram-se estratégias de abordagem reflexiva explícita ao longo da intervenção como momentos de discussão e partilha, realização de uma atividade experimental e de atividades de pesquisa autónomas e um questionário preenchido pelos alunos antes e depois da intervenção que permitiu avaliar o impacto dessas estratégias no desenvolvimento do conhecimento do processo científico dos mesmos. Os resultados obtidos indicam que existiu uma evolução do conhecimento do processo científico em alguns parâmetros. Os alunos ficaram com maior consciência de que todas as investigações partem de uma questão investigativa, da importância das conclusões serem consistentes com os dados recolhidos e percecionaram de maneira mais abrangente o que é ser cientista e qual a sua ação. No entanto, a noção do que é uma experiência e de que as explicações são desenvolvidas a partir dos dados recolhidos e do conhecimento prévio foram ideias que não ficaram bem aprofundadas nos alunos. Embora o conhecimento do processo científico não tenha sido desenvolvido em todos os aspetos, aqueles em que foi teve como principal influência a implementação de atividades e estratégias de abordagem reflexiva explícita relacionadas com esses mesmos aspetos.
- Perspetiva dos jovens com necessidades educativas especiais, família e profissionais sobre os tempos livresPublication . Santos, Sara Simões Costa; Dionisio, Marina Gabriela Gonçalves FuertesAo longo das últimas décadas, tem-se assistido, em Portugal ao desenvolvimento de políticas educativas que tem como objetivo a inclusão de jovens com Necessidades Educativas Especiais, promovendo assim medidas que garantam a igualdade na participação e na adaptação das práticas escolares às necessidades individuais de cada jovem com necessidades educativas especiais. O presente estudo tem como objetivo compreender a perspetiva dos jovens com necessidades educativas especiais, dos encarregados de educação e dos profissionais sobre os tempos livres realizados no âmbito do projeto “Tardes Felizes”, desenvolvido numa escola básica. O estudo tem como foco os alunos do 2.º e 3.º ciclo que beneficiam de medidas educativas seletivas ou adicionais, procurando analisar as suas preferência, ambições e oportunidades no acesso às atividades de tempos livres. De modo a alcançar esses objetivos, foi adotada uma metodologia que inclui métodos qualitativos e métodos quantitativos, através da realização de entrevistas semiestruturadas e observações diretas cotadas com a escala Playful. Por meio da recolha dos dados foi possível identificar as dinâmicas de brincar, os níveis de autonomia e o impacto das atividades de tempos livres em aspetos como o desenvolvimento social e motor dos jovens. As medidas educativas seletivas procuram colmatar as necessidades de suporte à aprendizagem e à inclusão, consistindo na aplicação de um percurso escolar diferenciado e adaptações curriculares não significativas. As medidas educativas adicionais visão colmatar as dificuldades acentuadas ao nível da comunicação, interação, cognição ou aprendizagem, necessitando de recursos mais especializados de apoio à aprendizagem e à inclusão. Por um lado, os jovens com medidas educativas seletivas com irmãos apresentam maior preferência por brincar com os colegas, valorizando a interação social. Por outro lado, os jovens com medidas educativas adicionais apresentam maior preferência por brincarem sozinhos, o que pressupõem uma maior necessidade de terem momentos individuais. 6 No que diz respeito à comparação entre brincar sozinho ou com um adulto, a maioria dos jovens apresentam preferência por brincar com um adulto, o que pode indicar a sua necessidade de apoio durante o ato de brincar. No entanto, alguns jovens do sexo masculino, com irmãos e que, atualmente, encontram-se entre o 5.º/6.º ano de escolaridade, apresentam preferência por brincarem sozinhos. Podemos assim entender, que o tipo de medidas educativas, o contexto familiar, o sexo e o ano de escolaridade influenciam as preferências lúdicas dos jovens. Considera-se assim que a presença de um monitor dos tempos livres é importante para que os jovens participem ativamente nas atividades desenvolvidas, promovendo a autonomia dos mesmos e as suas interações sociais. Igualmente, o resultado sublinha a importância de práticas educativas adaptadas às crianças e jovens com necessidades especificas garantindo a inclusão de todos e de cada jovem nos tempos livres. Este estudo destaca-se pelo facto de dar voz direta aos jovens com necessidades educativas especiais, aos seus encarregados de educação e aos profissionais que os acompanham. Contribuindo para uma análise mais aprofundada das dinâmicas de inclusão em contexto de tempos livres.
