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- Reconhecer para mudar!. Problematização do brincar na prática pedagógica e na formação de educadores/as de infância (2014-2018)Publication . Silvestre, Cristiana Filipa Leitão; Tomás, Catarina AlmeidaO presente relatório surge no âmbito da Unidade Curricular (UC) da Prática Profissional Supervisionada (PPS) em Jardim de Infância (JI) e visa ilustrar, de forma crítica e reflexiva, o caminho trilhado nos quatro meses de intervenção pedagógica com um grupo de crianças com idades entre os 2 e os 6 anos. No atual panorama socioeducativo, afetado pelas políticas e pelos discursos neoliberais, surgem algumas controvérsias no campo educativo, principalmente quando procuramos compreender se os/as adultos/as reconhecem o direito a brincar das crianças e qual a importância que lhe atribuem (Tomás & Ferreira, 2019). Tendo em conta a premissa supramencionada, ao longo da PPS procurei reaprender a brincar e decidi desenvolver uma atitude investigativa que incidisse, precisamente, nesta temática. Assim sendo, inspirei-me no estudo de Tomás e Ferreira (2019) para continuar o levantamento e a análise dos Relatórios da PES dos mestrados profissionalizantes, dedicados ao brincar com crianças até aos 6 anos, no ano de 2018. A par deste objetivo também procurei conhecer as conceções e as preferências das crianças relativamente ao brincar, bem como as suas práticas. Saliento que a investigação sustenta-se num enquadramento teórico que entrecruza a Pedagogia e a Sociologia da Infância. Metodologicamente, a investigação segue as diretrizes do método de estudo de caso e enquadra-se num paradigma de natureza qualitativa, onde optei pela utilização de diferentes técnicas e instrumentos de recolha de dados. Como principais resultados, destaco que, globalmente, as conceções das estudantes-estagiárias enfatizam o brincar como uma estratégia para facilitar a aquisição de conteúdos e competências úteis para o futuro, em detrimento do brincar como um direito das crianças e expressão cultural infantil. Por outro lado, a investigação que conduzi na valência de JI possibilitou escutar as vozes de 24 crianças e, deste modo, envolvê-las na construção de conhecimento acerca de si e dos seus mundos sociais e culturais. Os resultados deste estudo contribuem para debater a “escolarização” desenfreada da Educação de Infância (EI) e a reivindicação do brincar como direito.
