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- “Os colares são para meninas”: a igualdade de género numa sala de jardim de infânciaPublication . Rosa, Andreia Marques; Sousa, CarlaO presente relatório surge no âmbito da Unidade Curricular Prática Profissional Supervisionada, módulo II, do Mestrado em Educação Pré-Escolar. Este pretende descrever, de forma reflexiva e analítica, a minha prática realizada em contexto de estágio com um grupo de Jardim de infância, constituído por vinte e quatro crianças e de idades compreendidas entre os três e os cinco anos. Neste relatório é apresentada uma caracterização aprofundada do contexto em que estagiei, bem como as minhas intencionalidades para com o grupo, equipa e famílias das crianças. Este reflete, ainda, a investigação realizada em contexto, tendo esta seguido uma abordagem qualitativa e o método de estudo de caso. Teve como tema “A igualdade de género numa sala de Jardim de Infância: conceções e estereótipos” e pretendeu dar resposta aos seguintes objetivos: i) Identificar quais as conceções das crianças da sala acerca da igualdade de género (existência ou ausência de estereótipos); ii) Refletir sobre qual o contributo da família e da sociedade para a construção das conceções das crianças e iii) Compreender qual o papel do educador na promoção da igualdade de género. Para tal, foi necessário recorrer a diferentes técnicas de recolha de dados, nomeadamente a observação e a realização de entrevistas semiestruturadas. Para suportar os dados recolhidos foram selecionados como instrumentos as notas de campo e registos fotográficos obtidos ao longo da prática. Recorreu-se, ainda, a uma revisão da literatura sobre o tema. Pôde concluir-se, desta forma, que as crianças detêm já alguns estereótipos face ao que é expetável de cada sexo, o que contribui para a presença de desigualdade de géneros no seu quotidiano. Constatou-se, ainda, que estas conceções são transmitidas pela sociedade em que estão inseridas e muitas vezes pelas suas famílias. Finalmente, o relatório apresenta, também, uma reflexão sobre o impacto provocado pelas vivências e aprendizagens transmitidas por ambas as práticas profissionais na construção da minha profissionalidade.
- A comunicação com e entre crianças em idade pré-escolarPublication . Palminha, Filipa Inês dos Santos; Fuertes, MarinaO presente relatório tem como objetivo a apresentação, de forma reflexiva e fundamentada, da minha investigação e intervenção educativa durante todo o período da Prática Profissional e Supervisionada II (PPS II) num contexto de Jardim de Infância (JI), mais especificamente, num grupo de crianças com 4 anos de idade. As comunicações do adulto em relação às crianças podem promover a participação e a autoestima das mesmas. Neste estudo, é analisado o tipo de verbalizações do adulto (Número de Perguntas de conteúdo, Perguntas de Processo, Pedidos, Sugestões, Dirige, Ordens, Ensino, Feedback Positivo e Negativo) durante uma atividade colaborativa com uma criança. Neste estudo de caso participaram 12 crianças em idade pré-escolar e 3 adultos, numa atividade de construção conjunta ligada à situação Tandem, com materiais pré-definidos, durante 20 minutos, para que fosse possível ver se existia transferência do modelo de comunicação do adulto para a criança e desta para outras crianças. Após análise dos resultados verificou-se que a transferência dos comportamentos verbais do adulto para a criança foi baixa, tendo sido observado apenas algumas evidências de transferência de comportamento comunicativos ligados à categoria de Dirige e dos Elogios. Este estudo procura contribuir para a pesquisa científica e aprimorar as práticas da Educação de Infância, com maior ênfase na importância do adulto enquanto modelo para as crianças.
- O conceito de corpo-mundo e de corpo fantasmagórico: um manifesto sensorial para desacelarar o tempoPublication . De Lima, CecíliaA depredação do planeta inscrita no sistema capitalista mundial continua a passos largos. Diante de uma realidade deveras desanimadora, pergunto-me: como pode a prática e conhecimento artístico contribuir para a tentativa de abraçar um mundo mais sustentável? A prática artística da dança trabalha uma intensificação da consciência corporal em que a perceção de corpo é experienciada como um constante fluxo relacional – um corpo-mundo. Partindo deste conceito, do pensamento de Bruno Latour (2005) e de Ailton Krenak (2019), e com base nos estudos das ciências de Embodied Cognition e na noção de “cronopolítica” de Paul Virilio (2007), proponho um manifesto para a perceção de corpo enquanto um processo relacional ecológico, resistente á embriaguez da tirania da velocidade.
