Percorrer por autor "Sobral, Diogo Filipe Silveira Beja"
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- O comportamento do investidor português: análise comparativa de anomalias e desviosPublication . Sobral, Diogo Filipe Silveira Beja; Gomes, OrlandoA economia comportamental considera que os agentes económicos não são completamente racionais, estando limitados por diversos fatores psicológicos como heurísticas e enviesamentos. Os agentes que participam nos mercados financeiros não são exceção, cada um apresentando uma estratégia de investimento personalizada consoante a sua suscetibilidade a estes fatores. Assim, ao depender de inúmeros fatores psicológicos, existe a hipótese de se poder distinguir o comportamento dos investidores pelo contexto social-económico em que se encontram. Recorrendo a dados financeiros de mais de 50 mil agentes entre três países distintos, foi elaborada uma análise comparativa do comportamento dos investidores em Portugal, Espanha e Estados Unidos. Em geral, existem evidências de que as diferenças culturais e sociais entre cada país têm capacidade, por si só, de influenciar o comportamento e as decisões de cada investidor. Comparativamente, a prestação dos investidores portugueses situa-se entre os outros dois países estudados, realçando-se a capacidade de tentar investir objetivamente, mas demonstrando alguma suscetibilidade aos enviesamentos mais comuns. A cultura financeira mais difundida nos Estados Unidos leva a que o mercado financeiro seja mais acessível e diversificado entre todos os tipos de ativos. Em Espanha, o mercado financeiro parece ser dominado por um grupo mais envelhecido de investidores maioritariamente avessos ao risco. Existem, ainda, evidências de barreiras à entrada nos mercados financeiros. Enquanto que nos EUA o mercado é mais acessível à população, em Portugal, o ato de investir é considerado demasiado complexo, arriscado e dispendioso por muitos. Estas barreiras, por um lado, diminuem o número de investidores, mas, por outro, aumentam as competências daqueles que conseguem participar.
