Percorrer por autor "Silva, Madalena Xavier Santos"
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- Modalidades inclusivas de movimento para pessoas que não costumam dançar: um estudo experimental de exploração do movimentoPublication . Pinheiro, Inês Zinho; Silva, Madalena Xavier Santos; Ó, Jorge Manuel Nunes Ramos do; Universidade de Lisboa, Faculdade de Belas-Artes Instituto de EducaçãoRESUMO A tese investiga modos de sugestão cinestésica na dança através da problematização do lugar de quem deseja propor experiências de movimento sem se tornar uma figura diretiva. Nesta perspetiva, o estudo adota uma orientação prático-teórica para examinar o modo como ‘pessoas que não costumam dançar’ (PQNCD) expressam as suas experiências cinestésicas. Através de sessões práticas, foi-se construindo uma conceção de ‘modalidades inclusivas de movimento’. Em simultâneo, utilizaram-se análises qualitativas, procurando o aprofundamento exaustivo do desenvolvimento de um autoconhecimento cinestésico dos participantes. Esta tecelagem de intencionalidades visou contribuir para o pensamento acerca de implicações artístico-pedagógicas na dança. Ou seja, a investigação nasceu do interesse em aprimorar uma prática de intervenção pedagógica e artística, confluindo numa produção heurística. A metodologia do estudo inscreve-se no paradigma da ‘prática como investigação’, fundando-se em orientações fenomenológicas e hermenêuticas, recorrendo necessariamente a uma análise descritiva, compreensiva e interpretativa da intervenção. Ao longo da tese, são analisadas referências teórico-artísticas, compondo um percurso metodológico sistemático aberto a reorientações. Assim, a pesquisa movimenta-se numa relação em constante atualização entre reflexões teóricas e experiências vividas empiricamente. Nesse percurso, práticas tais como o movimento, a escrita e a leitura desvelaram-se como gestos que ocorrem através de fenómenos inesperadamente semelhantes, fazendo emergir as dificuldades na articulação da experiência cinestésica. No seu cerne, a investigação configurou um esforço de criação de condições para se dançar e falar, possibilitando uma escrita que se revela a partir da experiência da heterogeneidade. A pesquisa revelou o valor, não tanto das propostas partilhadas com os participantes, mas sobretudo o modo como são apresentadas. Essa articulação possibilitou o discernimento da conceção de dançar e escrever para ‘desaparecer’, enquanto movimento de metamorfose que se dirige ao exterior no sentido de ‘fazer voltar’. Ao delinear respostas às questões de partida, o desfecho da tese abre-se a novas interrogações. Palavras-chave: Movimento; Dança; Experiência Cinestésica; Autoconhecimento Cinestésico; Contextos Artístico-Pedagógicos
