Percorrer por autor "Mestre, Diana Rita Dias"
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- A influência do local de estimulação ventricular na incidência de taquiarritmias auriculares em doentes com pacemaker permanentePublication . Mestre, Diana Rita Dias; Sousa, João deIntrodução: No pacing cardíaco, o elétrodo ventricular direito é convencionalmente implantado no ápex. No entanto, recentemente, evidência científica tem salientado o papel deletério, na função ventricular esquerda, decorrente da estimulação elétrica neste local. Para combater esta tendência surgiu o interesse em locais de pacing alternativos, nomeadamente o pacing septal. Os estudos existentes sobre este tipo de pacing ventricular, considerado mais fisiológico, apresentam resultados contraditórios. Contudo, nenhum deles demonstrou a relação entre o pacing septal e a incidência de taquiarritmias auriculares, nomeadamente FA. Objetivo: Avaliar e comparar a incidência de FA consoante o local estimulação do elétrodo ventricular direito (apical ou septal). Métodos: Estudo descritivo-correlacional de carácter longitudinal retrospetivo. A amostragem é do tipo não probabilístico de conveniência, com uma amostra total de 121 doentes. Foi selecionada uma subamostra A, que incluiu os 74 doentes que compareceram à primeira consulta e à consulta anual de follow-up. Avaliou-se a carga arrítmica (tempo em FA em horas), nestas amostras, consoante o local de estimulação ventricular, e dentro destas, foram avaliados os doentes consoante indicação para implante (DNS e BAV) e presença de antecedentes de FA. Resultados: Na amostra total e na subamostra A, comprovou-se não existir relação entre o local de estimulação ventricular e a carga arrítmica auricular (p>0,05). Quando analisados os doentes de acordo com critério de implantação (DNS e DNAV) e história prévia de FA, verificou-se que não existiam diferenças estatísticas significativas entre os dois locais de estimulação (p>0,05). No entanto, determinou-se que a existência de antecedentes de FA possui está relacionada com a carga arrítmica auricular tanto na amostra total (X2=12,62; IC=95%; p≤0,05) como na subamostra A (1ª consulta: X2=22,46; IC=95%; p≤0,05 e 2ª consulta: X2=16,73; IC=95%; p≤0,05), independentemente da localização do elétrodo ventricular. Conclusões: Neste estudo pode extrapolar-se que não existe benefício da estimulação ventricular septal em relação à apical a nível da carga arrítmica auricular.
