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- A heterogeneidade em idade: um contributo para o desenvolvimento e aprendizagem em crianças de jardim de-infânciaPublication . Serras, Márcia Filipa Dos Santos; Lino, DalilaO presente relatório reflete o trabalho desenvolvido na Unidade Curricular de Prática Profissional Supervisionada II (PPSII), inserida no Mestrado em Educação Pré-Escolar, pela Escola Superior de Educação de Lisboa e tem como objetivo principal relatar todo o processo vivenciado ao longo destes 5 meses de estágio e investigar uma temática relacionada com o contexto socioeducativo refletindo, de forma gradual, a minha profissionalidade docente. Durante a prática tive oportunidade de integrar um grupo composto por crianças com idades entre os 3 e os 6 anos, sendo que achei pertinente explorar e aprofundar a temática da heterogeneidade em idade no ensino pré-escolar, pois verifiquei que as interações entre as crianças de diferentes idades tinham um impacto bastante positivo no seu desenvolvimento e aprendizagem. Desta forma, para realizar este estudo considerei os seguintes objetivos: (i) Identificar vantagens dos grupos heterogéneos em idade para o desenvolvimento e aprendizagem das crianças; (ii) Compreender de que modo a interação de um grupo de crianças de diferentes idades contribui para o seu desenvolvimento; (iii) Conhecer as perceções da educadora cooperante, da ajudante de ação educativa e das famílias sobre a importância dos grupos heterogéneos em idade para o desenvolvimento integral da criança. Tendo em conta os objetivos enumerados acima, foi utilizada a metodologia de estudo de caso e a natureza da investigação caracteriza-se por ser qualitativa, na medida em que, recorri à observação direta e participante. Relativamente aos dados, estes foram tratados através da técnica de análise de conteúdo e no que á análise dos dados diz respeito verifica-se que as interações entre crianças de idades diferentes contribuem para o seu desenvolvimento e aprendizagem, potenciando competências e valores, tais como a autonomia, o sentido de responsabilidade, a entreajuda, a cooperação e o desenvolvimento socioemocional.
- Brincadeiras de faz-de-conta: interações entre crianças de diferentes idadesPublication . Fernandes, Diana Bartolomeu; Toledo, LeonorO presente relatório surge no âmbito da unidade curricular Prática Profissional Supervisionada II (PPS II), no contexto de Jardim de Infância, que decorreu entre 18 de outubro de 2021 e 11 de fevereiro de 2022. Este relatório visa refletir sobre o percurso vivenciado com um grupo de crianças com idades compreendidas entre os 2 e os 3 anos. Está dividido em seis partes: (i) introdução; (ii) caracterização do contexto (iii) análise reflexiva da intervenção (iv) investigação em JI; (v) construção da profissionalidade docente; e (vi) considerações finais, a que se seguem as referências e os anexos. A partir do exercício do estágio surgiu a problemática de investigação abordada neste relatório – “Brincadeiras de faz-de-conta: interações entre crianças de diferentes idades”. A investigação insere-se numa perspetiva de metodologia de estudo de caso que partiu das características do grupo de crianças e da observação da existência de interações/ brincadeiras entre as mesmas. Com o presente estudo, pretende-se (i) caracterizar as brincadeiras que ocorrem entre as crianças do grupo original da sala (dois a três anos); (ii) caracterizar as brincadeiras que ocorrem entre as crianças quando do grupo heterogêneo, com as crianças que vêm de outras salas pela manhã (o que forma um grupo de crianças de dois a seis anos); e (iii) verificar em que medida as brincadeiras diferem consoante as idades de cada grupo. Como estratégias metodológicas utilizei as observações, notas de campo e entrevista à educadora cooperante, sendo, posteriormente, analisados com recurso à análise de dados. Neste seguimento concluo que as crianças procuram brincar mais na área da casa e na área do teatro; interagem bastante umas com as outras, preferindo brincar com as crianças da sua sala (ou seja, da sua idade), possivelmente por brincarem juntas diariamente e terem brincadeiras habituais. Ainda assim, é importante manter-se as interações entre crianças de diferentes idades, uma vez que tomam consciência de si mesmas na relação com os outros, aprendem sobre os outros, constroem conhecimento e ampliam o seu repertório de brincadeiras.
- Preparação e caracterização de decocções de algas marinhas comestíveis encapsuladas em nanopartículas para a redução do risco de doenças cardiovascularesPublication . Pinto, Sofia Isabel Brites; Pacheco, Rita Isabel Dias; Reis, Ana Catarina Beco PintoOs produtos naturais, principalmente compostos derivados de algas, apresentam atividades biológicas relevantes, podem ser auxiliares na prevenção de várias doenças, como diabetes, cancro e doenças cardiovasculares (CVDs) e explorados sobre o seu potencial de aplicação para tratamen-tos. Neste trabalho estudaram-se extratos aquosos das algas Eisenia bicyclis (Aramé), Porphyra te-nera (Nori) e Fucus vesiculosus (Fucus), na prevenção da hipercolesterolemia, principal fator de risco associado às CVDs. Para tal, avaliou-se o conteúdo em fenóis pelo método Folin-Ciocalteu, polissa-cáridos pelo método fenol-ácido sulfúrico, proteínas utilizando o 2-D Quant Kit, atividade antioxidante pelo método 2,2-difenil-1-picrilhidrazil (DPPH), inibição das enzimas acetilcolinesterase (AChE) e 3--hidroxi-3-metilglutaril-Coenzima A redutase (HMGR), segurança in vitro com linhas celulares huma-nas do fígado e intestino e redução da permeação do colesterol utilizando um modelo celular que simula a barreira gastrointestinal. Nenhum dos extratos demonstrou ter citotoxicidade nas linhas ce-lulares testadas. Dos extratos analisados, a Aramé demonstrou ter os melhores resultados em fenóis (0,1521 ± 0,0035 mg equivalentes floroglucinol/mL extrato), atividade antioxidante (65 ± 3 %), inibição da HMGR (79 ± 7 %) e redução da permeação do colesterol (32 ± 2 %). Por conseguinte, a Aramé foi encapsulada em nanopartículas (NPs) de albumina de soro bovino (BSA) para melhorar as suas propriedades e facilitar a sua administração e absorção. As NPs Aramé apresentaram um tamanho inferior a 300 nm, índice de polidispersão abaixo de 0,6 e carga superficial negativa. Da análise por microscopia eletrónica de varrimento inferiu-se que as NPs vazias e NPs Aramé apresentaram forma esférica. As NPs Aramé promoveram o aumento da redução da permeação de colesterol (51 ± 3 %) e maior inibição da AChE (66 ± 7 %) e HMGR (87 ± 4 %) relativamente ao extrato livre. No ensaio in vivo com ratos Wistar em que se administrou durante 4 semanas Aramé, Aramé com ezetimiba e NPs Aramé obteve-se um menor valor de colesterol para a Aramé (64 ± 2 % mg/dL), Aramé com ezetimiba (68 ± 2 % mg/dL) e NPs Aramé (72 ± 2 % mg/dL) relativamente ao controlo e a adminis-tração destes demonstrou ser segura, visto não se verificarem alterações histológicas a nível dos órgãos dos ratos. A administração de Aramé, NPs Aramé e Aramé com ezetimiba revelou alterações metabólicas no soro dos ratos relativamente aos ratos controlo, nomeadamente em metabolitos as-sociados à diminuição do colesterol total e LDL-C e aumento do HDL-C, revelando o efeito da Aramé e NPs Aramé sobre a redução do colesterol. Concluiu-se assim que a alga Aramé demonstrou capa-cidade de redução do risco de CVDs, sendo este efeito mais evidente após encapsulação em NPs de BSA.
