Percorrer por data de Publicação, começado por "2021-02-18"
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- Estimação de cobertura rádio em comunicações ferroviárias recorrendo ao irregular Terrain ModelPublication . Prior, Pedro Manuel Morão; Cota, NunoUm dos aspetos fundamentais para o desenvolvimento de uma rede de comunicações móveis é o planeamento das áreas de cobertura de cada estação base. Esta predição de sinal, estimada por modelos de propagação, tem de ser o mais próximo da realidade possível e implica o conhecimento de diversos fatores que influenciam a propagação num determinado ambiente. As comunicações em linhas ferroviárias localizam-se, muitas vezes, em ambientes rurais com significativa variação de perfis de terreno. O Irregular Terrain Model (ITM) é um modelo que se apresenta promissor neste tipo de situações porque tem em especial consideração as características do terreno numa determinada área geográfica, assim como alguns fatores ambientais e estatísticos. O objetivo deste trabalho reside na análise da capacidade de predição de sinal deste modelo. Neste sentido, foi implementado um software capaz de comparar o desempenho do ITM com outro muito utilizado neste tipo de ambiente, o Okumura-Hata, e escolhido um troço da linha da Beira Baixa caracterizado por irregularidades no terreno bastante acentuadas. Inicialmente, o ITM foi otimizado para o tipo de ambiente analisado através da modificação de alguns parâmetros. De seguida, em oito estações base desta linha ferroviária, desde Belver a Ródão, foram realizadas comparações entre ambos os modelos de propagação e medidas a que se teve acesso. Analisaram-se, ponto a ponto e para cada percurso, os resultados de nível de sinal predito face à realidade, recorrendo a estatísiticas de erro. Os resultados obtidos suportam a ideia de o ITM ser um modelo promissor na predição rádio em ambientes rurais com muitos desníveis no terreno, tendo apresentado um desempenho significativamente melhor que o Okumura-Hata na maioria das situações analisadas, assim como estimativas próximas às medidas registadas. No entanto, destaca-se a dificuldade em lidar com obstruções significativas na linha de vista de transmissão, principalmente em distâncias inferiores a 1 quilómetro, chegando a demonstrar desvios de 10 a 20 dB face às medidas.
