Percorrer por autor "Reisinho, Ana Rita Baptista da Costa"
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- As crianças como protagonistas da escolha das salas num jardim deinfância: potencialidades e desafiosPublication . Reisinho, Ana Rita Baptista da Costa; Friães, RitaO presente relatório espelha o trajeto de intervenção e de reflexão tidos ao longo da imersão na prática que, por sua vez, sustentaram a construção da identidade profissional e uma investigação em contexto de JI, inserida no âmbito da Prática Profissional Supervisionada II, ao longo de, aproximadamente, quatro meses, com um grupo de vinte e quatro crianças com idades compreendidas entre os quatro e os seis anos, uma educadora de infância e uma assistente operacional. Não poderia partir para uma intervenção devidamente alicerçada e fundamentada sem antes caracterizar, de forma reflexiva, o contexto socioeducativo em que me inseri e, gradualmente, integrei. Somente ao conhecer a conjuntura associada ao mesmo se revelou pertinente realizar uma investigação que se intitulou “As crianças como protagonistas da escolha das salas num jardim de infância: Potencialidades e desafios”, que surgiu da particularidade da abordagem pedagógica, própria da organização socioeducativa, sendo caracterizada pela oportunidade que as crianças têm, todos os dias, de escolher que sala de atividades – sala do Jogo Dramático, sala Intelectual e sala das Expressões – querem frequentar durante o período da manhã. Neste sentido, o estudo operacionalizou-se através de uma abordagem qualitativa e interpretativa, norteando-se pela metodologia de estudo de caso, e utilizando como técnicas de recolha de informação a observação direta e entrevistas semiestruturadas às três educadoras de JI em que a escolha das salas tem lugar, assim como entrevistas estruturadas a trinta e duas crianças e, como instrumentos, as notas de campo, grelhas de observação e guiões de entrevistas. Os resultados obtidos permitiram colocar em evidência que a abordagem pedagógica, criada pela diretora da organização socioeducativa, foi concebida com o intento de inovar na educação e defender a participação das crianças, participação essa indelevelmente ativa, confirmando o protagonismo das mesmas na escolha das salas, podendo experimentar, com liberdade e autonomia, diversas vivências propiciadas pela interação com vários/as adultos/as e crianças.
