Percorrer por autor "Tusto, Margarida Filipa Costa"
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- O impacto da violência sistémica e do stress minoritário vividos pelas pessoas pertencentes à comunidade lGBTQIA+: percepções de situações de instabilidade e exclusãoPublication . Tusto, Margarida Filipa Costa; Cruz, Cristina Barroso Silva daA UNESCO tem desenvolvido um trabalho importante na matéria da comunidade LGBTQIA+, alertando para a necessidade de pesquisa e investigação acerca do bullying em função da orientação sexual, identidade de género, expressão de género e características sexuais. Várias esferas da sociedade já consideram os direitos de pessoas LGBTQIA+ como direitos humanos, trabalhando e promovendo políticas e práticas inclusivas. No entanto, o impacto da Violência sistémica e Stress Minoritário subjacente a esta comunidade, reflete-se nas esferas mais profundas dos indivíduos. O presente estudo tem como objetivos: (i) Compreender de que forma a violência sistémica impacta o projeto de vida das pessoas pertencentes à Comunidade LGBTQIA+; (ii) Compreender de que forma o Stress minoritário impacta o projeto de vida das pessoas pertencentes à Comunidade LGBTQIA+; (iii) Compreender quais os mecanismos de defesa utilizados pelas pessoas que sofrem com violência sistémica e Stress minoritário. De forma a dar resposta aos objetivos supracitados, será utilizada a metodologia de Histórias de Vida, de forma a compreender em profundidade as questões individuais, através da realização de sessões de histórias de vida a pessoas da comunidade LGBTQIA+. Em termos de resultados, estes revelaram um padrão persistente de violência sistémica e Stress minoritário ao longo do ciclo de vida dos indivíduos adaptando-se a diferentes contextos sociais. A infância foi caracterizada pela invisibilidade e pelos primeiros episódios de discriminação; a adolescência, por uma hostilidade acentuada e pela ocultação da identidade; e a vida adulta, por discriminação institucional e uma contínua gestão da identidade. Além disso, observou-se uma evolução nos mecanismos de defesa, passando de estratégias reativas de autoproteção para respostas proativas de afirmação e resistência.
