Percorrer por autor "Nunes, Mariana"
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- Comunicação de risco em contexto municipal: Reflexões preliminaresPublication . Nunes, Mariana; Pereira, Sandra Cristina MartinsOs contornos da atual realidade – global e isenta de fronteiras - onde o digital revolucionou relações interpessoais e noção de distância, democratizando o acesso ao conhecimento e melhorando a vida dos indivíduos, lançaram a sociedade num drama enraizado na sua própria atividade tecnocientífica, cujo estado normal ameaça tornar-se catastrófico, dado o seu caráter de vulnerabilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade, e originando a denominada ‘sociedade de risco’.Neste paradoxo, reside a pertinência em estudar num contexto municipal o fluxo comunicacional, assim como os mecanismos de resposta a situações de risco da comunidade. Os objetivos do estudo são avaliar o esforço empregue na comunicação do risco pela autarquia e captar a perceção dos munícipes, quer do risco, quer da receção das mensagens e participação ativa nas decisões para a capacitação de um município alerta, consciente e capaz de agir preventivamente.Não existindo consenso entre técnicos, decisores e o público leigo em matéria de perceção do risco, urge comungar a noção de risco, simetrizando conteúdos entre peritos e desconhecedores. A prática de uma comunicação integrada do risco, estrategicamente voltada para públicos em diferentes níveis de consciência/informação, constitui-se como um meio eficaz para a capacitação populacional quanto à compreensão, avaliação e ação sobre os riscos a que pode, infortunadamente, estar sujeita. Esta comunicação aproxima-se do ideal de governança do risco, caracterizado por uma comunicação bilateral, na qualidade de canal de troca de (in)formações e opiniões entre os stakeholders para que, no fim, convirjam na tomada de decisão face aos comportamentos a implementar.Acreditando na comunicação como pedra basilar, apta a instituir as condições do relacionamento organis- mos-público, registam-se parcas investigações na área da comunicação estratégica, nomeadamente em contexto local, daí o interesse pela Vila de Mafra.Recorre-se a uma metodologia mista, usando ferramentas de pesquisa qualitativas – como uma auditoria à comunicação da Câmara; análise SWOT; mapeamento de stakeholders; entrevistas a responsáveis pela tomada de decisão, governança e comunicação do risco – e quantitativas – com o inquérito a uma amostra da população mafrense.Em resultado queremos aferir as dúvidas da comunidade mafrense no que concerne à comunicação rececionada para a sua capacitação, assim como qual a abertura à sua opinião sobre a legitimidade das decisões tomadas em situação de risco. Esperamos auxiliar no (re)estabelecimento de uma comunicação estratégica fluida e mútua entre a Câmara Municipal e a comunidade envolvente, corroborando a grande responsabilidade que justifica a sua existência neste município.
- Factors associated with cervical cancer screening among migrant women in Europe: a systematic scoping review protocolPublication . Marques, Patrícia; Nunes, Mariana; Antunes, Maria Da Luz; Heleno, Bruno; Dias, SóniaCervical cancer is the 4th most common cancer in women in Europe. Cervical cancer screening (CCS) reduces its incidence and mortality, but its effectiveness relies on the quality of screening and women's participation. Migrant women show low participation in CCS, which might compromise an early diagnosis of the disease. Since migration rates are high in Europe, it is important to understand which barriers and facilitators influence participation in CCS among migrants to develop strategies to increase their participation. The main objective of this study is to analyze existing evidence about the factors associated with CCS participation among migrant women in Europe,
- Factors associated with cervical cancer screening participation among migrant women in Europe: a scoping reviewPublication . Marques, Patrícia; Nunes, Mariana; Antunes, Maria Da Luz; Heleno, Bruno; Dias, SóniaBackground: Cervical cancer screening has been effective in reducing the incidence and mortality of cervical cancer, leading European countries to implement screening programs. However, migrant women show lower screening participation compared to nationals. This scoping review aims to provide a synthesis of the growing evidence on factors associated with participation in cervical cancer screening among migrant women in Europe. Methods: Electronic peer-reviewed databases were searched in November 2019 for studies on factors related to the participation of migrants in cervical cancer screening conducted in EU/EFTA countries, using comprehensive search expressions. Retrieved articles were screened and those eligible were selected for data extraction. Quantitative and qualitative studies were included. Factors were classified as barriers and facilitators and were divided into further categories. Results: Twenty out of 96 articles were selected and analyzed. Factors associated with participation in cervical cancer screening were classified into categories related to sociodemographic, healthcare-system, psychological, migration, knowledge, language, and cultural factors. Lack of information, lack of female healthcare providers, poor language skills, and emotional responses to the test (especially fear, embarrassment, and discomfort) were the most reported barriers to cervical cancer screening. Encouragement from healthcare providers and information available in migrants’ languages were frequently stated as facilitators. Results on the role of sociodemographic factors, such as age, education, employment, and marital status, are the most conflicting, highlighting the complexity of the issue and the possibility of interactions between factors, resulting in different effects on cervical cancer screening participation among migrant women. Several identified barriers to screening are like those to accessing healthcare services in general. Conclusions: Efforts to increase migrant women’s participation in CCS must target barriers to access to healthcare services in general but also specific barriers, including cultural differences about sexuality and gender, past traumatic personal experiences, and the gender and competences of healthcare professionals performing CCS. Healthcare services should strengthen resources to meet migrants’ needs, including having CCS information translated and culturally adapted, as well as healthcare providers with skills to deal with cultural backgrounds. These findings can contribute to improving CCS programs among migrant women, reducing health disparities, and enhancing their overall health and well-being.
