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- Quando o jardim de infância é um observatório de desigualdadesPublication . Assunção, Bruna Prudêncio Quaresma de; Tomás, Catarina AlmeidaO presente relatório aborda, de uma forma crítica e reflexiva, a intervenção pedagógica realizada no âmbito da Unidade Curricular Prática Profissional Supervisionada II (PPS II), em um contexto de Jardim de Infância (JI) público situado em Lisboa. A mesma decorreu entre os dias 17 de outubro de 2022 e 16 de fevereiro de 2023, com um grupo de 20 crianças, uma educadora de infância e uma assistente operacional. O tema da investigação centra-se nas desigualdades sociais de/na infância, nomeadamente conceções e vivências num JI. Este tema surge, sobretudo, a partir de observações e reflexões quotidianas relativamente aos modos de estar, viver e comunicar das crianças, sendo possível evidenciar algumas desigualdades socioeconómicas. Os contributos da Sociologia e dos Estudos Sociais da Infância, disciplinas com as quais as Ciências da Educação dialogam, fundamentam a importância de ouvir as crianças (e adultos/as) em relação ao entendimento das desigualdades sociais enquanto experiência subjetiva e autorreflexiva. Neste sentido, foram definidos três objetivos que assentam na caracterização das conceções sobre desigualdades sociais das crianças e das suas famílias por educadoras de infância, por assistentes operacionais e por crianças. Metodologicamente, optou-se por realizar um estudo de caso, de natureza qualitativa, combinado diversas técnicas de recolha de dados, nomeadamente observação e entrevistas. Procedeu-se à análise de conteúdo dos mesmos que permite afirmar que nem todas as profissionais de educação partilham da mesma opinião relativamente às desigualdades sociais no JI, no entanto todas valorizam o papel da Educação Pré-Escolar – educação compensatória, ou seja, uma ação na minimização das desigualdades sociais e um espaço fundamental para a promoção de uma maior igualdade de oportunidades. Por fim, a constatação da minha intervenção pedagógica neste contexto foi essencial para a construção da minha identidade profissional, uma vez que me possibilitou conhecer outras realidades e adequar a minha prática às mesmas, sensibilizando-me para uma educação mais inclusiva, fundamental para as crianças inseridas em contextos socioeconómicos mais vulneráveis.
